Fiat 500 Cabrio é charmoso e gostoso de usar

Conversível é o mais barato a venda no país. Por R$ 60.200 vale o investimento


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Os cupcakes estão na moda. Talvez encantem pelo formato. Por certo o tamanho diminuto é a desculpa ideal para que as mulheres modernas e escravas da boa forma os comam. Costumam ser mais bonitos de se olhar do que gostosos de se comer. O preço é, na maioria das vezes, exorbitante pelo que o pequeno pedaço em formato de cogumelo oferece.

 

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Confesso que nunca os achei tão saborosos a ponto de comprá-los. A mesma sensação me surgiu quando o Fiat 500 Cabrio chegou para o teste do WebMotors. O título de conversível mais barato do país (começa em R$ 60.200) foi a desculpa para a avaliação.

 

Não que o preço seja uma pechincha, mas é que a concorrência é ainda mais cara. Porém isso é conversa para mais tarde.

 

Para deixar a história menos amarga e até compactuar com a ideia de guloseima a Fiat cedeu para teste um 500 com cobertura de framboesa, ou melhor, com teto na cor vinho e carroceria glacê (ops, em branco goioso).

 

O resultado deixou o Cabrio charmoso, assim como a bola de açúcar que faz bonito nas prateleiras das docerias. Talvez, o designer do 500 goste de cupcakes. Já o pessoal do marketing com certeza aprovou a ideia bicolor, já que a combinação deixa o pequeno R$ 3.812 mais caro. Isso porque o “recheio extra” faz parte do Kit Cabrio 2, que inclui ainda bancos forrados em couro, retrovisor elétrico fotocrômico, áudio Alpine premium, sistema Blue&Me (comando de voz) e ar-condicionado digital.

 

Toda vez que, por um acaso do destino, um cupcake vem parar na minha mão e, na sequência, em meu estômago sinto que o doce é pequeno demais para satisfazer minha vontade por açúcar. O 500 Cabrio também não é feito para gulosos. Só é possível viajar com conforto se você estiver acomodado no banco dianteiro. Até porque o traseiro está lá mais como enfeite. O mesmo vale para o porta-malas, que tem apenas 153 litros de espaço. A solução é reclinar o encosto de trás e estender as bagagens sobre ele. Nesta configuração, o Cabrio carrega até 518 litros de carga.

 

Devo admitir que o 500 conversível tem os seus gracejos. Assim como o cupcake, que apesar de tudo é um doce. O teto, por exemplo, é feito em lona como nos antigos automóveis e permite fases de abertura. Pode ser recolhido por completo, até a metade ou então deixar apenas um vão que propicia ao pequeno uma espécie de teto solar. Os equipamentos também contribuem para o ar retrô.

 

O painel de instrumentos com todos os indicadores circulares está em sintonia com os comandos do rádio, do ar-condicionado, dos botões dos vidros elétricos, dos encostos dos bancos, da manopla do câmbio e por ai vai. A Fiat se esmerou em deixar o 500 um conversível cheio de estilo. Muito semelhante a um cupcake, como insisto em dizer, que pode até não ser tão gostoso, mas é bem bonito.

 

Astral de festa hippie

 

Ainda meio rabugento com o carrinho, saio para a primeira volta. Mesmo a contragosto e até com um certo medo (já que o teste se deu em São Paulo) resolvo baixar todo o teto. Afinal de contas é um teste com um conversível.

 

Que reviravolta. O 500 Cabrio devolveu a minha antipatia com muito alto astral. É muito divertido rodar com este Fiat. É como estar nos anos 70 participando de uma festa hippie. Todos querem interagir com o carro. Desde crianças até os mais velhos. É como se as pessoas fossem, no mínimo, suas conhecidas.

 

Já testei alguns conversíveis. A maioria deles passam um ar de status e requinte, costumam causar mais antipatia e inveja do que admiração. Como o 500 Cabrio é diferente. Talvez porque o cupcake está na moda. Eu não sei. Mas é um fato. Os outros motoristas são gentis, durante todo o teste não escutei uma única buzinada. As mulheres também tem uma atração especial pelo conversível. Arrisco a dizer que é um carro para quem quer se dar bem com as mulheres. Elas olham descaradamente para o 500 Cabrio.

 

Mecânica

 

Outra boa surpresa do conversível foi o motor 1.4 16v, que rende até 105 cv de potência e está em sintonia com o câmbio automático de seis marchas. O conjunto casa com a proposta do veículo.

Tem funcionamento suave, sem vibrar em demasia ou produzir muito ruído. Há ainda a possibilidade de mudar o ânimo do 500 Cabrio com a tecla Sport e as trocas manuais de marcha na alavanca de câmbio.

 

A suspensão mais dura deixa o conversível esperto nas curvas, mas nada de abusar. Em todo caso, o modelo conta com freios ABS, EBD (corretor de frenagem eletrônico), ESP (controle eletrônico de estabilidade), ESS (sinalização de frenagem de emergência) e BAS (assistência hidráulica aos freios). Por mais R$ 1.414, a versão pode trazer airbags laterais e de joelho.

 

Conclusão

 

O 500 Cabrio não merece a comparação com o cupcake. O conversível é muito mais gostoso do que o projeto de cogumelo. É verdade que o carrinho não é nenhuma pechincha. Mas dá um banho no Smart Fortwo (R$ 72.500), o segundo colocado no ranking de preços de conversíveis no país.

 

Se você tem R$ 60.200 no banco e uma vida financeira resolvida vale a pena o investimento.

 

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