Novas regras exigirão mais tecnologia na F1

Membro da equipe ING Renault F1 Team, Olivier Guillaud afirma que regras implementadas a partir deste ano demandarão mais esforço de desenvolvimento
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-. As novas regras da Fórmula 1, como a proibição do uso do controle eletrônico de tração, por exemplo, entraram em vigor no início de janeiro. Mas, desde o final da temporada 2007, o assunto tem causado impacto nas áreas de desenvolvimento das equipes.

A afirmação é de Olivier Guillaud, consultor sênior da Altran empresa líder no mercado europeu de Consultoria em Tecnologia e Inovação e membro da equipe ING Renault F1, baseado em Enstone Inglaterra, para quem as restrições impostas a partir deste ano deverão exigir mais esforços das áreas de tecnologia.

Para Guillaud, as necessidades das equipes mudaram e o foco agora está em soluções e projetos que não envolvem o novo regulamento. “A ampliação de potência dos motores foi congelada no ano passado e, com o final dos controles eletrônicos, estamos nos dedicando ao desenvolvimento de outros sistemas”, afirma.

Um exemplo citado pelo engenheiro é a substituição dos atuais sistemas de tração. O novo projeto da Renault vai transformar a energia dissipada durante as frenagens em aceleração extra. Guillaud citou ainda outras áreas como fundamentais. “Nesta época de preparação, há uma demanda enorme por desenvolvedores de software e engenheiros especializados em stress modeling. Com o início da temporada, o trabalho maior ficará com os desenvolvedores”, conta.

Com as novas exigências impostas pelo regulamento, boa parte destes profissionais deve se dedicar, ao longo do ano, à análise de dados. “Uma área bastante sensível, que ganha importância com o fim dos controles eletrônicos, é a análise dos dados de pista. Hoje, cada carro conta com cerca de duzentos sensores e será fundamental saber analisar estas informações e correlacionar fatos, o que não era uma especialidade dos engenheiros de F1 até alguns anos atrás”, revela.

Para Guillaud, as equipes precisarão aprender a coletar e analisar dados, em tempo real, durante os períodos de testes e treinos. Só assim poderão usar estas informações para aumentar a desempenho de seus pilotos. Ele diz que esta necessidade vai aumentar as exigências sobre as equipes de TI dos times de Fórmula 1. “Já não é raro trabalharmos várias horas por dia e aos finais de semana. Agora, acho que isso vai se tornar ainda mais comum”, prevê.

A empresa vem participando do circo da F-1 desde o final dos anos 90, quando prestava consultoria à equipe Prost que utilizava motores Renault. Quando a montadora comprou a Benetton, em 2005, Guillaud mudou-se para a Inglaterra, onde a equipe mantém o desenvolvimento e a fabricação dos chassis os motores são fabricados na França.

“Nosso trabalho, feito por quinze engenheiros, com a ING Renault F1 está presente em todos os campos, onde atuamos diretamente com desenvolvedores, engenheiros e mecânicos. Ou seja, contribuímos com a criação dos projetos em CAD, com simuladores para pesquisa e desenvolvimento, com a criação de processos para aumentar confiabilidade nas corridas e até na logística de gerenciamento da equipe”, explica.

Em sua visita ao Brasil, Guillaud revelou que se sentiria feliz em ter um consultor brasileiro em sua equipe. Não por acaso, a Renault é hoje presidida por um brasileiro, Carlos Ghozn, e a equipe estréia este ano com o piloto brasileiro Nelson Piquet Jr. “Isso pode acontecer. Estive reunido com profissionais da Altran do Brasil, justamente para entender o trabalho que fazem por aqui e como eles poderiam contribuir com nossa equipe na F1”.

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