Fiat 500C Abarth: bicho de peçonha

Versão mais apimentada do subcompacto ultrapassa os 200 km/h


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– Pequenas joias do mercado automobilístico europeu não têm mesmo vez no Brasil. Enquanto a versão mexicana – isenta dos tributos de importação – do Fiat 500 não chega para tornar o preço do subcompacto mais atraente, os europeus já podem experimentar uma versão preparada do modelo: o Abarth 500C Competizione. Arquitetada pela Abarth, divisão de modelos de competição da Fiat, cujo emblema é um escorpião, a versão esportiva e conversível do compacto é vendida na Itália por 27.300 euros – cerca de R$ 61.500. O preço é quase 6 mil euros – ou R$ 13.500 – maior que a versão de topo do 500C vendida por lá.

A Abarth é uma marca austríaca que fez carreira nos anos 50 e 60 ao preparar carros de corrida que despontaram em diversas categorias da alta velocidade. Nos anos 70, foi adquirida pela Fiat e passou a construir versões de competição. Foi abandonada por um tempo mas, nos últimos anos, a Fiat decidiu reativar a marca com edições esportivas de seus modelos – como Stilo Abarth e Grande Punto Abarth. O pequeno 500C com a insígnia do escorpião ficou famoso depois que um empresário chinês encomendou uma unidade com detalhes em ouro e diamante, que ultrapassou o valor de R$ 1 milhão. Na versão Competizione, o foco é a potência e a velocidade.

O conversível é equipado com motor 1,4L 16V Turbo T-Jet MTA com 4 cilindros em linha, capaz de desenvolver 140 cv a 5 mil rpm e torque de 18,4 kgfm a 3 mil rpm – isso para um carrinho de apenas 930 kg. O turbo tem ainda a função overboost que eleva o torque a 21 kgfm a 3 mil giros por alguns segundos. Para dar uma ideia, a versão mais potente do Fiat 500C, equipada com o mesmo motor 1,4L 16V, mas sem turbo, desenvolve 100 cv a 6 mil rpm e 13,4 kgfm de torque a 4.250 giros. A velocidade máxima do conversível é de 205 km/h. A Abarth garante que o pequeno esportivo sai da inércia aos 100 km/h em 8,1 segundos.

Equipado de série com a caixa de cinco velocidades sequencial Competizione, o conversível pode ser conduzido nas opções automática e manual – ambas disponíveis com o modo Sport, que tanto modifica o tempo de mudança das marchas quanto habilita o overboost – recurso que também está disponível no recém-lançado Bravo T-Jet. Quando utilizado, o sistema modifica a configuração da injeção eletrônica do motor e a pressão do turbo.

Para melhorar a performance do esportivo, a Abarth também providenciou mudanças na carroceria, como o spoiler traseiro. Mas além de distribuir o fluxo de ar de forma mais eficaz, ele também minimiza a turbulência quando o veículo roda com a capota aberta, que tem acionamento elétrico. A identidade do Abarth 500C também é caracterizada por duas saídas de escape integradas ao difusor traseiro, as minissaias laterais e os frisos cromados – sem contar o logotipo do escorpião na altura das maçanetas. A versão envenenada do 500C também pode ser encomendada com pintura bicolor: preto Scorpione e branco, e cinzento Pista e cinzento Campovolo.

Outros itens que fazem parte do esportivo são sensores de estacionamento, sistema de som com comandos no volante, freios ABS e controle de estabilidade. A novidade fica por conta do sistema TTC – Torque Transfer Control –, que é acionado por meio de um botão no console central e amplia a transferência de torque para as rodas, estabilizando o comportamento dinâmico do pequeno esportivo nas curvas.

Impressões ao dirigir: escorpião crescido
Por Bruno Castanheira do Automotor/Portugal Exclusivo para Auto Press
Lisboa/Portugal –
Ao contrário do que se diz por aí, este Abarth não é mais indicado para o público feminino. As versões convencionais talvez sejam, mas este escorpião italiano tem potencial para cair no gosto masculino. No habitáculo do carrinho, o volante de três raios com o símbolo da Abarth ao centro chama a atenção. A espessura é perfeita e as dimensões, exatas. O banco oferece um encaixe perfeito.

Os pedais e apoio para o pé esquerdo, em alumínio, estão bem situados. Os mostradores, com grafismo branco, dispõem de um bônus: do lado esquerdo do volante surge o indicador da pressão do turbo. O câmbio tradicional foi substituído por botões: um para andar para a frente, A/M para comutar os modos automático e manual, N para ponto-morto e R para marcha a ré. No modo M, é possível engrenar as mudanças sem tirar as mãos do volante: para subir as marchas, usa-se a borboleta da direita e para reduzir, a da esquerda.

O condutor não pode desativar o controle de estabilidade. A segurança vem em primeiro lugar, mas, sendo este um modelo de caráter esportivo, que prima pela eficácia, faria todo o sentido que o ESP pudesse ser desativado. Quando atinge a velocidade máxima, auxiliado pela função overboost – que disponibiliza mais torque –, o pequeno esportivo flutua um pouco e fica leve como uma pena, mas nada que assuste. A suspensão dura é mesmo necessária.

A boa motricidade deve-se, também, aos opcionais pneus 205/40 Z R17. A capota pode ser aberta de forma totalmente automática. Coisa que não é muito indicada para velocidades extremas. Em condução esportiva, a intromissão do vento só incomoda.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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