Aceleramos o Hyundai Sonata Turbo

Modelo tem motor 2.0 turbo de 245 cv de potência máxima e torque de 35,7 kgf.m


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Por ocasião do lançamento em janeiro de 2015, a sétima geração do Hyundai Sonata comemorava seus 26 anos desde a introdução no mercado Australiano – onde nossos parceiros do Motoring estão e nos presentearam com esta avaliação. Isso é um pouco da história. Quando ele chegou pela primeira vez no país dos cangurus, o sedã da então novata montadora sul-coreana era a segunda oferta na Austrália, seguindo o Excel de cinco portas.


O ceticismo que rodeava a introdução da marca era enorme, mas foi esquecido – principalmente devido à recente investida da montadora em carros de luxo no mercado com o Genesis. O restante da linha é igualmente impressionante, conquistando o respeito da imprensa especializada e também de compradores de carros novos. E é exatamente aqui se inclui o novo Sonata. Relançado após um hiato de cinco anos – quando o i40 de tamanho similar tomou o seu lugar –, o último Sonata exemplifica muito bem o que é a Hyundai hoje.



A linha Sonata é oferecida somente na versão a gasolina e é agora vendida ao lado do i40 a diesel. Sedutoramente estiloso, está em sintonia com seus rivais em todos os sentidos – e não se abate diante da compatibilidade de preços com os rivais europeus e japoneses. Ele não é o mais caro do segmento, mas também não é mais barato.


Verificando a especificação da versão topo de linha da mais recente geração do Sonata, conforme aqui testado, está bem equiparado ao Ford Mondeo Titatinum da Ford e o Mazda e Mazda6 Atenza (modelos, infelizmente, não comercializados no Brasil), mas é um pouco mais caro do que Toyota Camry.


No coração do Sonata existe um atlético propulsor turbo 2.0 de quatro cilindros de injeção direta. Ele produz 245 cv apoiado por um musculoso 35,7 kgf.m, e libera mais potência do que a maioria dos seus concorrentes mais próximos (o Mondeo 240 cv/35,2 kgf.m é o que mais se aproxima).

Trata-se de um motorzão turbo por completo com um ronco impressionante já na partida, e com nota rouca em ação. A saída acelerada tende a ser um pouco abrupta, e rodando não é tão bom de maneira geral como alguns de seus ‘colegas’.

A vantagem é que o Sonata Turbo é muito rápido em pista livre. Ele não desaponta em ultrapassagens e, embora o controle de tração interfira antes que tudo dê errado.



A desvantagem é que todo essa potência afeta diretamente o consumo de combustível. O Sonata Turbo indica um quadro de consumo menos favorável comparado ao Mondeo (11,7 km/l), o Mazda6 (15,1 km/l) e o Camry (12,8 km/l). Ele é especificado em 10,8 km/l no ciclo combinado ADR.


Como bônus, o Sonata Turbo funciona no combustível normal livre de chumbo (91 RON) e seu tanque de 70 litros é maior comparado ao Toyota, Mazda ou Ford. Uma pena que suas emissões pelo escape fiquem muito para trás (60g/km a mais que o Mazda6 a 213g/km).

Antes da apresentação, o Sonata percorreu alguns grandes quilômetros em área desértiva australiana testando várias combinações de suspensão. Percorridos mais de 100.000 quilômetros em um processo que resultou não apenas em ajustes de muitas e variadas molas e amortecedores, mas também modificações na parte inferior da carroceria, no mecanismo de admissão de ar e sensores.


Isto mostra o desempenho equilibrado do Sonata em condução. Tem carroceria bem controlada, conversão segura através da bem ponderada e relativamente rápida direção assistida eletricamente e bom domínio na pista sobre pneus da série235/45 – as rodas são de liga leve de 18 polegadas.


Também há certa insuficiência de engrenagem em qualquer versão do Sonata. Câmara de ré, faróis bi-xenon automáticos, sensores traseiros de estacionamento, partida sem chave e display do painel de instrumentos em LED são todos de fábrica. Também apresenta navegação por satélite em tela sensível ao toque, ar condicionado de duas zonas, aquecimento e controle eletrônico dos bancos de couro, retrovisores eletromagnéticos, teto solar, sensores de chuva e guarda-sóis nos vidros traseiros.



A qualidade e atenção aos detalhes é evidente em toda cabine, mesmo com o layout um pouco conservador. Falta ao Sonata a modernidade de alguns de seus concorrentes, e também a separação dos assentos "firme e espaçosa”. Algumas compensações para isto são o excelente espaço para os passageiros.


De qualquer maneira, é muito importante considerar que o Sonata necessita neste estágio de melhor sistema de segurança que está se tornando regular em muitos modelos médios. Monitoramento de ponto cego, travagem autônoma de emergência (AEB), controle de velocidade e aviso de mudança de faixa de rodagem estão ausentes no Sonata, como também a tecnologia de economia de combustível quando em inatividade – chamado start/stop.


O Sonata recebe todos os eletrônicos de segurança comuns – estabilidade e controle de tração, freios ABS e flashes automáticos intermitentes para os semáforos quando os freios são acionados bruscamente – e um total de seis airbags (exceto para o joelho do motorista).


Somando tudo isso,  o resultado é um Hyundai tamanho médio e digno concorrente da categoria. Ele já tem o preparo, o desempenho e a dinâmica em estrada para aceitar o desafio de qualquer um dos seus concorrentes e se sair muito bem.

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