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Fiat Toro Freedom com motor diesel é certeira

Versão é opção para quem quer fugir do motor flex e tração 4x4


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A versatilidade é sem dúvida tudo que a Fiat buscou colocando a Toro no mercado brasileiro. Além do óbvio, que é planejar um carro que tivesse a praticidade e robustez de uma picape com a sofisticação e conforto de um SUV, a forma como a marca distribuiu as versões da Toro permite que ela fale com vários tipos de necessidade, mais ou menos como é com o Renegade.

Se quer apelo urbano, ela oferece as versões com motor 1.8 flex de 139 cv. Mas talvez essa não seja a ideal pelo desempenho preguiçoso do motor derivado do Linea. A opção então passa a ser o motor 2.0 turbodiesel de 170 cv.  E o segredo para não pagar R$ 40 mil a mais pelo motor mais potente é a versão Freedom, que além do 2.0 turbodiesel vem com câmbio manual e tração dianteira.

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Mas antes, um esclarecimento. Observe bem as fotos, é quase impossível perceber a diferença da nossa Freedom para uma Volcano. E isso se dá por causa dos opcionais oferecidos pela versão intermediária. Básica, ela custa R$ 93.900. Com todos os opcionais que vieram com a unidade avaliada, o preço dispara para R$ 110.065.

De série, a Toro Freedom oferece controle de tração e estabilidade, ar condicionado, direção elétrica, piloto automático e sensor de estacionamento traseiro. O adicional da nossa versão traz rack de teto, bancos de couro, sensores de chuva e crepuscular, central multimídia com tela de 5 polegadas, grade dianteira cromada, câmera de ré e até rodas de liga leve de 17 polegadas. Se quiser teto solar, o preço sobe para R$ 113.786, beliscando a Volcano básica.

No entanto, a Toro mostra seu valor no conjunto mecânico e no bom acerto da suspensão. Os 170 cv e 35,7 kgf.m são muito bem distribuídos graças ao bom escalonamento do câmbio manual de seis marchas.

Da primeira à terceira marcha, as relações são curtas, garantindo agilidade para a cidade. Da quarta à sexta, elas são mais alongadas focando no ciclo de estradas e no baixo consumo de combustível. Em sexta marcha, rodando a 120 km/h o motor se acomoda em pouco mais de 2 mil rpm, o que também garante que o ruído do motor não seja alto a ponto de incomodar o bom isolamento acústico da cabine.

Sem nenhum buraco de de força entre as marchas a Toro atinge os 100 km/h 9,5 s, fazendo 10 km/l na cidade e 14 km/l na estrada – com 60 litros no tanque, esse consumo representa autonomia de quase 900 km. Tudo isso com engates curtos, macios e precisos e em retomadas cheias de fôlego.

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A suspensão cumpre a proposta de trazer dinâmica de carro em uma picape. A carroceria construída em monobloco é sólida e a suspensão traseira com estrutura multibraços garante estabilidade em altas velocidades e conforto em ondulações e buracos. Com a caçamba cheia o comportamento é o mesmo.

A forma como a Toro encara o caminho com a caçamba cheia também é de se elogiar. Além do comportamento já citado, o motor também responde muito bem. Mesmo com a suspensão multibraços, ela promete carregar até uma tonelada nos 820 litros da caçamba. Diferente do normal, a tampa se abre como uma porta bipartida – o que facilita o acesso ao compartimento em espaços menores.

Os 2,99 m de entre-eixos da picape deixam a cabina espaçosa especialmente para quem vai nos bancos traseiros. Mesmo com os dianteiros relativamente ajustados pra trás, uma pessoa com 1,75 m viaja sem problemas na Toro. O angulo do encosto traseiro também contribui pra isso. Diferente da maioria das picapes, ele não é tão reto se comparado a um SUV ou outra carroceria.

Ainda internamente a qualidade de construção se apresenta pelo silencio dentro do habitáculo. O acabamento, apesar de não usar plásticos tão sofisticados no painel e na lateral da portas por exemplo, é sólido, sem peças desalinhadas, soltas ou fazendo barulho.

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Sentado no banco do motorista, tudo está a mão. Graças aos ajustes de altura e profundidade do volante e altura do assendo, é facil se acomodar, mesmo para quem gosta de se posicionar mais baixo e perto do assoalho, como é o meu caso. O cluster é bem desenhado e o computador de bordo acomodado entre os manômetros pode ser controlado pelos comandos no volante, assim como a central multimídia. Apesar de pequena, as funções do sistema são bem satisfatório, com GPS integrado, conexão via Bluetooth ou entrada USB e visor da câmera de ré.

O bom pacote é embalado em embalagem bem desenhada. Moderno, o design da Toro não cansa e chama atenção pela imponência e robusteza das linhas. Perto de sua concorrente direta, a Renault Duster Oroch, por exemplo, a Toro parece ser de um segmento muito superior, tanto em tamanho quanto em conteúdo.

Por tudo isso, a Toro Freedom ainda é uma boa compra. O preço não é convidativo, claro. Mas é uma opção completa e bem mais em conta para quem quer a força e economia do diesel para um uso mais diário e urbano, sem precisar pagar mais por tração integral e câmbio de nove marchas da Volcano. A vantagem é que se quiser bagunçar no fim de semana, como fizemos nas fotos, ela também estará bem disposta pra isso.

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