Fiat Fiorino melhora não apenas no visual

Furgão recebe mais equipamentos, nova suspensão e fica mais flexível


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O frentista se aproxima e dispara “bacana este novo Fiorino. Está bonito. Já era hora de mudar”. Confesso que nunca olhei para o furgão da Fiat com especial atenção para o seu design. Até porque o modelo seguiu praticamente com o mesmo desenho desde o seu lançamento, ainda na década de 80. Porém, depois de tantos anos a fabricante mudou radicalmente o seu comercial leve compacto.

Tamanha demora na atualização se deve, talvez, ao sucesso nas vendas. O Fiorino é líder de mercado há 23 anos. Dizem os comerciantes que o custo-benefício do modelo é seu grande diferencial frente aos concorrentes. Porém, na tabela, esta diferença não existe. Também o modelo foi perdendo rivais ao longo do caminho. O Peugeot Partner e até a Volkswagen Kombi deixaram de ser vendidos. Atualmente, apenas o Renault Kangoo, é um forte candidato a roubar vendas do Fiorino. O modelo de origem francesa parte de R$ 40.895 (1.6 16v Hi-Flex) enquanto o Fiat básico sai por R$ 41.230 (1.4 Evo Flex).

No caso do Renault, a inclusão do ar-condicionado mais a direção hidráulica elevam o preço do modelo em R$ 4.700. No Fiat, os equipamentos podem ser vendidos em separado (ar-condicionado por R$ 3.369 e direção hidráulica R$ 2.199) ou no kit Celebration 1 por R$ 4.895, que é mais vantajoso. Além dos equipamentos citados, o kit traz ainda para-brisa degradê, brake light, computador de bordo, conta giros, faróis de neblina, retrovisores externos com comando interno mecânico, travas e vidros elétricos.

Os opcionais são um diferencial do modelo. O Fiorino pode vir equipado com um prático sensor de estacionamento traseiro por mais R$ 696, o rádio com USB e entrada para MP3 (sem opção de toca CD) custa R$ 176, já o kit conforto, que inclui apoio para o pé do motorista, banco do motorista com regulagem de altura, espelho no para-sol do passageiro e volante com regulagem de altura sai por R$ 325.

A versão cedida para teste trazia quase todos os opcionais, o que elevou o preço do modelo para R$ 46.997. A carroceria vermelha tornava o furgão ainda mais destacado na multidão. O desenho, como bem lembrou o frentista, ficou harmonioso. A melhora não foi apenas estética, segundo a Fiat, as alterações deixaram a aerodinâmica 6% mais eficiente o que ajudou a baixar em torno de 5% o consumo de combustível na comparação com a geração anterior.

A dianteira, como é tradição, é praticamente igual ao do Uno. A diferença fica pelos retrovisores externos maiores que os do hatch, já que é preciso ter uma boa área para enxergar a traseira. Lembre-se, não há retrovisor interno, no lugar há a opção de um prático porta óculos.

Por dentro, o modelo continua espartano, situação típica de um veículo destinado ao uso comercial. O banco do motorista, por exemplo, não recua tanto, o que compromete a ergonomia para pessoas com mais de 1,90 metro. O estepe fica afixado atrás dos bancos, junto com um espaço capaz de acomodar, no máximo, uma mochila e uma sacola. O resto da carga tem que ficar na traseira do furgão.

Aliás, por falar em carga, a capacidade de peso para o transporte de equipamentos foi um dos itens que melhorou com a nova geração. O Fiorino agora é capaz de transportar até 650 kg, 20 kg a mais do que o seu antecessor, que tinha base do Mille. Com a nova plataforma, o modelo ficou 200 milímetros mais comprido, 21 mm mais largo, 27 mm mais alto e com um entre-eixos 140 mm maior. Estranhamente a capacidade do compartimento de carga baixou de 3.200 para 3.100 litros.

Mecânica

Sob o capô, o Fiorino vem equipado com o motor do Uno: o 1,4L EVO Flex, capaz de entregar 85 cv a 5.750 rpm (gasolina) e 88 cv a 5.750 rpm (etanol). O torque, que é um dado importante para um veículo que transporta cargas, é de 12,4 kgfm a 3.500 rpm (gasolina) e 12,5 kgfm a 3.500 rpm (etanol). Não é muito. O Renault Kangoo, por exemplo, entrega até 15,3 kgfm a 3.750 rpm (etanol) com o motor 1.6 Hi-Flex.

Durante o teste, o Fiorino foi usado no transporte de produtos de casa, de luminária até um sofá. Um ponto que melhorou foi o da abertura das portas traseiras. Agora é possível abrir as portas em até 180 graus. Basta soltar uma trava. O recurso facilita a acomodação de objetos grandes, como um armário.

Com o baú cheio, o Fiorino perde um pouco de força nas subidas, o que era de se esperar. Porém, mesmo devagar o furgão segue sem maiores problemas. Agora, tendo o freio com auxílio de ABS (item obrigatório por lei), o modelo ficou mais seguro nas frenagens. Ajuda também a carroceria que, segundo a Fiat, está 27% mais rígida que a antiga geração.

A suspensão traseira, com eixo de molas, também é nova. Sua arquitetura é derivada da picape Strada. Com a área de cargas vazia, a suspensão é bastante rígida para transpor buracos e lombadas, mas não chega a incomodar.

O Fiorino evoluiu não apenas na parte estética, como salientou o frentista do posto de combustível, mas também na mecânica e em equipamentos. Se já era líder de vendas na categoria, agora tem tudo para ampliar a sua vantagem. Mesmo tendo o Renault Kangoo como um bom concorrente.

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