Da oficina: Fiesta Supercharger

Com motor “gastão”, compacto da Ford com compressor não tem segredos, mas exige atenção do reparador em alguns detalhes
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- O Fiesta é o modelo de maior sucesso da Ford no Brasil. Importado para o país em 1995, ele começou a ser feito aqui em 1996, mas já era vendido na Europa desde 1976, também com grande aceitação por lá.

Em 2002, o compacto estreou uma nova geração, que permanece à venda até hoje. Em setembro de 2004, o hatch ganhou o motor 1.6 bicombustível, enquanto o 1.0 flexível só chegou em agosto deste ano.

Decidimos avaliar um Fiesta 1.0 Supercharger para abordar dois assuntos ao mesmo tempo: desvendar a mecânica geral do Fiesta suspensão, freios e direção e analisar em detalhes o comportamento do compressor volumétrico que eleva a potência do motor de 66 cv para 95 cv. Confira como o compacto da Ford se saiu.

Motor

Com 68 mil quilômetros rodados, o Fiesta repetiu uma cena que já se tornou comum nas últimas avaliações: colocado no analisador de gases, apresentou emissão de dióxido de carbono CO2 acima da média, com índice de 1% a Ford recomenda, no máximo, 0,5% de emissão de poluentes.

De acordo com Andréia Naim, proprietária do veículo, as velas foram trocadas aos 58 mil quilômetros, mas os cabos de vela não foram substituídos durante esse reparo. Segundo a dona do Fiesta, o consumo do carro melhorou, mas ele passou a apresentar falhas. "O que ocorreu neste caso é comum com o Fiesta. Quando é feita apenas a troca das velas, os cabos geralmente não encaixam direito quando são recolocados. Isso acontece porque eles ficam em posição muito próxima à parede corta-fogo, sujeitos a grandes variações de temperatura. Por isso, fadigam rapidamente", explica o engenheiro Paulo Aguiar, da Engin Engenharia Automotiva.

"Quando for trocar as velas, o reparador já deve incluir no orçamento a colocação de novos cabos. Se eles não foram trocados, o encaixe pode não ficar bom e as falhas aparecerão", completa Aguiar. "A Ford recomenda a troca das velas apenas a cada 40 mil quilômetros. Por isso, já é recomendável substituir também os cabos", diz o consultor Cláudio Cobeio.

Além da troca dos cabos, a Engin Engenharia Automotiva realizou a limpeza e equalização dos bicos injetores e substituição dos filtros de combustível muito obstruído, do pré-filtro e do filtro de óleo, além do próprio lubrificante a especificação recomendada pela Ford é a 5W30 de base mineral. A correia poli V também foi trocada. A Ford recomenda a troca apenas a cada 15 mil quilômetros em condições normais de uso, caindo pela metade 7,5 mil quilômetros em uso severo, como trânsito urbano. "Por segurança, recomendo a troca a cada 5 mil quilômetros", opina o consultor Dario Koitikoga.

Suspensão

A suspensão do Fiesta apresentava desgaste. Os amortecedores dianteiros estavam com vazamentos e foram trocados. Os traseiros, embora sem fuga de líquido, tinham a ação comprometida. As bieletas e batentes da suspensão dianteira também foram trocados. Em seguida, o carro foi alinhado e balanceado.

Freios

O sistema de freios do Fiesta 1.0 Supercharger não apresentava desgaste acima do normal. Com quase 70 mil quilômetros, precisou da substituição das pastilhas e dos discos, que não aceitariam uma retífica, já que estavam com a espessura mínima exigida 18 mm. Os cilindros de roda traseiros estavam ok, e o fluído de freio foi trocado para evitar o acúmulo de umidade no líquido. A especificação usada foi a DOT 4.

Saiba mais sobre ocompressor "supercharger"

O compressor volumétrico utilizado no Fiesta é do tipo "roots", que aumenta a pressão e a densidade do ar no interior do coletor de admissão. No caso do Fiesta 1.0 Supercharger, o compressor fabricado pela Eaton, mesma empresa que produz as válvulas de admissão e escape é acionado pela própria rotação do motor por meio de uma correia poli V.
O "caminho" do ar é simples: aspirado, ele passa pelo filtro de ar e segue até o compressor por meio de um tubo isolado acusticamente. Após ser comprimido pelo compressor, o ar é resfriado pelo intercooler para ter a densidade elevada e aumentar a massa admitida, elevando o rendimento.

A Ford recomenda a verificação do óleo lubrificante do compressoar a cada 120 mil quilômetros.
Dicas

Dicas 1: Nas versões com motor Endura do Fiesta não há Supercharger com motor Endura, a válvula IAC idle air control – peça que regula a marcha lenta – costuma dar problemas. Para avaliá-la, dê a partida. Se o carro morrer logo ou mais de uma vez, será preciso trocá-la.

Dica 2: O Fiesta apresenta muitos problemas na bobina estática. Quando a faísca retorna por um cabo danificado, pode queimar a bobina. Por isso, a atenção ao estado dos cabos, que se desgastam mais do que o normal nesse carro, é essencial para evitar um prejuízo maior.

Dica 3: A corrente de comando do motor, que substitui a correia dentada, deve ter a mesma durabilidade do propulsor e, teoricamente, não precisa ser trocada. A Ford recomenda a verificação da peça a cada 150 mil quilômetros.

Dica 4: Quando for trocar a embreagem, o reparador deve remover o câmbio para poder reposicioná-lo corretamente e sincronizá-lo com a coroa da embreagem. Se a caixa de marchas for apenas afastada, pode não encaixar perfeitamente e causar danos.

Dica 5: A quebra do coxim do câmbio é comum no Fiesta. Em caso de vibrações, essa peça deve ser checada antes das outras.

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