Bridgestone e Microsoft criam pneu inteligente

Marca se une à gigante da informática para lançar um novo monitor capaz de apontar danos no equipamento em tempo real

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André Deliberato
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Bridgestone e Microsoft anunciaram esta semana uma parceria no desenvolvimento de um novo sistema de monitoramento inteligente de pneus, que de acordo com as empresas será capaz de detectar em tempo real danos que só poderiam ser vistos em análises técnicas minuciosas - e que, portanto, passariam despercebidos pelo atual modelo de verificação por pressão.

Segundo a Bridgestone, os problemas nos pneus têm quatro formas principais: pressão inadequada, fadiga, desgaste irregular e danos causados ​​por meio-fio, buracos ou itens na estrada. Atualmente, somente falhas de pressão podem ser apontadas pelo TPMS (sigla do atual Sistema de Monitoramento de Pressão dos Pneus). Mas e os outros três?

Leitura dos pneus
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Legenda: Pneu é parte fundamental do carro e ajuda no consumo de combustível
Crédito: iStock

Os outros prometem ser detectados pelo novo sistema que as marcas desenvolvem, que ganhou o nome de Sistema de Monitoramento de Danos aos Pneus (TDMS). De acordo com a Bridgestone, a ideia é que o equipamento ofereça as informações em tempo real - atualizadas por uma nuvem da MCVP (Microsoft) - e possa ser baixado por meio de uma atualização, o que faz com que ele consiga ser usado por veículos que já tenham o hardware do antigo TPMS.

Quando estiver finalizado e disponível para ir às ruas, o TDMS promete notificar imediatamente o motorista sobre o perigo e agir para corrigir a situação. Atualmente, de acordo com a dupla de empresas, não há outro sistema equivalente disponível no mercado - e alternativas parecidas exigiriam a instalação de hardware extra.

Carro autônomo também deverá usar

A Bridgestone acredita que esse sistema de monitoramento de danos terá mais aplicações valiosas. Segundo a empresa,  futuros veículos autônomos também poderão se beneficiar do equipamento, à medida em que o sistema começar a passar informações sobre riscos locais nas proximidades, graças ao armazenamento de dados na nuvem.

Isso porque a tecnologia vai utilizar algoritmos não só para identificar o estrago, mas também em que local ocorreu, o que permite dar às autoridades rodoviárias informações sobre buracos e outros perigos. Atualmente, o TDMS é testado por algumas frotas de veículos de empresas que já são equipados de fábrica com o MCVP.

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