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Andamos nos elétricos da Renault

Veja como se comportam os modelos Twizy, Fluence e Zoe movidos a eletricidade

por Daniel Magri

 
Tivemos a oportunidade de conhecer de perto – e dar uma voltinha – na gama de elétricos da Renault. Em um rápido giro no kartódromo no Velopark, no Rio Grande do Sul, os modelos revelam suas vantagens e curiosidades.
 
Economia silenciosa
Uma das mais marcantes características dos carros elétricos é a ausência de som de seus motores. Tal fato já gerou discussões mundo a fora para que as montadoras tomassem alguma medida quanto a isso. A falta do ruído pode gerar acidentes, principalmente atropelamentos, uma vez que os pedestres não sabem se há um veículo trafegando na rua.
 
Gama completa
A linha de produtos Renault Zero Emissões é composta pelos modelos: Twizy, o compacto urbano de dois lugares,  Kangoo Z.E, primeiro furgão 100% elétrico do mercado,  Fluence Z.E., e o Zoe, um hatch compacto. O lançamento desses modelos integra o plano da Renault, que estabelece metas de reduzir em 10% as emissões de CO2 de todos os seus modelos da marca até o ano que vem. O próximo passo é reduzir, em seguida, mais 10% até 2016.
 
Em 2012, as vendas mundiais de veículos zero emissão da Aliança Renault-Nissan atingiram 43.829 unidades, uma alta de 83,8% em relação a 2011. Juntas, as marcas já comercializaram mais de 100 mil veículos elétricos.
 
O Zoe é comercializado na Europa por cerca de 21 mil euros (cerca de R$ 66.300), sem contar o custo da bateria. No Velho Continente, as montadoras adotam o esquema de leasing para os componentes. Já o Twizy tem o preço sugerido de 7,8 mil euros (R$ 24,7 mil). Com os impostos cobrados por aqui, o Zoe não custaria menos R$ 215 mil. O Twizy, por sua vez, seria tabelado na casa dos R$ 60 mil. Se o IPI fosse eliminado desta conta, os valores poderiam cair para R$ 90 mil e R$ 30 mil respectivamente.
 
Conheça agora um pouco de cada um destes carros:
 
Twizy
O Twizy é atualmente o modelo Renault mais popular, com aproximadamente 11.000 unidades vendidas desde seu lançamento, no início de 2012.
Seu motor elétrico tem 20 cv (15 kW) e 7,14 kgfm. A primeira impressão que o quadriciclo pode passar é de desconforto, pelas suas dimensões (2,32 m de comprimento e 1,19 m de largura, com 2,70 m de entre eixos) e esquema de condução, com o volante posicionado no centro. Mas posso afirmar que o carrinho é pura diversão. Durante a volta no kartódromo, a suspensão se mostrou bem firme e ele se saiu muito bem nas curvas. Ele não é o veículo mais rápido que já andei na vida. Ele faz de 0 a 100 km/h em 6,1 s e não passa dos 45 km/h. Mas sua autonomia de 100 quilômetros faz dele uma boa alternativa para a cidade.
 
Zoe
O Renault Zoe é um hatch compacto para quatro pessoas, 100% elétrico e o único com autonomia superior aos 210 quilômetros. Nos seus primeiros três meses de vida, foram vendidas mais de 6.000 unidades na Europa.
Este foi o veículo mais interessante entre os elétricos testados. Com suspensão macia e interior aconchegante, o modelo tem linhas modernas e bem equilibradas. Seu motor elétrico atinge 88 cv e 22,4 kgfm de torque, e vai de 0 a 100 km/h em apenas 13 segundos.
 
Fluence Z.E.
A Renault também adaptou seu sedã Fluence para receber um motor elétrico de 95 cv (70 kW) e 23,06 kgfm. O modelo teve seu visual – interno e externo – modficados. No mercado europeu, o Fluence oferece três opções de recarga da bateria: na tomada de casa ou do escritório, com tempo previsto de oito horas (110 volts) e quatro horas (220 volts); rápida de 20 minutos, com equipamento especial, levando 8 horas nas de 110V e quatro nas de 220V, e a do Quickdrop, espécie de pit stop que o motorista troca a bateria usada por outra em postos de recarga. Essa troca leva menos de três minutos. A autonomia é de 160 quilômetros.
 
Como seus irmãos, o Fluence tem uma condução suave, que pode ficar arisca a um “pisão” mais forte no pedal do acelerador, graças aos bons números de torque.
 
Kangoo Z.E.
O Renault Kangoo Z.E. é o primeiro furgão 100% elétrico, com zero emissão de CO2, disponível no mercado europeu. A versão mantém as mesmas qualidades funcionais do Kangoo com motor de combustão interna, e idêntico volume de carga (650 kg).
 
O modelo é equipado com motor de 95 cv (70 kW) e 23,06 kgfm. No interior, o painel foi repensado e inclui dois mostradores de cada lado do velocímetro: um indica o nível de carga da bateria e outro informa o modo de consumo de energia – azul (normal), azul escuro (ideal) e vermelho (consumo elevado).
 
Mercado (ou a criação de um)
A luta dos fabricantes no Brasil agora é viabilizar a comercialização e fabricação dos elétricos por aqui. Isto se daria por meio de leis de incentivo, como algumas já em vigor no exterior. Como vimos acima, os valores para a venda de elétricos no País ainda não caberiam no bolso da maioria da população. Sem contar toda a infra-estrutura necessária para a utilização dos carros nas cidades.
 
Mas este é um assunto que o WebMotors trará para o leitor analisar mais profundamente em nova matéria, a ser publicada oportunamente. Fique ligado! 
 

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