Rally Rota Sul: vitória de Spinelli e Vivolo

Mais uma vez os trechos de areia deram muito trabalho aos competidores
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Redação WM1
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- Depois de fechar 2003 em alta sendo campeões brasileiros de Rally Cross Country e do Rally dos Sertões, Guilherme Spinelli e Marcelo Vívolo abriram 2004 com vitória. A dupla da Mitsubishi conquistou o 2º Rally Rota Sul 2004 com uma L200 Evolution, sábado 10.

A prova teve largada na sexta-feira em Torres, passou pela Praia do Cassino, em Rio Grande, e terminou em Bagé, no interior gaúcho, depois de 934 quilômetros. No total da competição, os campeões completaram a prova em 4h43min11s. Em segundo lugar ficou a dupla Klever Kolberg e Lourival Roldan com o tempo 4h47min17s e em terceiro Rodrigo Luppi e Andrey Valério com o tempo de 5h15min56s.

“É muito bom começar o ano da mesma forma que terminamos 2003. Iniciamos com chave de ouro esta temporada. O Rally Rota Sul foi bastante difícil e com uma grande variedade de piso, com areia e terra. É muito bom vencer uma prova deste nível", comemorou Spinelli, campeão na categoria carros.

O navegador Marcelo Vívolo revelou que antes da prova temeu pelo desempenho da dupla, já que ele havia usado poucas vezes o equipamento de navegação. “Fiquei um pouco apreensivo por causa do GPS, o pequeno aparelho que recebe informações geográficas via satélite. Afinal só tinha usado o equipamento para valer no Rota Sul e no Sertões no ano passado, mas conseguimos fazer uma grande prova e vencemos e primeira etapa do Campeonato Brasileiro. É muito bom começar o ano ganhando", comemorou Vívolo.

Nas motos a grande surpresa foi a vitória do piloto Fabrício Marchesi 5º colocado no Rally dos Sertões 2003. Pela primeira vez ele disputou o Rally Rota Sul e se deu bem na sua estréia em solo gaúcho. Marchesi terminou a prova com o tempo de 4h30min05s. No primeiro dia o piloto fez o melhor tempo nas duas especiais e na última especial ficou na terceira posição garantindo o título.

Em segundo lugar ficou Dimas Mattos, com o tempo de 4h44min42 e na terceira posição Ramon Volkart que completou a prova em 4h45min37s. O piloto Jean Azevedo, da equipe Petrobras Lubrax, um dos favoritos ao título, ficou somente na 37ª posição na classificação geral, apesar de ter vencido a última especial. Quem também se deu mal foi o piloto Zé Hélio. O atual campeão do Rally dos Sertões sofreu uma queda a 140 km/h e nem disputou a última especial da praia do Cassino até Bagé.

Outro sem sorte foi Juca Bala, que terminou o Rally Rota Sul em 27º lugar e teve muitos problemas com a sua moto. “Tive uma pane elétrica na minha moto e por isso precisei fazer a manutenção no meio da trilha, perdendo quase uma hora. O importante é que foi a primeira prova do ano e serviu para ajustar o equipamento. Agora já sabemos onde está o problema e o que devemos fazer para melhorar”, explicou Juca Bala.

Entre os caminhões Ricardo Domingues e Nilo de Paula conquistaram pela primeira vez o Rally Rota Sul. Nas três especiais a dupla somou o tempo de 7h58min57s. Em segundo ficou Luciano Braga da Cunha e Carlos Eduardo Brites com o tempo de 8h06min36s e na terceira colocação Carlos Salvini e Guido Salvini com o tempo de 10h02min32s.“O Rota Sul foi muito bom, técnico e pesado. Mas o título do Ricardo Domingues está em boas mãos, ele estava merecendo vencer”, disse Carlos Salvini ao final da prova.

“O duelo foi bonito com o Domingues. Brigamos muito nos dois dias e a diferença foi relativamente pequena. O caminhão dele, por ser menor, se adaptou melhor nesta prova, em especial no segundo dia, entre Rio Grande e Bagé”, explica Brites, navegador de Cunha.

Acidente no Rali
O navegador Ricardo Cândido dos Santos, que sofreu um grave acidente durante etapa cronometrada do Rally Rota Sul no final da tarde deste sábado entre Praia do Cassino e Bagé, teve traumatismo craniano e lesões nos pulmões, morreu às 17:50h de domingo no hospital Beneficência Portuguesa, em Pelotas RS.

Ricardo corria de Mitsubishi Pajero na categoria carros ao lado do piloto Renato Casagrande, que teve apenas ferimentos leves. Ricardo era empresário em Minas Gerais, onde tinha a fábrica de persianas Criativa, uma das maiores do país. Ricardo era pai de três filhos.

Casagrande contou que não se lembra do acidente em detalhes. “Nós capotamos numa curva suave e estávamos a menos de 100 quilômetros por hora. Depois eu ‘apaguei’ e nem sei quanto tempo fiquei desacordado. Soltei o meu cinto de segurança e vi o Ricardo caído no chão do carro no caso o teto, que estava com as quatro rodas para cima”, contou o piloto. Ele havia parado três quilômetros antes para trocar um pneu.

Casagrande e Ricardo se conheciam há 20 anos. “Éramos amigos desde a época que andávamos de moto”, disse o piloto.

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