Da Oficina: Chevrolet Montana

Propulsor 1.4 bicombustível chega a 105 cv de potência rodando com álcool
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– Há quase cinco anos no mercado, a Chevrolet Montana já é uma velha conhecida dos reparadores. O motor 1.4 Econo.Flex, porém, estreou apenas no ano passado, ou seja, ele começará a chegar às oficinas em breve.

Para mostrar um pouco mais do funcionamento dessa unidade e da mecânica da Montana, o Oficina Brasil avaliou uma versão Conquest com rodas de liga leve, ar-condicionado, direção hidráulica, alarme na chave, travas e vidros elétricos. O veículo foi inspecionado na Souza Car, de propriedade do engenheiro Julio Cesar de Souza. Também participaram da avaliação os consultores Eduardo de Freitas, da Ingelauto, e Ronie Dotzlaw.

Motor e transmissão

A Montana é equipada com acelerador eletrônico, o que demonstra a necessidade de atualização dos reparadores para aprender a lidar com esse tipo de sistema. De acordo com a avaliação dos consultores, os coxins do motor se mostraram bastante robustos e têm uma aparência muito parecida com os aplicados no Astra.

A maioria dos sensores e atuadores tem fácil acesso, assim como os outros componentes do veículo. Os únicos pontos negativos ficam por conta da dificuldade para retirar os bicos injetores e a sonda lambda.

Com engates precisos e escalonamento de marchas correto para aproveitar bem o torque a e potência, o câmbio ainda conta com outra vantagem para o reparador, que é o gabarito interno, ou seja, com poucos ajustes o trambulador fica na posição correta, agilizando o trabalho.

Segundo os números de fábrica, a Montana desenvolve 105 cv a 6.000 rpm com álcool e 99 cv na mesma rotação com gasolina. O torque chega a 13,4 kgfm a 2.800 rpm com combustível vegetal e 13,2 kgfm em giro idêntico com o derivado do petróleo.

Suspensão dianteira

De fácil reparação, a suspensão dianteira da Montana apresenta reforços nas bandejas, o que deixa o conjunto mais robusto. Outra qualidade que agradou aos reparadores foi a possibilidade de substituir as buchas e os pivôs sem trocar também as bandejas do veículo.

As fixações das bieletas na barra estabilizadora estão mais reforçadas, porém, devido à tensão constante da barra em seus suportes, suas buchas de fixação danificam-se facilmente, como no veículo avaliado, que estava com apenas 15.100 km e já apresentava problemas nessas peças.

Suspensão traseira

O eixo semi-independente garante ótima dirigibilidade, mesmo com a caçamba vazia. Um detalhe que o reparador deve ficar atento é o cubo de roda traseira, que aparentemente segue a linha já utilizada nos Astra e Vectra, na qual o rolamento faz parte do cubo e, quando se danifica, obriga a substituição do conjunto cubo/rolamento.

Escapamento

Como o catalisador do Econo.Flex é integrado ao coletor de admissão, a GM fixou o tubo de saída dos gases de escape com três parafusos e em local de fácil acesso, bastando retirar o protetor de cárter. Mais um ponto a favor da montadora foi o fato do sistema de escape ser disposto em peças separadas, evitando o uso de maçaricos ao substituir algum item deste sistema.

Elétrica

A central elétrica da Montana está localizada no cofre do motor, o que facilita muito a reparação e o diagnóstico de problemas.

Um detalhe chamou a atenção de todos os que estavam analisando o carro: o fato de não ser encontrada a válvula de circulação da água do ar quente. Isso levou a equipe a acreditar que o sistema funciona constantemente e que a passagem do ar pelo radiador interno é regulada por alguma porta interna. Em razão desse problema, o custo de mão de obra para a solução de qualquer anomalia neste sistema pode aumentar, pois será necessário retirar o painel do veículo.

Sistema de combustível

Uma dica levantada por Eduardo de Freitas, da Ingelauto, foi o cuidado necessário ao substituir o filtro de combustível da Montana. Isso se deve ao fato da bifurcação em Y, do retorno do líquido, que é feita de plástico e fica posicionada após o filtro. Já ocorreram casos de ressecamento nesta peça, obrigando o reparador a retirar o tanque de combustível e a substituir toda a mangueira de retorno.

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