Com motor de 272 cv, sete lugares e tração 4x4, o SUV da Jeep combina desempenho e praticidade para famílias grandes.
Ter sete lugares costuma significar abrir mão de alguma coisa. Em alguns casos é desempenho, em outros é conforto ou mesmo tecnologia. No caso do Jeep Commander Blackhawk Flex, a proposta é diferente: entregar espaço para a família sem abrir mão de uma condução mais envolvente.

Durante os dias de avaliação, o SUV mostrou que consegue cumprir bem o papel de carro familiar. Mas também deixou claro que existem algumas concessões inevitáveis quando se fala em um veículo de sete lugares.
Quem tem filhos sabe que espaço nunca é demais. Cadeirinha, carrinho, mochila, bolsa e compras do mercado rapidamente ocupam qualquer porta-malas.
É justamente nesse cenário que o Commander faz sentido. Com 4,76 metros de comprimento e entre-eixos de 2,79 metros, oferece uma cabine ampla para cinco ocupantes e ainda tem a terceira fileira de bancos para momentos específicos.
Mas vale a mesma observação que faço para praticamente qualquer SUV de sete lugares: existe um compromisso entre passageiros e bagagem.
Com os cinco lugares em uso, o porta-malas acomoda excelentes 661 litros. Já com os sete assentos ocupados, a capacidade cai para 233 litros.
Não é um problema exclusivo do Commander. É simplesmente a realidade da categoria. Na prática, isso significa que viagens com sete pessoas exigem planejamento de bagagem.

Um ponto que me chamou atenção foi a largura de 1,85 metro da cabine. No dia a dia, isso não chega a incomodar. Porém, quando duas cadeirinhas infantis ocupam os assentos laterais da segunda fileira, o espaço central fica bastante limitado.
Para famílias com crianças pequenas, é uma situação comum. E, nesse cenário, o lugar do meio acaba funcionando melhor para trajetos curtos.
Por outro lado, a Jeep pensou bastante no conforto dos passageiros traseiros.
Quem viaja na segunda fileira tem saídas de ar-condicionado próprias, ajuste da intensidade da ventilação e entradas USB dos tipos A e C, recursos que fazem diferença principalmente em viagens longas.

Assim como acontece em praticamente todos os SUVs derivados de plataformas monobloco, a terceira fileira não entrega o mesmo conforto das demais.
O acesso é simples e o espaço atende bem crianças ou adolescentes. Já adultos conseguem usar os bancos em trajetos curtos, mas acabam viajando com os joelhos mais elevados e com o encosto em posição mais vertical.
Mais uma vez, não é um defeito específico do Commander. É uma limitação típica da categoria.
Se existe um ponto que diferencia o Blackhawk das demais versões do Commander, ele está sob o capô.
O SUV usa o motor 2.0 Hurricane Turbo Flex de 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque, sempre associado a um câmbio automático de nove marchas e à tração integral. A velocidade máxima é de 220 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 7 segundos.
Na estrada, as retomadas são rápidas e as ultrapassagens acontecem com facilidade. Mesmo pesando quase 1,9 tonelada, o Commander responde muito bem quando o motorista exige desempenho. A frenagem também passa bastante confiança e acompanha a proposta mais esportiva da versão.
Existe apenas uma característica que percebi durante o uso: em acelerações mais fortes, o conjunto costuma manter o motor em rotações elevadas por mais tempo antes de efetuar algumas trocas de marcha.
Não chega a comprometer o desempenho, mas é um comportamento que fica perceptível ao volante.

Se o desempenho impressiona, o consumo não empolga na mesma proporção. Durante o período de avaliação, foi difícil ultrapassar a marca dos 7 km/l no uso misto entre cidade e estrada. Na maior parte do tempo, as médias ficaram entre 6,5 km/l e 6,8 km/l.
Os números oficiais do Inmetro indicam consumo de 8,2 km/l na cidade e de 10,6 km/l na estrada com gasolina.
Considerando o porte, o peso e a potência do veículo, não chega a ser uma surpresa. Ainda assim, quem busca economia encontrará opções mais eficientes dentro do segmento.
O Commander acumula uma série de soluções que fazem diferença no uso diário. O porta-malas tem abertura e fechamento elétricos, iluminação auxiliar e tomada de 12 Volts, recurso útil para viagens ou transporte de equipamentos.
Na cabine, há carregador de celular por indução, entradas USB-A e USB-C e ar-condicionado digital de duas zonas. Outro destaque é a central multimídia, que permite usar dois smartphones simultaneamente.
Na prática, isso possibilita que um passageiro use o aplicativo de navegação enquanto outro controla a playlist da viagem. É um detalhe simples, mas que funciona muito bem quando o carro está cheio.

Visualmente, o Commander não é um SUV que tenta chamar atenção a qualquer custo. Segue a identidade tradicional da Jeep, com linhas sóbrias e robustas.
Na versão Blackhawk, porém, alguns elementos conferem uma personalidade própria. Os acabamentos escurecidos, os logotipos em preto e as pinças de freio vermelhas criam um contraste interessante.
No interior, os bancos com acabamento que mistura couro e suede, além dos detalhes exclusivos da versão, reforçam a sensação de se estar a bordo de algo mais especial.
Também gosto da forma como a Jeep mantém pequenos elementos da história da marca espalhados pelo carro. Os tradicionais "easter eggs" continuam presentes e ajudam a criar uma conexão emocional que poucos concorrentes oferecem.

Quem pensa em levar para casa o Commander Blackhawk também precisa considerar os custos de manutenção de um SUV de quase R$ 330 mil.
Segundo a Jeep, as cinco primeiras revisões somam R$ 9.396. As manutenções devem ser realizadas a cada 12 meses ou 12 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro.
O seguro também exige atenção. Em uma cotação realizada com quatro seguradoras, considerando o perfil de um homem de aproximadamente 30 anos, casado e residente na cidade de São Paulo, o valor médio encontrado foi de cerca de R$ 24 mil por ano.
Como sempre, o valor pode variar significativamente de acordo com fatores como idade, CEP, histórico de sinistros e perfil de utilização do veículo.
Com preço sugerido de R$ 329.990, o Commander Blackhawk não é um SUV barato de comprar nem de manter. Mas entrega um pacote bastante completo de tecnologia, desempenho e espaço.

O Commander Blackhawk faz mais sentido para famílias que precisam de versatilidade, mas não querem abrir mão de desempenho.
Ele é o SUV ideal para quem usa sete lugares diariamente. Por outro lado, pode ter certa limitação em uma viagem - que exige o uso de todos os assentos bem como bastante espaço para bagagens.
Também é um modelo interessante para quem passa muito tempo na estrada. O motor Hurricane de 272 cv proporciona retomadas rápidas e ultrapassagens seguras, enquanto o bom pacote de tecnologia e assistência à condução ajuda a tornar as viagens mais confortáveis.
No fim das contas, o Commander Blackhawk é um SUV para quem busca um carro familiar completo, com capacidade para sete ocupantes quando necessário, mas sem abrir mão de desempenho, conforto e da experiência de dirigir um Jeep.
Qual é o preço do Jeep Commander Blackhawk?
O Jeep Commander Blackhawk tem preço sugerido de R$ 329.990. As cinco primeiras revisões somam R$ 9.396, com manutenções a cada 12 meses ou 12.000 quilômetros. O seguro anual gira em torno de R$ 24.000 para o perfil de um homem de 30 anos, casado e residente em São Paulo.
Qual é o motor do Jeep Commander Blackhawk?
O Commander Blackhawk usa o motor 2.0 Hurricane Turbo Flex, com 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque. O câmbio é automático de nove marchas, com tração integral. O SUV acelera de 0 a 100 km/h em 7 segundos e atinge velocidade máxima de 220 km/h.
Quantos lugares tem o Jeep Commander Blackhawk?
O Commander Blackhawk tem sete lugares, distribuídos em três fileiras de bancos. A terceira fileira é mais indicada para crianças e adolescentes; adultos conseguem utilizá-la em trajetos curtos, mas com espaço reduzido para as pernas e encosto em posição mais vertical.
Qual é a capacidade do porta-malas do Jeep Commander Blackhawk?
Com cinco ocupantes, o porta-malas do Commander Blackhawk acomoda 661 litros. Com todos os sete assentos em uso, a capacidade cai para 233 litros. Essa é uma limitação comum a SUVs de sete lugares com plataforma monobloco.
Qual é o consumo do Jeep Commander Blackhawk?
O Inmetro registra consumo de 8,2 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada com gasolina. No uso misto entre cidade e estrada, as médias tendem a ficar entre 6,5 km/l e 6,8 km/l, considerando o porte, o peso e a potência do veículo.
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JEEP - COMMANDER - 2025 |
2.0 HURRICANE 4 TURBO GASOLINA BLACKHAWK AT9 |
R$ 340990 |
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