Fiat Stilo Blackmotion não se livra do peso dos anos

Bem vendido, hatch já deveria ter sido substituído há dois anos pelo Bravo, que só deve ser lançado no Brasil no ano que vem


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- Quando um automóvel começa a ganhar muitas versões especiais em seguida ou é escolhido para "mostrar as novidades de uma marca", tenha certeza: ele está no fim de seu ciclo de vida. Basta olhar para o VW Polo, que ganha versão atrás de versão BlueMotion, E-Flex, I-Motion etc. e para o Fiat Stilo, outro carro que merece entrar para a galeria “Highlander” do mercado nacional, infelizmente bem povoada por automóveis que, no exterior, já saíram de linha há alguns anos. A versão Blackmotion, que oferece uma boa quantidade de itens de série, é mais um indício dessa peculiaridade brasileira. Por melhor que seja seu pacote, ela não livra o Stilo do peso dos anos.

O hatch médio da Fiat ganhou uma reestilização que o tornou mais atraente aos olhos dos consumidores, além de ser vendido a um preço que enche os olhos dos interessados e poupa seus bolsos. Na cabeça da clientela menos ligada ao mundo automotivo, é um carrão vendido a um preço acessível. Para quem conhece a história um pouco melhor, ele é um projeto antigo, que já pagou seus custos de desenvolvimento e, portanto, pode ser vendido a um valor menor por ter se tornado obsoleto.

O Stilo Blackmotion, comercializado apenas em duas variações da cor preta sólida e metálica,oferece teto solar SkyWindow, ar-condicionado digital de duas zonas, câmbio manual automatizado Dualogic com borboletas para troca atrás do volante, bancos de couro, computador de bordo, HSD High Safety Drive, que inclui ABS, freios a disco nas quatro rodas e airbags dianteiros para motorista e passageiro, volante com regulagem de altura e profundidade e toca-CD com MP3, WMA, Bluetooth e entradas USB e auxiliar, para iPod. Equipar um Stilo com tudo isso custaria muito mais do que os R$ 65.675 cobrados pela série especial, o que a torna um excelente negócio. Pelo menos para quem já considerava a compra do hatch médio da Fiat.

O modelo que avaliamos tinha também vidros traseiros de acionamento um-toque, com sistema antiesmagamento que deveria ser de série em qualquer veículo com vidros elétricos, airbags laterais e de cortina e sensores de chuva, iluminação e de estacionamento. Isso elevou o valor do carro para R$ 70.671. É o preço de um Honda City completo, mas nem de longe o sedãzinho tem o mesmo nível de equipamentos do Stilo. Ainda assim, há opções nessa faixa de valor que talvez valha considerar, como o Honda Civic e o Toyota Corolla. Mais conservadores, mas bem mais atuais e melhores de dirigir.

Ao volante

A série especial Blackmotion tem apelo para quem quer um veículo repleto de itens chamativos, mas não necessariamente indispensáveis. O conceito de carro completo, aliás, é bastante relativo. Para alguns, completo é ter ar, direção , vidros e travas elétricas. Para outros, é ter mais funções do que o carro do vizinho. E isso o Blackmotion tem.

O problema é o Blackmotion também ter a dianteira longa e baixa do Stilo, que raspa em qualquer valeta e lombada com a maior facilidade. O acabamento da unidade que avaliamos estava bem melhor que o de alguns outros Stilo que já estiveram conosco, mas já ouve casos de para-sois que desciam sozinhos, de porta-luvas mal encaixados e outros problemas semelhantes de acabamento. É outra herança que torcemos para o Blackmotion não carregar.

Em termos de desempenho, o motor 1,8-litro, de origem GM, é ultrapassado e barulhento. Ele também vibra um bocado, ainda que isso possa ser confundido com alguma veia esportiva do carro. Ele até acelera bem, mas merecia um motor mais moderno e suave, como o que equipava o Marea. Economia também não é o forte do propulsor, que deve se aposentar com o Stilo.

O câmbio Dualogic oferece comodidade no trânsito das grandes cidades e é uma opção a considerar para quem não quer gastar a perna esquerda no pedal da embreagem, mas oferece um estilo de condução com o qual ou você se acostuma e isso não é difícil ou vai ficar insatisfeito, pensando seriamente em um automático convencional.

Para encurtar a história, o Stilo, quando era um veículo atualizado e interessante, não vendeu tanto quanto a Fiat esperava. Envelhecido, ele começou a dar o resultado que se esperava dele, até surpreendeu. O problema é que isso adia a chegada do Bravo, um hatch médio que já está dois anos atrasado por aqui. Esse é mais um dos mistérios do mercado brasileiro. E um exemplo simples, mas incontestável, de por que nossos carros são tão desatualizados. Porque há demanda.

FICHA TÉCNICA – Fiat Stilo Blackmotion

MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, duas válvulas por cilindro, comando simples no cabeçote, flexível em combustível, refrigeração a líquido, 1.796 cm³
POTÊNCIA114 cv álcool/112 cv gasolina a 5.500 rpm
TORQUE 181 Nm álcool/175 Nm gasolina a 2.800 rpm
CÂMBIO Manual automatizado Dualogic de cinco velocidades
TRAÇÃODianteira
DIREÇÃO Com assistência elétrica, por pinhão e cremalheira
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 17”, de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 215/50 R17
COMPRIMENTO 4,25 m
ALTURA 1,54 m
LARGURA 1,76 m
ENTREEIXOS 2,60 m
PORTA-MALAS 350 l a 430 l, com os bancos traseiros recolhidos
PESO em ordem de marcha 1.235 kg
TANQUE58 l
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com eixo de torção
FREIOS Discos na dianteira e discos sólidos na traseira
CONSUMO Consumo urbano de 8,2 km/l álcool/11,2 km/l gasolina; consumo rodoviário de 12 km/l álcool/16,3 km/l gasolina
CORESPreto Vesúvio e Preto Vulcano
PREÇOR$ 70.671 conforme avaliado


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