Família 800 cc da MV Agusta vai crescer no Brasil em 2016

Brutale Dragster, Turismo Veloce e Stradale têm propostas diferentes e visual arrebatador
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Karina Simões
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Quem for ao Salão Duas Rodas 2015aberto ao público até a proxima segunda-feira (12) - poderá conferir três novidades da MV Agusta que chegam ao Brasil entre fevereiro e março de 2016. Ainda em processo de homologação, expostas uma ao lado da outra no estande da marca italiana, a Brutale Dragster, Stradale e Turismo Veloce chamam muita atenção.

Em comum, todas compartilham o mesmo tricilíndrico de 800 cc – já conhecido da Rivale, Brutale e F3. No entanto, a proposta, mapeamento do motor e visual, distanciam os modelos.

Dragster sim, RR (ainda) não

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Segundo estimativas da marca, a Brutale Dragster deve custar algo em torno de R$ 52.900. O tricilíndrico de 800 da naked gera um pico de 125 cv de potência que é alcançado aos 11.600 rpm, enquanto o torque máximo de 8,2 kgfm chega aos 8.600 rpm. O câmbio é de seis velocidades e o visual, extremamente agressivo.

A imponência da Brutale Dragster se deve ao fato dela ser uma moto com dimensões compactas, que fica mais evidente pela rabeta quase inexistente, que acaba junto com o banco e integra em uma peça muito estilosa a lanterna traseira. As linhas marcantes do tanque, o escape com três saídas laterais e a balança monobraço que deixa a roda traseira exposta também merecem destaque.

Falando em roda, se você gosta de motos, deve ter visto as rodas raiadas feitas à mão que equipam o modelo RR na Europa e Estados Unidos. Nas versões preta ou branca, ambas com detalhes em vermelho e raios pretos, elas chamam muita atenção. Além do visual mais agressivo, a RR ofecere mais potência (140 cv) e mais eletrônica embarcada.

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Essa versão não deve ser vendida no Brasil. Segundo uma fonte ligada à marca, a MV Agusta está lidanco com um “probleminha” lá na Itália com este modelo justamente por causa das rodas raiadas. Elas fizeram muito mais sucesso do que eles esperavam e sua fabricação artesanal é realizada por uma pessoa apenas, que produz cinco rodas por dia. O sujeito resolveu parar com a produção e as encomendas da Dragster RR equipada com as belas rodas acumulam 1.400 unidades, sem data para entrega.

Turismo Veloce e Stradale

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As outras duas novidades que desembarcam no Brasil em 2016 são a sport-touring Turismo Veloce e a crossover Stradale. Essa última é a releitura estradeira da motard Rivale e embora o tricilíndrico que equipa ambas seja o mesmo, para a Stradale ele está 10 cv mais manso - gera 115 cv a 11.000 rpm. A posição de pilotagem confortável, desempenho de esportiva, design super arrojado e as malas laterais que integram as lanternas são seus diferenciais. A estimativa de preço do modelo para o Brasil fica na casa dos R$ 56 mil, segundo a marca.

Já a Turismo Veloce, pode ser considerada a primeira moto da MV pensada para longas viagens, onde o destaque são as malas laterais muito bem desenhadas e a “cara” emprestada das irmãs esportivas F3 e F4. Esta deve ser a mais cara das três, com preço estimado de R$ 58 mil.

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MV no Brasil

Desde abril deste ano, uma subsidiária brasileira da montadora italiana assumiu a gestão da marca em território nacional (distribuição das motocicletas, pós-venda e comunicação), cabendo a Dafra apenas a montagem das motos na fábrica de Manaus (AM).

Em nova fase no país, a MV Agusta diz estar ainda arrumando a casa. Segundo Vladimir Zaitseff, CEO da empresa para os países da América Latina, mesmo com problemas, o Brasil é um mercado estratégico para a marca. “Por isso,  estamos investindo em uma reformulação de nossa rede de lojas. Temos vantagens sobre dois aspectos: como trabalhamos com Euro, nosso produto sofre menos com as variações cambiais. Além disso, a MV atinge uma camada de clientes de nicho, diferentemente das marcas que vendem volume e acabam sentindo mais a crise”, explica.

Com a abertura de novas lojas e um line-up mais reforçado – especialmente na linha 800 cc, que contará com seis modelos no ano que vem - , a marca espera superar as 300 unidades de motos vendidas no país.

Parceria com a Mercedes-AMG

Segundo a montadora, a ação faz parte de um movimento global iniciado no final do ano passado, quando a MV firmou um acordo com a Mercedes-AMG, empresa do Grupo Daimler AG. A união é um sonho antigo da marca alemã que se concretizou de maneira curiosa.

A marca já estava de olho na MV, mas em 2008 a norte-americana Harley-Davidson foi mais rápida e a adquiriu. Em 2010 a marca foi revendida a Claudio Castiglioni, já falecido ex-proprietário do grupo MV. Neste intervalo, a Mercedes tentou uma parceria com a Ducati, mas outra alemã, a Audi, foi mas rápida e comprou a marca.

Dizem que o acordo com a MV enfim se deu quando Giovanni Castiglioni, filho de Claudio, presidente mundial da MV Agusta e fã da Mercedes, foi à sede da marca buscar seu novo carro e encontrou Tobias Moers, CEO da Mercedes-AMG e fã de MV Agusta.

O resultado já sabemos qual foi e, desde que o acordo foi firmado, a AMG possui 25% das ações da marca italiana, incluindo atividades nas áreas de venda e marketing. 

Os frutos desta união começaram a ser vistos recentemente. Um deles foi na última edição do Salão de Frankfurt, onde foi revelada a versão AMG GT da esportiva F3 800. “O cliente da Mercedes-Benz é o mesmo da MV Agusta e isso facilita muito as coisas. Na Europa, as lojas AMG já vendem as nossas motos e às vezes o cliente entra para comprar o carro e acaba levando a moto também”, diz Zaitseff. Segundo o executivo, se tudo der certo a marca trará dez unidades da F3 800 Reparto Corsa AMG para venda no Brasil em breve.

MV Agusta no cinema

Muita gente babou na BMW S 1000 RR no último filme da franquia Missão Impossível. Na mesma onda, a MV Agusta estará nas telonas do Brasil em janeiro de 2016 em uma produção de Hollywood. Serão quatro nakeds Brutale acelerando no filme Rio Heat, com atores de peso. Entre eles o veterano Harvey Keitel, o canadense Victor Webster e a brasileira Thayla Ayala.

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