Da Oficina: Renault Clio

Mesmo bem cuidado, hatch precisou de reparos na suspensão e nos freios
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– A Renault é uma das marcas que mais cresce no país. Ocupando atualmente o sexto posto entre as montadoras instaladas no Brasil, a fabricante de origem francesa, que possui uma planta em São José dos Pinhais, no Paraná, está cada vez mais presente no cotidiano dos reparadores.

Por isso, elegemos um Renault Clio 1.0 8V para a Avaliação do Reparador deste mês. Com 67.000 km rodados, o modelo fabricado em 2001 passava por revisões em concessionárias a cada 15.000 km e já teve várias peças trocadas durante as visitas às autorizadas. Durante reparações anteriores, foram trocados itens como correia dentada e tensionador, correia poli-v, coxins e braço axial. Confira as demais peças que precisaram ser substituídos e como o modelo se saiu no raio-x realizado no Centro de Reparação do Grupo Sahara.

Motor

Inicialmente, a equipe do Oficina Brasil conectou o veículo ao scanner para checar o funcionamento do sistema de injeção e ignição. Em função da carbonização do corpo de borboleta, o ângulo da tampa reguladora do fluxo de ar estava acima do permitido em marcha lenta. Dessa forma, foi necessário realizar a limpeza do TBI para que a situação voltasse ao normal.

De acordo com o dono do Clio avaliado, o modelo teve os bicos injetores limpos aos 50.000 km. Conforme constatado por meio do scanner e do analisador de gases, os injetores estavam dentro dos parâmetros exigidos pela montadora.

As velas de ignição eram novas e funcionavam perfeitamente, com espaço de 0,8 mm entre o eletrodo e a base da centelha. Os cabos, porém, estavam danificados e remendados com fita isolante, o que, inevitavelmente, causa fuga de corrente. Para corrigir a falha, eles foram trocados por um novo jogo.

Os consultores ainda repararam que o líquido do sistema de arrefecimento estava acima do nível máximo estabelecido no reservatório. Isso acabou danificando a tampa do recipiente, por excesso de pressão no sistema, e causou um pequeno vazamento, resolvido com a troca do elemento vedador.

Um alerta dos reparadores e do proprietário do Renault fica por conta do coxim superior do motor, já trocado neste veículo em revisão anterior e com histórico de quebras. "Tanto o coxim superior do motor quanto o inferior do câmbio quebram muito neste carro", conta Danilo Tinelli, da Auto Mecânica Danilo. "Também já acompanhei casos com esse problema", concorda Eduardo de Freitas, da Ingelauto.

Por fim, foram trocados o óleo e os filtros do lubrificante, de ar e de combustível. A medição da pressão e vazão da bomba de combustível apresentou números dentro dos padrões: 2,8 bar o parâmetro pode variar de 2,7 bar a 3,2 bar e 1,7 l/min a montadora exige valores entre 1,5 l/min e 2,0 l/min, respectivamente.

Suspensão e direção

Na suspensão dianteira, os pivôs das bandejas inferiores apresentavam folgas e foram trocados. O mesmo aconteceu com as buchas do eixo da suspensão traseira, que estavam causando barulhos e também precisaram ser substituídas. Conforme relatado pelo dono do Clio, os amortecedores foram trocados em revisões anteriores.

Em checagem preventiva, os consultores constataram que as coifas das homocinéticas e da caixa de direção não apresentavam sinais de vazamentos. O senão para este item fica por conta dos rolamentos traseiros. De acordo com os reparadores, eles precisam ser trocados com freqüência. Após os reparos, foi realizado o alinhamento e o balanceamento das rodas.

Freios

As pastilhas e os discos dianteiros foram trocados aos 50.000 km, portanto, ainda tinham muita vida útil pela frente. O mesmo não ocorreu com os cilindros de rodas traseiros, que estavam com vazamentos e precisaram ser substituídos.

No Clio, a Renault recomenda a troca do fluído a cada 10.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. Apesar de já ter sido substituído, o líquido estava com validade vencida. Por meio de um equipamento, foi possível analisar seu ponto de ebulição. Resultado: ele estava evaporando a 93 ºC, enquanto o mínimo exigido pela fabricante do produto é de 205 ºC. Dessa forma, os consultores realizaram a troca do fluído de freio.

Dica 1
É fundamental checar a classificação correta da vela que deve ser aplicada no Clio 1.0 8V

Dica 2
Antes de condenar essas peças, é preciso verificar se há centelha na vela e tensão na bomba de combustível.

Dica 3
De acordo com os reparadores, o Clio apresenta muitos problemas no sensor de rotação e no chicote. "Acredito que possa ser até mesmo um problema no lote de algumas dessas peças", opina o consultor Julio Cesar de Souza, da Souza Car. O sintoma mais comum desse problema é a demora para que se consiga dar a partida ou até mesmo o não funcionamento do motor. Para corrigir a irregularidade, o reparador deve substituir o sensor de rotação e seu conector com o chicote.

Dica 4
É comum haver falhas nos cabos de vela do hatch da Renault. Para não deixar esse problema passar, o reparador pode evitá-lo realizando uma inspeção visual para verificar se não há fuga de faísca.

Dica 5
"É preciso muita atenção na hora de trocar a embreagem deste carro. É comum ver alguns reparadores deixarem as trezetas caírem na caixa de diferencial e não perceberem isso. Depois, eles montam o câmbio sem perceber e causam problemas muito sérios ao sistema", alerta Cláudio Cobeio, da Cobeio Car.

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