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Chevrolet lança versão Rodeio para a S-10

Modelo intermediário chega com preço abaixo da concorrência e bom pacote de equipamentos

por Auto Press

- A Chevrolet S10 sobra no segmento de picapes médias e não está nem um pouco disposta a ccaption terreno. O mínimo que seja. Tanto que a General Motors tratou de lançar a Rodeio, a nova versão intermediária para seu modelo que registra média mensal de vendas no ano de 3.500 unidades. O objetivo é tentar neutralizar a ação das rivais Nissan Frontier e Toyota Hilux, que dispõem de versões rebuscadas e caras acima de R$ 100 mil, mas cujas versões de entrada começam por volta de R$ 75 mil. E também fazer frente à Ford Ranger. Para tal, a estreante configuração da picape da Chevrolet – lançada em 1995 – apela para o custo/benefício e tem preços iniciais de R$ 66 mil.
Disponível sempre na configuração cabine dupla, o apelo da S10 Rodeio começa, é claro, pela estética sempre tão valorizada no mercado brasileiro. Para tentar dar um ar mais moderno ao veterano veículo, a GM espalhou adesivos pela pick-up. No capô, na tampa traseira e na parte inferior das portas as faixas trazem grafismos que evocam arrojo e o nome da versão. Ao mesmo tempo, o modelo conta com estribos laterais, rodas de liga leve aro 16 na cor grafite e o mesmo bagageiro no teto utilizado na configuração top Executive. Já os faróis e lanternas ganharam máscara negra. O visual ainda pode ser incrementado pela vasta lista de acessórios que a GM costuma disponibilizar, como santantônio e protetor de caçamba.
São três derivações da Rodeio: a 2.4 Flex 4X2 por R$ 66.025, a 2.8 Turbodiesel 4X2 por R$ 89.366 e a 2.8 4X4 que custa R$ 95.541. Todas saem relativamente recheadas. São equipadas com ar, direção hidráulica, trio elétrico, regulagem de altura do volante e vidro traseiro corrediço. O modelo também conta com freios com ABS e diferencial traseiro com escorregamento limitado. As versões diesel ainda recebem controle de cruzeiro. A parte de acessórios novamente é vasta e inclui sensores de obstáculos, navegador GPS e diferentes versões de rádio/CD/MP3.
Desta forma, a S10 tenta não dar espaços para diferentes versões de seus concorrentes mais modernos. A Frontier XE 4X2 a gasolina, por exemplo, começa em R$ 89.590 e chega a R$ 95.990 com tração nas quatro rodas. A Hilux STD gasolina 4X2 parte dos R$ 75.370 e a STD diesel 4X2 sai por iniciais R$ 85.300. E também se aproxima das intermediárias de sua rival mais direta em termos de "idade", a Ranger. Na linha da Ford, a Limited 2.3 4X2 custa R$ 78.910, enquanto a XLT diesel 4X2 tem preço de R$ 87.760 e a 4X4 parte dos R$ 94.870.
Primeiras impressões Eduardo Rocha Porto Alegre – A versão Rodeio é um reforço que a S10 nem estava tão precisada. Nos últimos meses, a picape média da Chevrolet vem batendo recordes de venda, depois de 15 anos de mercado. E não é muito difícil entender o porquê. Ela atua em um segmento em que o lado funcional fala mais alto. Ou seja: valem robustez, acesso à rede autorizada, facilidade de peças e, claro, custo/benefício. E aí contam as 600 concessionárias e o preço cerca de 20% mais baixo que o dos rivais, além de ser a única que oferece motorização flex. Mais a boa relação custo/benefício que a nova versão tenta exaltar. Segundo as pesquisas da marca, 70% dos compradores de S10 adquirem algum acessório. Com a Rodeio, esta venda passa a ser em um pacote maior – com estribos, santantônio e faixas adesivas – e mais rentável para a montadora.
Mas nem todos os adornos tornam a S10 um veículo glamoroso. Tanto que nem oferece câmbio automático. E é também por isso que não é comum vê-la manejada por “nouveaux riches”, que costumam usar seus imponentes utilitários como arma de intimidação no trânsito. Mesmo que venha com todos os equipamentos, a simplicidade é a tônica da pick-up da Chevrolet. A não ser pelo desenho e iluminação do painel, o interior é basicamente o mesmo do modelo apresentado em 1995.
Claro que a picape atual mostra um acerto de suspensão muito superior e motores mais eficientes que aqueles da época. Mesmo assim, é um veículo para ser utilizado com comedimento. Em velocidades de cruzeiro até 100 km/h, há pouca flutuação e as reações são bastante previsíveis. A partir daí, porém, a direção fica imprecisa e a suspensão traseira passa a jogar lateralmente, principalmente com a caçamba vazia. Mesmo que o bom motor turbodiesel 2,8, de 140 cv e 34,7 kgfm, tenha mostrado ter força de sobra para ir além. Essa reserva deve ser guardada para trechos mais difíceis ou cargas mais pesadas. Seja como for, a Chevrolet espera que esta nova versão emplaque 1.200 unidades mensais e ajude a manter a S10 na casa dos 4 mil veículos/mês. Este patamar foi ultrapassado pela primeira e única vez em junho passado, mas agora passou a ser uma nova referência de vendas para a marca.
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