Aceleramos o Hyundai Veloster SR Turbo de 204 cv

Modelo pode ser uma das novidades da marca para o mercado brasileiro em breve


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(Austrália) - A engenharia da Hyundai N (divisão de alta performance da marca sul-coreana) vem trabalhando em uma série de veículos, e após dirigir o ">Veloster SR Turbo, o mais recente desta linhagem, calculo que estes modelos irão demorar um pouco quando chegarem. Já comercializado em diversas partes do mundo, este Veloster temperado tem a promessa de vir para o Brasil, mas ainda sem data definida.


O Veloster repaginado é um pacote muito bem ajustado, recheado dos mais importantes recursos eletrônicos e técnicos, concepção peculiar e rigidez de chassi. Ele se lança para dentro e para fora das curvas como um ‘rato selvagem’, apesar de necessitar de uma dose extra de acelerador.



Não me levem a mal, eu me diverti há algumas semanas com o Veloster, que apesar de estar mais ‘arrogante’ e de contar com um sistema de controle de estabilidade menos invasivo, ainda levará um longo caminho para tornar-se um hot hatch mais sisudo – como o pontual VelosteRaptor.


O ronco do motor 1.6 turbo a gasolina traz junto 204 cv de potência e 27 kgf.m de toque - força suficiente para destracionar os ‘aros dianteiros’. Isto sempre acontece nas saídas de curvas mais acentuadas, justamente onde a companhia do controle de estabilidade eletrônica se faz um pouco mais presente. Você pode desligá-lo, mas nem todos os proprietários vão querer fazer isto.

Existem alguns sistemas de controle de estabilidade habilmente integrados que de maneira muito gentil negociam com o motorista, o ‘advertindo’ atuando apenas quando se aplica força demais ao acelerador.

A ‘batida’ do torque do motor turbo de média cilindrada alimentado por injeção direta do Veloster é saborosa. A força cai muito acentuadamente em rotações mais altas, mas entre 3.000 e 5.000 rpm o Veloster RS Turbo atinge um ritmo médio divertido de se explorar.

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A transmissão de dupla embreagem de sete marchas (ou DCT) é nova para o Veloster Turbo SR, sendo utilizada apenas na versão não turbo (e menos poderosa) do modelo. A boa notícia? Você não precisa mudar de marcha. A má notícia? A sincronia do motor e da caixa de câmbio precisa de melhoria. A automatizada, no entanto, perde muito em desempenho e diversão quando comparada à manual de seis marchas.


Quando você quer se divertir em estradas sinuosas ele (câmbio de dupla embreagem) não é ruim. Mas há carência de resposta e de participação do manual. Ele também não pode corresponder aos automáticos comuns, e por vezes é quase como se já tivesse sido calibrado para substituir relações de maneira ilógica quando você está tentando trapacear – completamente o oposto do mesmo escalonamento no novo Hyundai Tucson. Mas se você não planeja dirigir no ritmo ‘pra lá do Deus me livre’, o DCT é uma pequena e doce unidade bastante adequada para o meio urbano e percursos.


E é bastante eficiente, também. Eu não dirigi a 14,08 km/l, como mencionado pelo fabricante, mas sim a 12,2 km/l - especialmente na cidade.

A história também é positiva onde dinâmicas de manobras são importantes. A geometria da suspensão revisada do Veloster, o amortecedor recalibrado e a elasticidade da mola tornam o percurso mais dócil. Isto é uma bênção para as funções de condução cotidiana, visto que os níveis de conforto melhoraram significativamente. Eu concordo plenamente com Ken Gratton em sua análise do Veloster repaginado quando diz que, apesar de a mais suave qualidade de condução resultar em mais rolamento da carroceria ao entrar rapidamente nas curvas, ela é agora transformada em uma máquina mais maleável.



Existe uma sensação de que isto favorece nas curvas com um pouco mais de ímpeto, enquanto os pneus mais largos garantem níveis sólidos de aderência. Os freios representam o ponto mais fraco na dinâmica do carro, mas de maneira geral, e mesmo com a comodidade tendenciosa do sistema DCT, o Veloster é atualmente um carro mais satisfatório para dirigir.


Una isso a um atraente interior, praticamente luxuoso, e a características de conveniência de alguns carros europeus que custam cerca de $ 60.000 (aproximadamente R$ 153 mil), e terá um Veloster muito próximo do Toyota 86 – carro que não é comercializado no Brasil, mas que já foi avaliado pela WebMotors (confira aqui).


Aposte no peculiar, no design assimétrico que proporciona assento traseiro surpreendente confortável e espaço para bagagem sem comprometer as dimensões do automóvel, e que assegura facilidade de estacionamento e atrativo para mais do que apenas compradores que procuram um hatch esportivo.


E quanto ao trabalho de pintura do Blue Sprinter? Há até um Storm Trooper branco pérola, se você quiser! O único problema é que além do Sunflower Yellow, todos as outras cores têm custo extra entre $595 (R$ 1.500) e $1000 (R$ 2.550)!O Veloster Turbo produzido pela Hyundai coreana não vai obter o bombeamento de adrenalina como um Ford Focus ST, mas é um passo da Hyundai na direção certa. Estou ansioso para ver o que a divisão europeia de desempenho do Hyundai N pode fazer com este veículo – ou talvez seja substituído em poucos anos.

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