Citroën C3 XTR

Longe da terra, no conforto do asfalto


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- A Citroën aposta na “honestidade” como principal chamariz para o C3 XTR, apresentado nesta segunda-feira 22 em São Paulo, SP. A despeito dos incrementos estéticos, trata-se de um carro voltado ao uso em asfalto, longe da terra. Na contramão do “espírito fora-de-estrada”, que raramente encontra respaldo no desempenho e na real aptidão às aventuras na terra, o XTR nada mais é do que o C3 com outra roupagem e mais acessórios.

O objetivo é claro: aumentar as vendas do compacto, atualmente girando em torno de 1.800 unidades mensais. Segundo o presidente da Citroën no Brasil, Sergio Habib, esse número deve subir para 2.100 unidades com a chegada do C3 XTR, que começa a ser comercializado por R$ 48.900,00. Ainda de acordo com Habib, o modelo é voltado ao público com idade abaixo de 35 anos, “que busca um produto diferente”.

O presidente da Citroën no Brasil, Sergio Habib, apresentou dados de pesquisa que apontam fato interessante e embasariam a opção por um modelo declaradamente “on-road”: mais de 90% das pessoas que compram carros de apelo fora-de-estrada nunca “saíram da estrada” – jamais rodaram na terra. “Brasileiro não faz off-road”, afirmou Habib na coletiva de imprensa. Ou seja, segundo o presidente da fábrica, de nada adianta oferecer itens que vão elevar o preço do produto e o motorista nunca vai utilizar.

Por isso o C3 XTR mantém todas as características mecânicas do modelo do qual deriva – de acordo com o presidente da fábrica, mexer na suspensão para aumentar a altura do carro em relação ao solo poderia comprometer sua estabilidade e a segurança. O C3 tem 165 mm de vão livre, número compatível com o de modelos de apelo “fora-de-estrada”, como o Palio Adventure.

Mas isso não significa incapacidade em cumprir seu papel: no breve circuito de avaliação do modelo, pelas ruas de São Paulo, as suspensões independente, tipo McPherson na dianteira e por eixo de torção na traseira mostraram-se capazes de absorver as irregularidades do piso – mesmo “procurando” buracos.

Oferecido com apenas 3 opções de cores – prata, preto e vermelho –, o C3 XTR é equipado com o motor de 1,6 litro 16V flexível em combustível roda com álcool gasolina ou qualquer mistura de ambos. Segundo a Citroën, esse motor desenvolve potência de 110 cv quando abastecido com 100% de gasolina e 113 cv com álcool. O torque máximo é de 14,5 kgfm com gasolina e 15,8 com álcool.

De acordo com a Citroën, abastecido com 100% de gasolina o C3 XTR acelera de 0 a 100 km/h em 9,8 segundos 9,6 s com 100% de álcool e atinge 196 km/h de velocidade máxima 198 km/h com 100% de álcool. Infelizmente, a fábrica deixou de informar os números de consumo do carro, prática que merece reprovação.

Externamente, os diferenciais ficam por conta dos pára-choques pretos, rodas de liga leve com novo desenho e lanternas traseiras translúcidas, além da inscrição XTR nas laterais e das barras no teto.

Atraente é a lista de equipamentos de série, que traz, entre outros itens, ar-condicionado, bancos de couro com o logotipo XTR, airbag duplo, toca-CD com comando remoto na coluna de direção, computador de bordo e trio elétrico. Também são de série direção com assistência elétrica comprovadamente eficiente em leveza, quando necessário, e segurança em velocidades mais altas e freios com ABS e distribuição eletrônica das forças de frenagem EBD e auxílio à frenagem de emergência AFU. O volante possui regulagem em altura e profundidade.

Pontos fracos: as alavancas de regulagem de altura do banco do motorista e inclinação do encosto, pouquíssimo amigáveis. O porta-malas tem tamanho restrito: 305 litros.

Questionado se o consumidor não prefere “viver na mentira”, comprando modelos que prometem algo que não cumprirão – e para o que não serão de qualquer forma submetidos –, Habib afirma que não, mas que só o tempo dirá se acertou.
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