Captiva Sport cativará por preço e motor

Modelo importado do México mostra o caminho que a GM do Brasil deve seguir


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- A GM, no mundo, enfrenta um momento de profundas mudanças. Nos EUA, mesmo os utilitários, tradicionalmente os modelos mais vendidos, estão perdendo espaço para modelos menores e mais eficientes. Na esteira dessas mudanças, a parte que toca ao Brasil se mostra agora, com o contato do mercado brasileiro com pelo menos um produto de qualidade internacional, o Chevrolet Captiva Sport. Fabricado no México, este utilitário mostra os caminhos que a Chevrolet, no Brasil, deveria seguir.

Para começar, ele utiliza uma plataforma global, atualizada e, portanto, teoricamente mais eficiente que a de modelos antigos ou adaptados a realidades e legislações diferentes. Também dispõe de uma grande quantidade de equipamentos de série. O banco do motorista, por exemplo, é elétrico em todas as versões. E é inteiramente elétrico, sem aquela enganação de ter apenas o assento com este tipo de regulagem, enquanto a inclinação do encosto continua no método tradicional.

O modelo continua a espalhar suas lições no conjunto motriz, uma combinação que, para quem gosta de dirigir, será de chorar de alegria. Sob o capô está o mesmo motor V6 do Omega, o Alloytec, só que mais potente, com 261 cv a 6.500 rpm, e um torque de 336 Nm desde os 2.100 rpm.

Com o auxílio de comando de válvulas variável, a curva de torque do motor nem pode ser chamada de curva: é praticamente uma reta, o que, para quem não gosta do tecniquês, equivale a dizer que o carro responde sempre que se pisa no acelerador. E sempre não é figura de linguagem nem exagero de gente entusiasmada.

Chegando ao câmbio, onde poderia haver algum tipo de decepção, considerando o fato de transmissões automáticas de quatro marchas ainda serem comuns, o que se encontra é uma moderna caixa de seis marchas e trocas manuais na alavanca. O sistema Active tem o grande mérito de não decidir sozinho se troca ou não de marcha, no modo manual. Se o motorista colocou quarta, ela continua ali até o condutor optar por uma troca.

Ao volante

Antes que pudéssemos travar nosso primeiro contato com o carro, a GM explica, durante a coletiva, que o modelo que dirigiríamos não era o de especificações brasileiras, mas que as diferenças eram mínimas. Por conta disso, também não foi possível avaliar a versão com tração nas quatro rodas, a mais cara no Brasil, com valor de R$ 99,99 mil.

Mas então por que o carro não foi testado diretamente no Brasil, onde já há uma quantidade razoável de unidades para isso? Simples: segundo a GM, como o Captiva Sport é o primeiro modelo importado do México, a empresa queria que sua apresentação fosse naquele país. Do ponto de vista do evento, o local pode ter abrilhantado o lançamento, mas, do ponto de vista jornalístico, uma apresentação em território brasileiro teria sido mais apropriado.

Além de o carro não ser exatamente o mesmo que os consumidores brasileiros poderão comprar, as estradas mexicanas têm uma dinâmica diferente, com limites de velocidade mais baixos que o das brasileiras. Também são mais lisas, mais estreitas e, em Los Cabos, cheias de areia e quentes demais. O ar-condicionado passou com louvor nesse teste.

No que se refere ao motor, o Captiva sobra. Qualquer pisada no acelerador coloca as quase duas toneladas do utilitário de cinco lugares em movimento. As rodas dianteiras chegam a destracionar, fazendo a frente do carro dançar de leve até a entrada em ação dos sistemas de estabilidade.

No que se refere a suspensão e direção, fica a torcida para que o modelo brasileiro seja muito, mas muito mais firme que o mexicano. Em curvas mais fortes, o Captiva aderna razoavelmente, mas é a leveza da direção que incomoda. Fosse ela mais firme, talvez a sensação de suavidade excessiva da suspensão fosse menor.

Conforto

Além dos itens de conforto do carro, os tradicionais ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos retrovisores elétricos, o Captiva Sport também poderá ter seu motor ligado à distância. As portas não se travam automaticamente quando o carro começa a andar, mas sim quando a alavanca de câmbio é manipulada.

Com 2,71 m de entreeixos, sobra espaço para quem vai atrás, a não ser para o passageiro do meio, que, mesmo que dê a sorte de ser acompanhado por duas pessoas magrinhas, ficará sobre uma espécie de calombo no banco. Como de costume, esse é um carro para quatro pessoas que eventualmente leva uma quinta.

No porta-malas, a GM diz que cabem 821 l, mas essa medida considera o que couber até o teto. Se não fosse assim, o porta-malas, raso, dá a impressão de não ser assim tão grande. Deve, no máximo, ser equivalente ao de um sedã médio.

Esperemos pela avaliação do modelo com especificações brasileiras. De todo modo, a GM espera vender cerca de 1.500 unidades do Captiva Sport por mês em suas 556 concessionárias. É uma previsão modesta. Com este motor V6 e este preço, o modelo deve superar essa marca com facilidade, especialmente se a versão com motor de quatro cilindros Ecotec, flexível, chegar algum dia ao país. Fica a torcida!

Gustavo Henrique Ruffo viajou ao México a convite da GM do Brasil


FICHA TÉCNICA – Chevrolet Captiva Sport





















MOTORQuatro tempos, seis cilindros em “V”, longitudinal, quatro válvulas por cilindro, refrigeração a água, a gasolina, 3.564 cm³
POTÊNCIA261 cv a 6.500 rpm
TORQUE336 Nm a 2.100 rpm
CÂMBIOAutomático de seis velocidades
TRAÇÃODianteira ou nas quatro rodas
DIREÇÃO Por pinhão e cremalheira; hidráulica
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 17”,de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 235/60 R17
COMPRIMENTO 4,58 m
ALTURA 1,70 m
LARGURA 1,85 m
ENTREEIXOS 2,71 m
PORTA-MALAS 821 l a 1.586 l até o teto
PESO em ordem de marcha 1.785 FWD, tração dianteira e 1.850 AWD, tração integral
TANQUE72 l FWD e 61 l AWD
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira independentes, com braços articulados
FREIOS Discos ventilados na dianteira e na traseira
CORES Cinza, azul, prata e preto
PREÇOR$ 92,99 mil a R$ 99,99 mil


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