Citroën Aircross quer cativar a família

Minivan ganha tapa no visual para se manter viva no mercado


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Alguns carros envelhecem bem, creio que esta afirmação possa servir para o Citroën Aircross, que ganhou melhorias no visual e na mecânica no ano passado. Já são seis anos desde o seu lançamento e a minivan com roupagem aventureira ainda é uma opção interessante para quem precisa de um carro familiar, mas não abre mão de um visual mais descolado.

Tá bom, falar que a minivan ficou atraente seria um exagero, mas quando se compara o modelo francês com a concorrência, leia-se Chevrolet Spin e Fiat Idea, até que a afirmação não soa tão grotesca. O tapa dado no visual no último ano facilita a compreensão. O modelo ganhou alguma sofisticação ao incorporar elementos do irmão estrangeiro Cactus. Dê quebra foi o primeiro modelo da marca no país a trazer a nova assinatura visual, com o duplo chevron (símbolo da Citroën) percorrendo toda a dianteira e unificando os faróis.

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Estranhamente a marca manteve em linha duas variações do Aicross, uma com o estepe do lado de fora (no melhor estilo antiquado do Ford EcoSport) e outro que incorporou o equipamento ao assoalho do porta-malas, como acontece no C3 Picasso. Não é possivel optar por levar o estepe dentro ou fora da minivan, quem decide é a marca dependendo da configuração escolhida.

Por falar nisso, outro ponto que pode confundir o consumidor é que o “pseudo aventureiro” também tem preço bem diferente do seu irmão urbano. Enquanto o Aircross parte de R$ 50.490 na versão Start, equipada com motor 1.5L e câmbio manual, o C3 Picasso mais em conta sai por R$ 58.990 (Tendance) e traz na versão básica o propulsor 1.6L. Ou seja, se você quiser pagar menos a opção é ir de Aircross.

Para o teste escolhemos o Aircross Feel com motor 1.6L e câmbio manual, oferecido por R$ 59.990 (maio/2016). Porém a unidade cedida pela Citroën trouxe um kit opcional no valor de R$ 1.400. Pelo investimento leva-se para casa a mais tela multimídia de 7 polegadas (mirror screen) e sensor de estacionamento traseiro. Não é barato, mas vale o investimento.

A central multimídia é simples, não traz por exemplo, GPS, mas é intuitiva no uso. A atração fica por conta do pareamento com Apple Car Play e Mirror Link, que permite transferir para a central as informações do iPhone ou de aparelhos com o sistema operacional Android. Pela tela de 7 polegadas também é possível acompanhar os dados do computador de bordo e do rádio. O equipamento dá um toque de sofisticação ao ambiente da minivan, o que não combina é o porta-treco raso que ficou no lugar do rádio. O lugar é pequeno até para acomodar uma carteira. Para piorar a situação a peça caiu durante o teste.

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A minivan francesa se redime com uma boa dose de porta-objetos espalhados pela cabine. O porta-luvas, por exemplo, é imenso, assim como o porta-trecos nas laterais das portas. É possível armazenar até um refrigerante de dois litros no local. Aliás, o espaço interno também surpreende. Consegue-se levar até cinco pessoas com conforto. Vale lembrar que a proposta do veículo é esta mesmo. Consegue-se viajar com comodidade na Aircross, o teto alto e a posição de dirigir elevada garante o bem estar dos ocupantes. A sensação de espaço é maior que nas rivais Spin e Idea.

O acabamento abusa do plástico nas laterais das portas e console, mas a textura é boa e não há rebarbas. O porta-malas acomoda bons 403 litros. Um ponto fora de moda do Aircross é o estepe do lado de fora do veículo. O equipamento atrapalha a abertura da tampa traseira e, durante o teste, emperrou algumas vezes na hora de abrir.

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Como anda?

Na cidade, a posição mais alta do banco do motorista reforça a segurança. A suspensão elevada também se encarrega de filtrar bem as imperfeições do piso e evita que o para-choque raspe em lombadas ou depressões. Porém não se deve abusar da velocidade, o centro de gravidade mais alto da minivan não permite estripulias, além do mais a marca economizou no freio traseiro da minivan, que é a tambor. Um ponto favorável para a Aircross a direção elétrica é leve na medida para as manobras de estacionamento e firme nas altas velocidades.

O motor 1.6l gera 122 cavalos com etanol e 115 cv com gasolina. O torque máximo é de 16,3 kgf.m. O propulsor é o mesmo que equipa o hatch C3, porém por conta do maior peso da minivan o equipamento é obrigado a girar numa faixa de rotações mais alta. Neste ponto, o isolamento acústico poderia ser melhor. O ruído que invade a cabine quando se roda acima das 3 mil rotações chega a incomodar. Outro ponto que poderia ter evoluído é o câmbio. A transmissão é imprecisa nos engates.

Com as melhorias feitas pela Citroën neste último facelift o propulsor recebeu nota A do Inmetro em consumo. Nas medições feitas durante o teste em ciclo urbano, a minivan cravou 6,4 km/h, abastecido com etanol. Vale dizer que boa parte do percurso foi feito em meio a congestionamento.

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A Citroën está com um programa agressivo de manutenção para a sua minivan. Apenas R$ 365 para as revisões de 10 mil, 20 mil e 30 mil. A marca afirma que é a revisão mais barata do mercado brasileiro.

O Aircross pode agradar quem precisa de uma minivan para servir de carro da família no dia a dia e que busca um visual moderno e estradeiro. O modelo não vai ganhar um concurso de beleza, mas ainda sim dá um banho na concorrência na parte estética. 

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