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Audi A1: papel de luxo

Apesar do tamanho, compacto busca reforçar a imagem de sofisticação da Audi


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– Os números em todo o mundo mostram que a Audi está na melhor fase de sua história. No Brasil, não é diferente. A marca das quatro argolas vendeu 3.266 carros no ano passado, um aumento de 61% em relação a 2009. Mas, se na Europa a Audi está no auge do seu prestígio, por aqui ainda tenta reforçar o seu “status” – abalado desde 2006, com o encerramento da produção local do A3 em São José dos Pinhais, no Paraná. Para tentar resgatar o carisma no mercado local, a Audi precisa reafirmar o requinte e a exclusividade de seus produtos. Ou seja, não pode usar o preço como grande apelo de vendas. Mesmo no seu carro mais barato, o compacto A1, a tática não muda. Ele sai de R$ 89.900, mas pode superar os R$ 110 mil com opcionais. Algo considerável para um carro do porte de um Volkswagen Polo – alíás ele é feito na plataforma do Polo europeu.

Além de reforçar a percepção de sofisticação da marca, o A1 tem outro papel importante. Graças ao seu design e proposta, ele dá à Audi no Brasil, mais uma vez – a primeira foi com o próprio A3 –, um bom acesso ao público jovem endinheirado. A tarefa é essencial, já que muitos acabam ficando fiéis à marca por toda a abastada vida. Apesar de recém-chegado, o A1 já mostra um bom desempenho de mercado. Com quatro meses fechados de vendas, o pequeno alemão acumula uma média de 160 unidades mensais entregues. Em comparação com o Mini Cooper, seu principal rival, o Audi perde por pouco, já que o concorrente vende quase 200 carros por mês.

Se não pode jogar com o preço, um dos principais apelos de venda do A1 é o seu desenho. Para criar seu menor modelo, a Audi resolveu se afastar da proposta visual que tem usado nos seus sedãs. É sem dúvida o carro mais despojado da marca. A frente é tomada pela já tradicional grade dianteira que desce até a base do para-choque e é envolta por um friso cromado. Os faróis são ousados, com desenho irregular e luzes diurnas de leds ¬– cujo desenho remete a bigodes enrolados, no estilo Salvador Dalí – que dão a atual “assinatura” da Audi. De lado, o destaque é para o arco formado pela coluna dianteira, o teto e a coluna traseira. Esse item pode ser pintado na cor da carroceria ou em prata. A parte posterior é mais conservadora. Conta com lanternas com cortes retos, que também são dotadas de leds.

Apesar de já ter um desenho bem resolvido, a Audi aposta alto na personalização de seu veículo. A ideia é passar a impressão ao consumidor que seu carro é único – mais uma vez seguindo a estratégia do Mini. Além da pintura da carroceria e do arco do teto, é possível mudar a cor de painéis internos e das saídas de ar da cabine, além de adicionar rodas e aerofólios. A Audi estima que mais de 90% dos compradores do A1 personalizem os seus carros.

Para mover o A1, a Audi usou um motor 1,4L com turbocompressor e injeção direta de combustível. Assim, o ele desenvolve 122 cv a 5 mil rpm e um ótimo torque de 20,4 kgfm entre 1.400 e 4 mil giros. A transmissão já é conhecida da linha da fabricante – a S-Tronic, automatizada de dupla embreagem e sete velocidades, que joga a força toda nas rodas dianteiras.

De série, o Audi “mignon” vem bem equipado. A lista de equipamentos de série inclui ar-condicionado manual, trio elétrico, direção assistida, volante multifuncional, airbags frontais, laterais e de cortina, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, computador de bordo, banco do motorista com ajuste de altura, controle de partida em aclive, controle de estabilidade e rádio/CD/MP3/Bluetooth com entrada para Ipod. Com isso, o A1 custa R$ 89.900.

Com opcionais como som Bose, arco do teto pintado, aplicações pintadas no interior, ar-condicionado automático, teto solar, cruise control, sensor de estacionamento traseiro, de chuva e de luminosidade e partida por meio de botão, o A1 custa R$ 111.215. Ainda é possível adicionar um desenho mais esportivo, com spoilers, aerofólios e pintura especial no interior por mais R$ 15.500. Tudo por um pouco mais de personalização e requinte.

Ponto a ponto
Desempenho –
Na hora de acelerar, o Audi A1 se vale do seu tamanho compacto. Com apenas 1.200 kg, o pequeno modelo da marca alemã acelera com vigor e ganha velocidade com a agilidade de um kart. Além do moderno motor 1,4L TFSI, quem joga a favor do A1 é a ótima transmissão S-Tronic automatizada de dupla embreagem, que faz trocas rápidas e é bem escalonado. Nota 10.

Estabilidade – Fazer curvas com o A1 é definitivamente uma tarefa divertida. Com uma suspensão bem rígida e dimensões compactas, o carrinho da marca alemã se mostra muito ágil, vai com facilidade para qualquer direção que o motorista apontar. A carroceria pouco tende a desgarrar nos trajetos sinuosos. Nota 9.

Interatividade – Para um carro que custa quase R$ 90 mil, o A1 poderia ser melhor em alguns aspectos. Os bancos, por exemplo, não contam com ajustes elétricos, o ar-condicionado não é digital e falta entrada USB para o rádio – embora existam duas entradas SD. A visibilidade não é das melhores, já que o teto é muito pronunciado para frente e as janelas muito pequenas. O motorista se sente um tanto quanto afundado dentro do A1. Fora isso, os comandos são bem intuitivos e bem posicionados. O volante multifuncional é bom e conta com diversos controles do sistema de som e do computador de bordo. O painel de instrumentos é completo e com ótima visualização. Nota 8.

Consumo – A Audi declara um consumo de gasolina de 15,4 km/l na cidade. O computador de bordo mostrou uma medição um bocado maior, na casa dos 11,5 km/l. Mesmo assim, é um bom número. Nota 9.

Conforto – Para quem viaja na frente, o A1 oferece boa dose de conforto. Há espaço suficiente e os dois ocupantes têm apoios de braço e bancos envolventes. Quem vai no banco traseiro, entretanto, encontra dificuldade. Apenas crianças conseguem viajar ali sem desconforto. No caso de adultos, ele serve para uma carona para casa, nada muito demorado. Pelo preço do A1, a Audi também poderia ter disponibilizado bancos com revestimento de couro. Nota 7.

Tecnologia – O A1 é montado na moderna plataforma PQ25, usada pelos compactos do grupo Volkswagen, como o novo Polo europeu. Além disso, conta com um motor moderno, com turbocompressor e injeção direta de combustível e com uma transmissão automatizada de dupla embreagem. A lista de equipamentos é condizente com um carro desta faixa de preço. Nota 8.

Habitabilidade – Por ser um hatch de apenas duas portas, o A1 favorece a vida dos ocupantes dos bancos dianteiros. Os acessos são facilitados e a vida a bordo é tranquila. A oferta de porta-objetos é boa. O mesmo não se pode dizer de quem vai atrás, que sofre com a falta de espaço. O porta-malas também não impressiona: tem apenas 270 litros. Nota 7.

Acabamento – Mesmo em seu menor carro, a Audi não economizou no quesito acabamento. O painel é todo emborrachado, passando uma ótima sensação. Mesmo as partes de plástico duro, como a região que fica em volta dos comandos do rádio, é agradável bem acabada. O volante é de couro com costuras aparentes também é de muito bom gosto. Nota 9.

Design – Um dos principais argumentos de vendas do A1. Para um Audi, marca que vem se caracterizando por fazer carros com desenho muito parecido, o compacto é um veículo bem diferente e chamativo. Os faróis dianteiros em led e o arco que pode ser pintado em cor diferente da carroceria são itens que contribuem bem para o design jovial do carro. É difícil passar despercebido no carrinho da Audi. Nota 8.

Custo/Benefício – Definitivamente não é maior apelo do A1. Apesar de ter um trem de força moderno, o compacto da Audi é caro. Sai de R$ 89.900 e completo – como na versão testada – vai a elevados R$ 111.215. Para se ter noção, o Mini Cooper, principal concorrente do Audi, custa R$ 80.750 com um propulsor com os mesmos 122 cv do A1. E o inglesinho ainda oferece o apelo retrô. Nota 5.

Total – O Audi A1 1,4L TFSI somou 80 pontos em 100 possíveis.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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