Aceleramos o Peugeot 208 GTi 30º Aniversário

Hatch preprado pela divisão esportiva da marca francesa tem 183 cv de potência


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Com a chegada do novo Renault Sandero R.S., um hot-hatch de corpo, alma e coração, o brasileiro – e nós da WebMotors – estamos empolgados com a chegada de mais veículos ‘temperamentais’ em nosso mercado. Um que ameaçou chegar, mas que com a desvalorização do Real acabou tornando-se completamente inviável, é o Peugeot 208 GTi. No entanto, como não queremos que você passe (mais) vontade, resolvemos publicar uma avaliação deste francesinho ‘encapetado’ realizada pelos nossos parceiros do Motoring. E para se tornar ainda mais especial, escolhemos a edição 30º Aniversário, limitada a apenas 500 exemplares (em todo o mundo) e que teve preparação da Peugeot Sport, responsável pelo desenvolvimento de projetos avançados. Só uma dica: aperte bem forte o cinto...

Este pode ser o teste de estrada mais curto na história dos lançamentos. Ainda mais porque não foi em uma estrada. A Peugeot nos cedeu um GTi 208 e outro da edição de 30º Aniversário para, em três voltas, colocarmos um ao lado do outro, deixando o mínimo espaço entre os dois a cada percurso completo e sucessivo do Circuito Amaroo, no trecho sul do Sydney Motorsport Park, em Eastern Creek.

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Não posso dizer como o 30º aniversário se comporta sobre os buracos, se o sistema de navegação funcionou bem, se o Peugeot faz ultrapassagens com facilidade ou mesmo qual seria a sua média de consumo de combustível. Eu nem sequer ouvi o áudio, e muito menos me importei em sincronizar o meu telefone. Apenas nos informamos totalmente o Peugeot 208 edição 30º Aniversário e sua popularidade junto aos compradores.

Mas para saber o que realmente significa dirigi-lo em uma pista, continue lendo. Esta experiência foi também incomum em outros aspectos. Avaliando um carro com as vendas praticamente esgotadas, em que apenas 500 unidades estarão disponíveis. Sabemos muito bem o que você está pensando, mas vamos em frente. Esta é uma história maior do que a de um carro quase esgotado é em comparação ao seu modelo convencional, numa relação corriqueira na pista. 

É um presságio dos modelos que estão por vir recuperados pela Peugeot Sport, como o desempenho do prestigiado e importante modelo da marca francesa, o novo 308 GTi, que, assim como o 208 GTi, não tem sequer planos de desembarcar no Brasil.


Completamos três voltas — 13 curvas em cada volta de 1,8 km de comprimento — no 208 GTi e outras três no 208 GTi edição 30º Aniversário. O que há em comum entre ambos os GTis é a tendência de seus motores em girar livremente. No entanto, eles também cantam de forma dissonante apesar da mesma partitura quando em mudanças de marchas, mas somente nas transmissões manuais de seis velocidades, além das tendências de efeito de “volante eletrônico" rev-hanging (quando o acelerador é fechado rapidamente e a velocidade do motor não reduz de forma imediata). Heranças do 206 GTi que já duram 15 anos. Peugeot, tome nota.



Focamos primeiramente o convencional 208 GTi, equipado com motor 1.6 16V Turbo (quatro cilindros) de 175 cv de potência e 28 kgf.m de torque. A evidência em relação a este carro é que realmente é muito parecido com um carro de estrada lançado em um circuito de corrida — isto é, tende a virar de forma menos acentuada e sair de frente quando pressionado, flutua ligeiramente em velocidade e ao sair de curvas mais estreitas, o controle de tração opera além do necessário para evitar patinagem das rodas. 


Vamos direto ao 30º GTi. O que mais a ser descoberto além da impressionante pintura em dois tons, preto fosco em quase toda a dianteira do carro escovado a mão em seis camadas de fábrica? 


Para os iniciantes, o 30º ganha 8 cv de potência e 2,5 kgf.m de torque sobre o GTi 208 convencional, mas em cada uma das três voltas não é possível distinguir muita melhoria. Foi mais em relação ao chassi e aos freios, onde a Peugeot Sport fez verdadeira magia. O GTi 30º apresenta muita agilidade e aderência lateral para sair de curvas acentuadas em aceleração máxima. E é difícil acreditar que ele venha do mesmo conjunto de genes que o GTi normal. 


O 30º adere melhor com seus pneus mais pegajosos, com extremidades mais achatadas, saindo rapidamente das curvas devido ao diferencial melhor trabalhado e à sua regulagem de direção mais rápida e direta. Em pouco tempo na pista, os freios maiores também aparecem para atuar de maneira mais agressiva do que no GTi convencional.



Infelizmente, a $ 36.000 (dólar australiano), aproximadamente R$ 100.000, esta edição especial custa cerca de $ 6500 (R$ 18.000) mais caro do que o 208 GTi convencional, integrando toda a linha de 208 que está a caminho para um facelift até o final deste ano. Mas é também a melhor resposta da Peugeot para os rivais dos pequenos hot-hatch como o Volkswagen Polo GTI e o Ford Fiesta ST, modelos que, infelizmente, não temos no Brasil.


Se o GTi 208 edição de 30º Aniversário é algo passageiro, Ford e Volkswagen devem estar compulsivamente tomando notas na expectativa do desenrolar das grandes armas da Peugeot para 2016 com o 308 GTi 250 e o 308 GTi 270.  

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