Sono ao volante pode ser mais perigoso que álcool

Noites mal dormidas são responsáveis por acidentes e brigas no trânsito. Para especialista, a fadiga é pior do que o álcool nas ruas
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Agência Infomoto
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- A fadiga é uma das principais causas de acidentes de trânsito. Segundo dados da National Traffic Safety Administration NHTSA, uma associação de segurança no trânsito, cerca de 100 mil tragédias são causadas anualmente, nos Estados Unidos, por pessoas que dormem ao volante. Dessas, 1,5 mil resultam em mortes. Atualmente, 43% da população brasileira não repousa o quanto precisa, de acordo com a Abramet Associação Brasileira de Medicina do Tráfego.

Para o motorista de carga pesada, não dormir é sinônimo de entregar a mercadoria dentro do prazo. É aí está o perigo. Segundo o neurologista Ademir Baptista Silva, professor da Escola de Medicina da USP Universidade de São Paulo e chefe do departamento do Sono da Abramet, existem 100 doenças relacionadas ao sono, e a maioria dos motoristas tem, pelo menos, cinco delas.

A receita para reverter essa situação é simples. Para Ademir, é necessário dormir, no mínimo, oito horas por dia. “Se perder 30 minutos deste sono, a pessoa não consegue recuperá-lo.” Caso contrário, aumenta muito a probabilidade de o motorista se envolver em acidentes. “A fadiga diminui o desempenho do motorista. Em caso de perigo, ele age de maneira inconsciente”, diz o neurologista.

Para Ademir, a sonolência nas ruas é pior que a embriaguez. “O bêbado tenta evitar uma batida, já o motorista dormindo não esboça nenhuma reação. Por isso, o acidente, na maioria das vezes, é frontal, com vitimas fatais.”

Outro problema sério, fruto das noites mal dormidas, é a mudança de comportamento. “As pessoas tendem a ficar irritadas com extrema facilidade. Daí surge a violência. Não há estatística, mas o sono é o grande vilão das brigas de trânsito.”


Tecnologia

Na luta para ficarem acordados, alguns motoristas recorrem ao uso de medicamentos. Uma prática totalmente desaconselhável. Além de tornar o usuário dependente, o remédio descontrola o organismo e pode limitar o poder de reação do consciente.

Em dezembro do ano passado, a Volvo patenteou um sistema que alerta o motorista antes de cair no sono. Trata-se do Driver Alert. Ele age quando os veículos passam de 65 km/h e continua ativo enquanto a velocidade não baixar dos 60 km/h.

O Driver Alert conta com uma câmera, um processador e sensores instalados entre o pára-brisa e o retrovisor. A câmera mede continuamente a distância entre o carro e a sinalização na estrada. O sensor registra o movimento do veículo, e o processador armazena as informações e calcula se existe o risco de o motorista perder o controle.

Caso sejam comprovados esses indícios, o condutor recebe um sinal sonoro e uma mensagem de texto no painel. O sistema em breve irá começar a circular na Europa. Naquele continente, 25% dos acidentes fatais são oriundos da fadiga, segundo dados da Associação das Seguradoras Alemãs.

Avesso a essa tecnologia, o neurologista Ademir Baptista acredita que a solução é prevenir. “As empresas de transporte precisam rever se compensa a carga horária bastante exaustiva, que deixa os motoristas fadigados. Exigir que um funcionário trabalhe, mesmo sem tempo para repousar trará grande prejuízo”, conclui. Segundo ele, é necessário que as empresas de cargas façam um programa com cada funcionário, de acordo com a necessidade do organismo de cada um.

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