Na Europa, carro a combustão tem os dias contados

Reino Unido e França anunciam fim dos veículos a gasolina ou diesel para 2030 e outros países vão no mesmo sentido

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Redação WM1
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No que depender dos governos europeus, os automóveis equipados com motor a combustão estão com os dias contados e vão desaparecer do mapa em algumas décadas, dando lugar a veículos elétricos, sem lançar poluentes na atmosfera, e com tecnologia de condução autônoma. Tudo por conta dos limites cada vez mais rígidos para emissões, sobretudo na União Europeia, mas também em países desenvolvidos de outros continentes, como o Japão, e estados norte-americanos como a Califórnia.

Um exemplo disso foi dado na última quarta-feira (26) pelo governo britânico, que já não pertence à União Europeia mas anunciou para 2040 o fim da comercialização de veículos movidos a gasolina ou diesel - a partir de 2050, o uso desse tipo de automóvel será totalmente vetado. A decisão segue os mesmos prazos e rumo adotados recentemente pelo governo francês. Outro indicativo partiu da Alemanha, cujo parlamento aprovou, em outubro do ano passado, resolução favorável ao veto a veículos a combustão a começar em 2030 – lá, a decisão definitiva ainda não foi tomada.

A Noruega, por sua vez, já sinalizou no ano passado que pretende estabelecer uma frota "100% verde” de automóveis em menos de dez anos, já em 2025, enquanto a Índia, país em desenvolvimento como o Brasil, estabeleceu a ambiciosa meta de acabar com as vendas de carros que não sejam elétricos daqui a somente 13 anos.

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Legenda: Tesla Model S
Crédito: Tesla Model S

Enquanto esses e outros países já se movimentam para a transição para os elétricos, nações como o Brasil ainda não têm uma política definida nesse sentido. Para que o veto aos veículos a combustão seja viável, é preciso que até sua proibição os elétricos fiquem mais eficientes e, principalmente, mais acessíveis.

A eficiência já tem andado a passos largos e já existem veículos elétricos com autonomia de aproximadamente 500 km com uma carga completa das baterias, como as versões mais caras do Tesla Model S, cujo valor hoje passa facilmente dos US$ 80 mil (cerca de R$ 250 mil na conversão direta).

CUSTO AINDA É ELEVADO

Para se ter uma ideia, o Chevrolet Bolt e o Nissan Leaf, dois dos elétricos mais vendidos atualmente nos Estados Unidos, têm preços na casa de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 110 mil). Valores, portanto, ainda proibitivos para muitos, sobretudo no Brasil, onde a falta de uma política definida e ampla de benefícios fiscais para veículos elétricos e híbridos ainda não existe. Não por acaso, os dois últimos modelos citados ainda não são vendidos aqui, onde o único carro totalmente elétrico hoje disponível, importado oficialmente pela BMW, é o i3, por cerca de R$ 160 mil.

Também vai pesar a questão da infraestrutura para abastecer os elétricos. O Brasil, por exemplo, ainda aguarda por regulamentação de parte da Aneel, a agência reguladora do setor elétrico do país, para a instalação de pontos de recarga de veículos elétricos, bem como a regulamentação de uma política de cobrança pela energia por faixa horária de consumo. Mesmo nações desenvolvidas, como o Reino Unido, hoje poderiam não dar conta da demanda por mais eletricidade.

Uma pesquisa realizada no pais europeu pela Green Alliance, organização ambiental independente, aponta que, com a infraestrutura atual de distribuição de eletricidade, se seis automóveis elétricos na mesma rua ou em locais próximos forem conectados à rede de energia ao mesmo tempo em horários de alta demanda, o risco de “apagões” nas proximidades será muito alto, por conta do consumo elevado. Segundo a Green Alliance, uma única recarga completa de um automóvel elétrico corresponde ao gasto de energia de uma casa inteira durante três dias.

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