Pilotos de várias categorias correm pelo título máximo

Kart: 150 pilotos disputam o título no Mato Grosso do Sul
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Redação WM1
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- Começa oficialmente nesta terça-feira 11/7, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a 35ª edição do Campeonato Brasileiro de Kart, que deve contar com a participação de cerca de 150 pilotos de todo o Brasil e alguns representantes de países vizinhos. A competição vai durar quatro dias – o encerramento será neste sábado 15/7 – e reunirá as categorias Cadete, Júnior Menor, Júnior, Novatos e Fórmula "A". "Esse é o momento mais esperado do ano. Chegou a hora de colocarmos em prática tudo o que treinamos e aprendemos nos últimos meses", disse o piloto de Roraima Welton Queiroz Casa Lira/JVN Competições, líder do Campeonato Paulista com duas vitórias e um segundo lugar, e favorito ao título da Novatos.

O equilíbrio é uma das marcas do Campeonato Brasileiro, mas os primeiros colocados no Paulistão – considerado o certame regional mais importante da América Latina – acabam se tornando os favoritos naturais à vitória. Na Fórmula "A", por exemplo, a briga deve ser intensa entre o paulista Sérgio Jimenez Fortilit/Mini/Parilla/Lico/MG e o bicampeão brasileiro Roberto Streit ArtShirt, do Rio de Janeiro, primeiro e segundo colocados em São Paulo. Já na Júnior o maior candidato ao título é Átila Abreu Comet RSVP/Joy/Racing, que além de liderar os campeonatos Paulista e Parilla é o atual campeão Brasileiro e Sul-Brasileiro. Na Júnior Menor e na Cadete os favoritos são, respectivamente, o paulista Ney Coutinho Sabiá e o brasiliense Felipe Guimarães.

O nível técnico apresentado nos certames regionais no primeiro semestre sugere que o Brasileirão deste ano seja um dos mais fortes da história. "Os campeonatos aqui do Brasil estão muito disputados e isso ajuda a desenvolver os pilotos", disse Jimenez. "Além disso, alguns de nós disputaram provas fora do Brasil e adquiriram uma boa experiência", completou Streit, melhor brasileiro no Campeonato Europeu de Kart, em oitavo lugar.

O Kartódromo de Campo Grande foi sede dos Brasileiros de 91 e 95, e recebeu algumas reformas para a disputa do certame nacional em 2000. Mas algumas mudanças geraram polêmica e dividiram as opiniões dos pilotos sobre o circuito. "A primeira impressão que eu tive foi horrível. A pista é estreita e me pareceu perigosa, mas depois de dar umas voltas acabei gostando", disse Átila Abreu, que há poucos dias venceu a Taça Carlo Piccinelli, última competição oficial disputada em Campo Grande antes do campeonato nacional.

Para o Brasileiro, o Kartódromo Ayrton Senna recebeu uma cobertura de concreto sobre o asfalto em algumas curvas, com o objetivo de prevenir eventuais buracos na pista causados pela maratona de corridas. A novidade, no entanto, não agradou. "O traçado é legal, mas o concreto o deixou muito ondulado", avaliou Welton Queiroz. "Ele é mais resistente que o asfalto, não se solta com facilidade, mas tem esse inconveniente", continuou Sérgio Jimenez, dizendo que os pilotos vão sofrer com pancadas do banco nas costelas. "Ainda bem que o Dr. Daniel vai estar lá", disse ele, referindo-se ao ortopedista e especialista em resgate, Dr. Daniel de Moraes, que dá assistência aos kartistas.

Por ser disputado em um único final de semana, o Campeonato Brasileiro de Kart é um grande desafio a pilotos e equipes. "Fazemos quatro corridas valendo pontos, e depois descartamos o pior resultado", explicou Roberto Streit. "O Brasileiro é, sem dúvida, uma grande maratona, mas o título de campeão vale qualquer sacrifício", finalizou o carioca da ArtShirt, que busca o tricampeonato brasileiro.


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