Sendo a Chevrolet a marca global da gigante norte-americana, e o Volt um dos vértices desta estratégia e elemento fundamental para o êxito – ao lado do modelo gêmeo Opel Ampera –, fica fácil entender que o produto é a principal estrela da visão da GM para o futuro da mobilidade. Já estará à venda no final do ano em algumas regiões dos Estados Unidos e deve chegar a Europa em 2011.
Em relação à estética, o principal atributo do Volt é a aparência dinâmica, mas ao mesmo tempo relativamente comum – que difere do desenho algumas vezes bizarro dos modelos de “pose ambientalista”. Apesar do visual pouco ousado, o Volt é o carro mais aerodinâmico já feito pela Chevrolet.
Com 4,49 metros de comprimento e 2,68 m de distância entre-eixos, o Volt é um sedã médio familiar de tração dianteira “normal” na generalidade de suas características, embora dotado de uma série de particularidades que confirmam a sua ambição mais ecológica. A suspensão dianteira é do tipo McPherson e a traseira por eixo de torção, mas o centro de gravidade é 40 mm mais baixo do que a média dos modelos do segmento. Já as rodas de liga leve de cinco raios pesam 8,1 kg – normalmente teriam 11 kg – e são revestidas por pneus Goodyear de baixa resistência 215/55.
Como é de se esperar, a unidade testada do Volt é de pré-produção, logo algumas características apontadas carecem de confirmação quando o carro de fato chegar às ruas. Mesmo assim, o porta-malas recebe aceitáveis 300 litros de bagagem. O mesmo acontece em relação ao espaço interno. Embora a o número de passageiros máximo seja de quatro pessoas pela colocação das baterias.
Ainda no habitáculo, pode-se encontrar elementos de série de segurança habituais em automóveis desta categoria. Também há disponíveis um sistema de som Bose e duas telas de 7 polegadas – uma no centro do painel e outra servindo como painel de instrumentos.
Mas o que realmente faz a diferença no Volt é o sistema de propulsão, que teve os seus detalhes divulgados há pouco tempo. A base é um conjunto de baterias de íon-lítio em forma de “T”, com 198 kg, instalado no centro da plataforma, sob o piso. Desenvolvidas em parceria com a LG e produzidas em uma fábrica exclusiva para elas em Detroit, estas baterias contam com nove módulos interligados, cada um com 288 células, oferecendo 16 kWh e desfrutam de uma garantia de 8 anos ou 160 mil km.
A eletricidade nelas acumulada serve para alimentar um módulo elétrico instalado na frente, sob o capô, que funciona como unidade de propulsão e está apto a oferecer um rendimento de 150 cv de potência e 37,72 kgfm de torque, valores suficientes para levar o carro a 160 km/h – limitados eletronicamente – e um zero a 100 km/h em 9 segundos. Uma recarga completa das baterias demora quatro horas em 240 V ou entre 10 e 12 horas em 120 V. Esta carga garante autonomia entre 40 e 80 km, dependendo do tipo de condução e do tráfego.
Segundo a GM, a autonomia média de 70 km será suficiente para satisfazer as necessidades diárias de deslocamento da maioria da população mundial residente nos centros urbanos. Porém, em situações em que é necessário ir mais longe, o Volt dispõe de um motor quatro cilindros, 16 válvulas e 1,4 litro a gasolina com 84 cv de potência, que entra em ação automaticamente quando a carga das baterias chega a 35%. Nesse momento o propulsor a combustão serve como gerador para as baterias, o que mantém a operacionalidade do veículo. Com um tanque de 35 litros, a autonomia adicional é de cerca de 500 km. Apesar disso, quando a mobilidade é garantida pelo `motor a combustão – apesar de este nunca movimentar as rodas –, as baterias só alcançam a carga de 45%. É preciso uma recarga elétrica plug-in para completar o trabalho.
Primeiras impressões: vista panorâmica Xangai/China – Apesar de ter sido necessário dar quase meia volta ao mundo para conseguir testar o Volt, a GM só disponibilizou o carro por 12 quilômetros para cada jornalista. E ainda em condições controladas, longe do que vai se encontrar no dia-a-dia. Entretanto, as primeiras impressões foram positivas para veículos em um estágio de desenvolvimento tão embrionário: o nível de ruído no interior é surpreendentemente baixo, o sistema de frenagem é bem semelhante aos tradicionais, a suspensão é mais firme do que o esperado e a direção elétrica tem boa sensibilidade e precisão.
A motorização também não decepcionou. Como é de praxe nos motores elétricos, o torque constante garante acelerações boas e o silêncio de funcionamento é um fato. À disposição do condutor, através de um botão no console central, estão três modos de condução: Normal – que prioriza a economia –, Sport – as respostas do conjunto ficam mais rápidas – e Moutain – indicada para percursos com declive acentuados.
A mudança de funcionamento entre o modo totalmente elétrico e o extensor de autonomia é quase imperceptível se não fosse por um natural aumento no ruído interno, sobretudo quando se exige mais da mecânica.
No final, e levando-se em conta a escassez de quilômetros rodados, a maior marca deixada pelo Volt é a aparente normalidade com que tudo se processa. Da estética à facilidade de condução, em quase tudo se assemelha a um automóvel comum, e parece ser possível utilizá-lo como tal com um custo ambiental e econômico nitidamente inferior.
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