Da oficina: ABS

Frenagem tipo ABS pode ser obrigatória em até quatro anos
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Fazer manutenção em veículos com freios ABS e airbags requer cuidados especiais. Apesar de ainda existir um número relativamente pequeno de veículos equipados estas tecnologias somente 18% dos modelos ofertados nas concessionárias tem a tecnologia disponível, no ato da compra, como opcional, se tudo ocorrer de acordo com as expectativas da Comissão Técnica de Segurança Veicular da AEA Associação Brasileira de Engenharia Automotiva daqui a três ou quatro anos todos os automóveis, utilitários e veículos comerciais leves e pesados caminhões e ônibus produzidos e vendidos no Brasil serão montados com sistemas que garantam uma frenagem mais eficiente, similar ao atual ABS. Assim, o reparador deve se preparar para atender esta nova demanda.

“O projeto está em estudo na AEA e muito em breve iremos enviá-lo para aprovação nos órgãos de trânsito”, afirma o diretor de Segurança Veicular da AEA, Harley Bueno, relator do projeto. Harley diz que, paralelamente, existem dois outros projetos em trâmite no legislativo fcaptional Câmara dos Deputados e Senado, que implementam o uso do sistema ABS. “A nossa proposta é diferente, pois não podemos nos limitar ao ABS. Se amanhã ou depois uma nova tecnologia mais avançada for desenvolvida, e batizada com um nome diferente de ABS, a lei estaria desatualizada”, afirma.

Por este motivo, Harley explica que o importante não é o nome da tecnologia que a montadora vai aplicar no veículo, mas, sim, que ele possua um sistema de frenagem mais eficiente. “Hoje, o que temos como referência é o ABS”, diz.

A proposta da AEA para o Denatran é que todos os veículos deverão atender aos requisitos estabelecidos pelas normas NBR 14354, NBR 14906, NBR 14729 e NBR 14353 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT, que passam a ser consideradas como método de ensaio e requisitos mínimos para avaliação de desempenho do sistema de freios, adicionalmente aos critérios vigentes estabelecidos pela Resolução Contran 777/93.

Reparação

Fato é que lidar com manutenção de freios ABS e airbags requer especialização de mão-de-obra. Não se pode trabalhar da mesma forma como em freios convencionais. Um engano muito comum é o reparador não perceber que o veículo é equipado com sistema ABS e, numa substituição de pastilhas, retornar as pinças forçando o fluido sujo e contaminado contra a tubulação, até as válvulas eletromagnéticas, tornando-as inoperante, o que provoca a falha do acionamento do freio em uma das rodas ou eixo.

Para evitar o problema, sempre que for necessário o retorno do pistão da pinça de freio durante a troca das pastilhas, deve-se fechar o flexível com uma ferramenta que não o danifique, impedindo que o fluido sujo retorne à unidade hidráulica. Na seqüência, abrir o sangrador e, com uma mangueira, recolher o fluido usado em um recipiente adequado e retornar o pistão da pinça.

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