EcoSport 1.6 XLT

Bom para o trabalho e lazer


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ITENS TESTADOS 































































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Comparação
EcoSport
 
Consórcio  
Seguro 


 
 
 













O recém-lançado
Ford EcoSport vai bem na cidade e estradas asfaltadas
e de terra. Embora considerado pela montadora
veículo utilitário esportivo, ausência
de tração 4x4 e reduzida limita
desempenho off-road. Versão 1.6 XLT tem
boa performance, similar a qualquer veículo
de passeio tradicional, diferenciada apenas pelo
maior vão livre do solo e melhores ângulos
de entrada e saída, mas acabamento interno
deixa muito a desejar.


Com forte apelo para aproximar
o usuário da vida ao ar livre, a Ford fez
estardalhaço no lançamento do EcoSport,
apostando todas as fichas na sua ‘personalidade’
de utilitário esportivo. Desenvolvido a
partir da plataforma do Novo Fiesta e disponível
com o mesmo leque de opções de motores
– 1.0 Supercharger, 1.6 L RoCam e 2.0 L 16V
Duratec –, o modelo tem ‘cara’
de parrudo, com todas as características
de veículos de múltiplo uso, mas
ausência de tração nas quatro
rodas caracteriza o modelo mais como uma perua
versátil, melhor para aplicações
descontraídas e leves, do que como um autêntico
veículo fora-de-estrada.


É uma pena. Com bons ângulos
de ataque (28 graus) e saída (34 graus),
maior vão livre do solo (200 mm), pneus
exclusivos 20/65, rodas de 15 polegadas, suspensões
calibradas para uso mais pesado e câmbio
manual com primeira e segunda marchas mais curtas,
o EcoSport poderia ser insuperável no fora-de-estrada,
mas a tração 4x2 dianteira e a falta
de marcha reduzida limitam seu desempenho por
caminhos mais severos.


Mas considerando que a grande
maioria dos proprietários de autênticos
veículos 4x4 só utiliza esse recurso
esporadicamente, e que esse equipamento elevaria
sensivelmente o custo final do modelo, o EcoSport
é uma excelente opção de
compra para usuários que curtem atividades
ao ar livre, mas que precisam do mesmo veículo
para uso diário. Além disso, com
seu visual moderno, agressivo e robusto, mesmo
não sendo um utilitário esportivo
autêntico, o EcoSport agrega o mesmo status
oferecido pelos modelos 4x4.


A versão XLT equipada com
motor 1.6L RoCam testada por WebMotors apresentou
performance honesta tanto na cidade, quanto nas
estradas asfaltadas e de terra. Com apenas 98
cv de potência máxima e pesando 1.186
kg (vazio) o modelo não é um primor
de desempenho, mas também não decepciona.
Segundo a Ford, essa versão, que custa
R$ 40.360,00 (09/04/2003), é a que oferece
melhor relação custo-benefício.
O carro é moderno, tem desempenho razoável,
visual charmoso, vem bem equipado, mas o acabamento
decepciona.


Todos os outros concorrentes desse
mesmo segmento, de utilitários esportivos
compactos, são importados – exceto
o Mitsubishi TR4, produzido parcialmente em Catalão,
GO – e, portanto, custam muito mais. Mas
em compensação todos oferecem tração
4x4, optativa ou integral, alguns têm até
reduzida, e outros disponibilizam até o
sofisticado bloqueio do diferencial central, características
que os tornam realmente veículos fora-de-estrada,
e garantem desempenho muito superior ao do EcoSport
em situações radicais de rodagem.





























































VISUAL É
O PONTO FORTE



Tem cara de parrudo, mas suas linhas são harmônicas
e suaves

Com desenho jovem e moderno, o EcoSport tem aparência
ao mesmo tempo de veículo robusto e esportivo.
Na dianteira, além da entrada de ar em forma
de trapézio, ganham destaque especial os faróis
com lentes de linhas retas e refletor interno redondo,
que incorporam também as luzes dos piscas. Os
pára-choques, com entrada de ar em forma de trapézio
e com faróis de neblina embutidos têm desenho
especialmente robusto, ganchos para reboque e vêm
pintados na mesma cor da carroceria, assim como os retrovisores
externos e as molduras laterais.



A traseira também tem personalidade. O pára-choque,
que segundo a fábrica pode suportar o peso de
uma pessoa em pé, serve de degrau para facilitar
o acesso ao porta-malas e ao bagageiro no teto. Uma
ampla porta traseira, de abertura horizontal a partir
do lado direito, traz embutida a luz elevada de freio.
O estepe fixado do lado de fora permite remoção
fácil e é protegido por sistema antifurto.



Compacto, o modelo tem 4.228 mm de comprimento, 1.734
mm de largura e 200 mm de altura livre do solo. O porta-malas,
com capacidade para apenas 296 litros, é seu
‘calcanhar de Aquiles’, compensado pela possibilidade
de se rebater o banco traseiro, ampliando o espaço
para 712 litros.


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BEM-EQUIPADO,
MAS MAL ACABADO




Nível de equipamentos é bom, mas acabamento
interno decepciona


A posição de dirigir elevada que o EcoSport
oferece proporciona ampla visibilidade e aumenta a facilidade
de conduzir. Os bancos, revestidos em couro no carro
testado (opcional) são firmes, mas poderiam ser
mais envolventes. Curvas e sacolejos mais acentuados,
comuns, por exemplo, em trechos de terra, comprometem
o conforto.


O painel, herdado do Novo Fiesta, é formado
por uma única peça de plástico
injetado, com as características saídas
de ar circulares, mas os mostradores do quadro de instrumentos,
com bonito desenho, resumem-se ao velocímetro
e conta-giros.




O banco do motorista oferece regulagem de altura e o
do passageiro da frente traz embutido, debaixo do assento,
um amplo porta-objetos, suficiente para acomodar bolsas
grandes e até volumes do tamanho de um lap top,
e tem a vantagem de manter o objeto oculto. Curiosamente,
apenas o banco do passageiro da frente disponibiliza
encosto com bolsa para guardar revistas e outros volumes
pequenos. Outros 12 nichos de diversos formatos e tamanhos
garantem a praticidade necessária para transportar
adequadamente variados tipos de volumes.


A versão XLT é bem equipada. Oferece
de série direção hidráulica
com coluna regulável em altura, rodas de alumínio
de 15 polegadas com pneus 205/65 R15, limpador/lavador
do vidro traseiro, vidros verdes, console central integral,
relógio digital, espelho de cortesia para motorista
e passageiro da frente, ar-condicionado, air-bag para
motorista e passageiro, vidros elétricos dianteiros
e traseiros, farol de neblina, trava elétrica
das portas com controle remoto, retrovisores externos
com controle elétrico interno, bagageiro no teto
e porta-objetos no teto com luz integrada.



Outros detalhes aumentam a praticidade interna. O console
central, integrado ao painel, além de espaços
para acomodar pequenos objetos, tem um cinzeiro que
pode transformar-se num porta-copos. Há ainda
outros espaços para guardar objetos nas laterais
das portas dianteiras e do compartimento de carga. A
tampa do porta-luvas dispõe de um gancho retrátil
que, segundo a Ford, foi projetado para pendurar sacolas,
bolsas ou máquinas fotográficas. Criativo,
mas pouco prático. Pendurados nesse gancho, os
objetos ficam balançando incomodamente sobre
as pernas do passageiro. Melhor não utilizá-lo.



Desconsiderando os revestimentos mal aplicados e soltos
das colunas dianteiras, e mesmo utilizando material
plástico em profusão no amplo painel dianteiro,
o EcoSport tem acabamento razoável no habitáculo.
O compartimento de bagagem, porém, decepciona.
Além do tosco revestimento do piso, de péssima
qualidade e mal aplicado, a tampa da parte superior
do porta-malas é de material de qualidade duvidosa,
feia e frágil, com encaixes defeituosos e de
difícil manuseio.


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SUSPENSÕES
"DURINHAS"


Firmeza das suspensões otimizam
desempenho sem prejudicar conforto




A suspensão dianteira do EcoSport, do tipo McPherson,
e traseira, com eixo de torção semi-independente,
foram dimensionadas para suportar os trancos e barrancos
típicos das conduções mais esportivas
em terrenos acidentados. Durante a avaliação,
WebMotors percorreu com o modelo longos trechos de asfalto
e alguns quilômetros de estrada de terra com lama,
que comprovou essas qualidades.



Mesmo com cinco

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