Chevrolet Prisma: Será que ele tem elementos para cativar o consumidor?

Enfrentando uma forte concorrência, até mesmo dentro da própria GM, o sedã é a uma opção viável para o consumidor que quer sair do de entrada


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Rodrigo Samy
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Na reedição doChevrolet Classic, modelo sedã mais em conta do país, a Chevrolet cravou que gostaria de retomar o título de dona dos sedãs brasileiros. Na ocasião, o anúncio soou bem estranho, uma vez que a fabricante só usava o “lendário” Classic e os “coadjuvante” Corsa Sedan e o Prisma como armamento “forte” para a conquista do título. O Astra Sedan até existia, mas ficava restrito aos frotistas. A maior parte dos compradores do médio optava pela versão hatch.



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Atualmente dá para entender a ambição da GM e a forma como ela se concretizou ou se concretizará. Em um período curto de tempo, cerca de dois anos, a marca lançou o Chevrolet Prisma (avalição), o Chevrolet Cobalt e o Chevrolet Sonic. Nem vamos colocar aqui o Cruze, pois ele atua em uma categoria superior as dos compactos.



Uma rápida olhada no ranking de emplacamentos da Fenabrave (Fcaptionação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), dá para notar que a GM está comendo pelas beiradas. Na categoria dos sedãs pequenos, o Classic aparece em terceiro com 13 mil unidades marcadas no acumulado do ano. Já o Cobalt aparece na liderança dos sedãs compactos, com 8.810 modelos emplacados. Na mesma categoria o Sonic ainda dá uma “forcinha” com 1.300 unidades comercializadas. Ou seja, mesmo sem contar a atuação do Prisma, a GM tem boas parcelas vendidas no mundo dos três volumes.



Porém, o principal concorrente do Prisma vem de outro lugar. Vem da fábrica de Piracicaba, em São Paulo. O HB20S é tão novo quanto o Prisma e registra o mesmo número de unidades na tabela. Por isso, a superioridade da GM pode estar com os dias contados. Será?



Para que você tenha bons argumentos na hora da compra, fizemos um infográfico com as principais informações dos dois modelos. Outra boa pedida é visitar o comparativo técnico HB20S vs. Prisma e o recentemente mostrado HB20S contra todos.



Chevrolet Prisma – Impressões ao dirigir



Com os mesmos pontos positivos e críticos encontrados no Chevrolet Onix, o sedã acaba sendo uma boa opção para o consumidor que busca um carro robusto e espaçoso. Diferente do HB20S, o Chevrolet é menos preciso nas manobras mais arrojadas. Um detalhe que desfavorece o sedã neste quesito é o seu alto centro de gravidade. Basta ter mais de 1,80 m de altura para que você se sinta incomodado dentro do Prisma. Outra maneira para dar maior sensação de espaço está no desenho do porta-luvas. Pequeno e com a tampa ultrapassando a área do difusor de ar, o porta-volume é quase que um enfeite. Ganharam as pernas do ocupante do banco dianteiro do passageiro, perderam-se os apetrechos.



Usando a medição tanque a tanque de gasolina, o Chevrolet marcou 11 km/l no circuito misto. Em todos os momentos da nossa avaliação, o ar-condicionado estava ligado. Em outra “tirada” de consumo, extremamente urbana, o sedã marcou 6,4 km/l de etanol.



Como usa um motor de baixa capacidade volumétrica, o GM sofre um pouco nas retomadas. A contrapartida fica por conta das boas arrancadas do modelo na hora que parte da inércia. Conforme números da GM, o Prisma acelera de 0 a 100 km/h em 15,5s.



Conclusão: o GM é um boa opção para a compra. Mas lembre-se: a concorrência é grande dentro da própria casa. Classic com ar-condicionado (R$ 31.690), Prisma LTZ (R$ 45.490), Prisma 1.0 “pelado” (R$ 34.990) e Cobalt (R$ 39.990).





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