Gestante a bordo

Confira orientações para dirigir com segurança e bem-estar
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Adriana Bernardino
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- Há muitos mitos que rondam a gravidez. O mais comum é a imagem de impotente que se faz da gestante. O engano gera restrições e fantasias que podem impedi-la de viver plenamente esse momento singular.

Mas será que gravidez e direção combinam? “Sim, desde que tomados alguns cuidados simples”, garante o ginecologista e obstetra Nilson Abrão Szylit.

O primeiro cuidado a ser tomado é quanto ao uso do cinto de segurança. Embora muitas mulheres pensem que sua utilização seja perigosa ou prejudicial ao feto, é a utilização correta desse dispositivo de segurança que garante sua proteção.

De acordo com o Projeto Diretrizes – Uso do Cinto de Segurança Durante a Gravidez, realizado pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego Abramet, Associação Médica Brasileira e Conselho Fcaptional de Medicina, muitas mulheres ignoram a forma correta, o posicionamento e as exigências legais da utilização do cinto de segurança.

“Razões alegadas para o não uso do cinto de segurança durante a gravidez incluem o desconforto, medo de prejudicar o feto, esquecimento ou falta de uso habitual. E muitas das gestantes não o utilizam adequadamente para ter proteção máxima”, diz Alberto Sabbag, médico da Abramet.

A secretária executiva Renata Brandli, grávida de sete meses, conta que não sente qualquer incômodo ao dirigir. “Utilizo o cinto de forma que não pressione a barriga. Sofri um acidente leve nos primeiros meses de gravidez e sei o quanto seu uso é importante. Qualquer batidinha pode ser muito perigosa”, diz.

Entre as complicações mais comuns em acidentes envolvendo grávidas que não utilizam ou utilizam erroneamente o cinto de segurança estão o descolamento prematuro de placenta, traumas abdominais e choques hemorrágicos. “Mulheres grávidas que não usam cinto de segurança, quando envolvidas em acidentes de trânsito, apresentam maior probabilidade de gerar filhos com baixo peso ao nascimento e partos 48 horas após o acidente do que aquelas que fazem o uso apropriado do mesmo”, alerta Sabbag.


Uso correto do cinto de segurança

Ao volante ou no banco do passageiro, isso vale também para o banco de trás, as principais orientações para a gestante são:


· Não abra mão do cinto de segurança de três pontos ainda que seja para trafegar em uma distância curta.

· A faixa subabdominal do cinto deve ser encaixada abaixo da saliência abdominal, o mais baixo possível.

· A faixa diagonal deve cruzar o ombro e ficar entre as mamas.


Proibido

· Nunca ocupe um assento que tenha o cinto de dois pontos geralmente os traseiros.

· Nunca deixe a faixa diagonal do cinto sobre o útero.

· Nunca coloque a faixa superior do cinto por trás do tórax, nem sob o braço ou axila.

· Nunca sente sobre a faixa subabdominal para utilizar apenas a faixa diagonal.

Se o veículo tiver sistema de airbag, a grávida deverá afastar o banco para trás o máximo possível, mesmo que esteja no banco do passageiro. Em carros que permitem o desligamento do airbag do passageiro, isso não deve ser feito sob nenhuma hipótese no transporte de uma gestante.

Além do cinto de segurança, há outras medidas que as gestantes devem adotar para uma direção segura. “Elas devem redobrar a atenção e adotar uma direção defensiva. Nada de velocidade ou tomar remédio para enjôo e dirigir, pois eles dão sono”, orienta Szylit leia mais sobre remédios proibidos para quem dirige aqui.

Para as que vão ficar mais tempo no carro, seja por causa de trânsito ou viagem, o médico orienta sobre a alimentação e a movimentação necessárias. “Deve-se comer pouco e várias vezes ao dia. Dirigir mal-alimentada pode gerar queda de pressão. Nas viagens, é importante a grávida parar a cada 40 minutos e movimentar as pernas, além de utilizar meias elásticas”, aconselha o obstetra. “Se a mulher sentir qualquer secreção ou líquido, não deve ficar apavorada. Em vez disso, deve estacionar o carro com calma e tomar as medidas necessárias”, conclui Szylit.

Garantindo o bem-estar

Estudo realizado por cientistas da Universidade Bristol diz que as mães estressadas geram filhos ansiosos, já que os hormônios produzidos pelo estresse podem atravessar a placenta.

Por isso, vale a pena adotar algumas práticas para evitar o estresse, dores e desconforto no trânsito, garantindo assim o bem-estar da mãe e do bebê.

Uma boa dica para reduzir a dor e o medo é, segundo projeto do cientista austríaco Guenther Bernatzky, da Universidade de Salzburgo, ouvir música clássica. Segundo pesquisa de Bernatzky, esse tipo de música pode reduzir a dor, especialmente a de origem reumática.

Fazer automassagem enquanto espera a fila de carros andar também é um ótimo recurso. Com o apoio de óleo, creme ou gel, faça movimentos leves e circulares em sentido horário no abdômen. Além de fazer carinho em você e no bebê, sua pele ficará hidratada.

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