CBR 1100 XX Super Blackbird

Moto é uma jóia da tecnologia


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Motor: Se o motor da CBR 900
RR já é bastante forte desde as mais baixas
rotações, este 1.100 tornou a condução
ainda mais agradável. Seu motor de 164cv, embora mais
potente que o 900cc da CBR 900 RR, com seus 152cv, tem que
empurrar 40Kg a mais (183Kg vs. 223Kg) que sua irmã
menor, o que reduz um pouco seu fulgor. Entretanto este se
mostrou extremamente solícito desde 1.000 rpm, ao contrário
da 900 RR. Contornar esquinas em terceira marcha a esta rotação
não é um problema. Até 5.000 rpm ele
chega até mesmo a ser bastante dócil e fácil
de ser domado, mudando de temperamento até os 11.000
rpm. E que sensação esticar as marchas até
seu limite de rotação, ainda mais porque isto
é feito sem nenhuma vibração ou ruído
excessivo. Este é o fato mais notório desta
moto e que pode até diminuir a empolgação
dos amantes de uma condução mais esportiva.
Seu motor é muito suave e silencioso, nunca “gritando”
como a 900 RR, mas com desempenho semelhante.









veja
a ficha técnica



Suspensão: Excelente
equilíbrio entre conforto e desempenho. Não
é uma moto macia, mas absorve as irregularidades de
maneira satisfatória o que é ajudado pelo banco,
bastante amplo e confortável e que deve acomodar tranqüilamente
uma garupa. Essa relativa falta de maciez na cidade é
compensada pela excelente dirigibilidade a altas velocidades,
onde ela transmitiu muita segurança. Velocidades na
ordem dos 140Km/h são muito facilmente mantidas, desde
que se “deite” no tanque de combustível para
reduzir o arrasto aerodinâmico.


Freios: Quando rodava a cerca de 100Km/h na Rodovia dos Bandeirantes
decidi fazer um teste. Puxei a moto para o acostamento numa
reta e subi no freio até eles quase travarem. E não
é que a moto venceu com facilidade a inércia
de seus mais de 220Kg e parou sem nenhum sobressalto! E que
potencia de frenagem... na cidade, os freios se mostraram
facilmente dosáveis, não sendo bruscos e permitindo
uma utilização tranqüila.









Dirigibilidade: Esta é
uma motocicleta essencialmente de estrada, onde é possível
agüentar ritmos muito elevados sem sentir a moto estrangulada
e sem muito cansaço. Em trechos sinuosos, sua elevada
distância de entre-eixos e peso devem prejudicar sua
agilidade, assim como prejudicam seu desempenho no trânsito
caótico de São Paulo, onde não se pode
esperar uma grande agilidade, embora seu motor contribua favoravelmente.
Já em longas retas e curvas de alta velocidade... esta
é a praia da Blackbird!


Câmbio: Em perfeita sintonia
com o motor. Além de muito macio e preciso, tem um
escalonamento muito bem definido, sem “buracos”
entre as marchas e aproveitando o elevado torque do motor.
A 100Km/h em sexta marcha o motor roda a apenas 3.500 rpm,
o que mostra onde poderíamos chegar, caso fosse exigido
mais velocidade.











Estilo: Discrição
é a palavra chave. Chama muito menos a atenção
do que a 900 RR, sendo possível até mesmo parar
em um semáforo sem ser abordado por todos sobre a motocicleta!
Observando a carenagem e o grande pára-lama dianteiro,
é possível notar a grande preocupação
dada pela Honda à aerodinâmica, visto que sua
velocidade máxima ronda os 300Km/h. Enfim, é
uma moto muito bonita e que chama a atenção,
sem passar a desagradável sensação de
que todos estão olhando e cobiçando sua moto.


Acabamento: Excelente. Pintura
muito bem feita, encaixe perfeito dos plásticos da
carenagem, que nunca “chacoalham” ou “estalam”
ao passar por buracos. Seus espelhos retrovisores parecem
ter sido trazidos de um carro e o painel é muito completo,
ao estilo da Honda Gold Wing (moto de viagem da Honda, com
motor V6 de mais de 1500cc, sistema de som, aquecimento, etc),
ou seja, com mostradores analógicos, redondos (velocímetro,
conta-giros, marcador de combustível e temperatura)
em uma estrutura de plástico preto, semelhante ao painel
de um carro. Sua iluminação noturna verde, além
de muito bonita, é agradável aos olhos e não
ofusca.









Enfim, a CBR 1.100 XX Super Blackbird tem tantos atributos
quanto seu nome é comprido. Ela é uma motocicleta
muito completa, com um desempenho de fazer inveja a muitas
superesportivas, combinado a uma condução agradável
tanto na cidade quanto na estrada, principal defeito das primeiras.
Para nós brasileiros que infelizmente não contamos
com um nível adequado de segurança, a discrição
desta moto, que não tem grafismos ultramodernos, sendo
apenas pintada de uma cor, certamente também será
um ponto a favor. Esta é uma máquina muito refinada
que certamente irá agradar ao mais exigente dos motociclistas.









Texto: André Beisert

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