Para o EcoSport PowerShift são duas versões de acabamento. A SE, de entrada, inclui entre seus equipamentos assistente de partida em rampa, sistema AdvanceTrac com controle de estabilidade e tração, assistência de frenagem de emergência, faróis de neblina e rack de teto, por R$63.390. Como os demais modelos da linha, traz também airbag duplo, freios ABS, SYNC Media System com Bluetooth e comandos de voz, ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e espelhos elétricos e volante com regulagem de profundidade e altura.
O modelo PowerShift Titanium oferece como itens adicionais: grade cromada, rodas de liga leve aro 16, ar-condicionado digital, sistema de acesso inteligente e partida sem chave, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, sensor de estacionamento e retrovisor eletrocrômico, por R$70.890. Dispõe ainda da opção de airbags laterais e de cortina e bancos de couro, por R$3.700.
PowerShift
Antes de analisar como anda o EcoSport com a nova transmissão, vamos entender como ela funciona. Um dos grandes diferenciais para esta versão automatizada do EcoSport é a dupla embreagem, item geralmente encontrado em modelos esportivos de valor muito superior ao jipinho da Ford. A grande vantagem desta tecnologia são as trocas mais rápidas – cerca de 1/3 do tempo (0,2s) na comparação com a convencional, segundo a marca.
E como este sistema funciona? Uma caixa funciona como duas, trabalhando simultaneamente para trocas instantâneas. Uma embreagem atua engatando as marchas ímpares (1ª, 3ª e 5ª) enquanto a outra prepara as marchas pares (2ª, 4ª, 6ª e ré). Ou seja, a próxima marcha sempre está engatada.
A transmissão dispõe de três modos de condução: D, para trocas de marcha suaves e econômicas; S, esportivo, com um nível de rotação mais alto e preparado para retomadas; e manual sequencial, para o motorista usar a faixa de rotação de sua preferência.
O EcoSport PowerShift trabalha em conjunto com o motor Duratec 2,0L Flex. Ele entrega 146 cv de potência e torque de 19,68 kgfm quando abastecido com etanol. Quando utilizada a gasolina, são 140 cv e 18,86 kgfm.
Primeiras impressões
Em test drive realizado pela Ford partindo de São Paulo em direção à Itatiba, no interior do Estado, foi possível analisar como se comporta a nova transmissão. Em um primeiro momento enfrentamos o trânsito congestionado da capital paulista, onde o modelo mostrou um acerto preciso. As trocas de marchas são quase que imperceptíveis e só é possível notá-las lendo o conta-giros no painel de instrumentos. Isso também acontece pelo baixo nível de ruído do motor detectado dentro da cabine.
Já na estrada testamos o modo de condução esportivo em situações de ultrapassagens. Neste caso, mais uma vez a transmissão mostra sua inteligência, elevando os giros do motor e efetuando as trocas de marcha de forma eficiente e rápida. Contudo, o motor Duratec – com já alguns anos de vida – pareceu não acompanhar a destreza do câmbio e levou algum tempo para entregar a força exigida.
Também na estrada testamos o modo manual, que peca pela forma como as trocas são feitas. Há um botão no topo da alavanca que faz com que a tarefa se torne menos precisa e desconfortável.
O EcoSport PowerShift foi classificado com o padrão A de economia do Inmetro. Ele tem um consumo urbano de 9,7 km/l com gasolina e 6,7 km/l com etanol e de 11,8 km/l com gasolina e 8,0 km/l com etanol na estrada, medido segundo o padrão do programa brasileiro de etiquetagem veicular (CONPET), do Inmetro.
4WD
O Novo EcoSport 2.0 4WD é oferecido exclusivamente na versão FreeStyle. Ele já vem equipado com SYNC Media System com Bluetooth e comandos de voz, sensor de estacionamento, ar-condicionado e rodas de liga leve de 16 polegadas, além de direção elétrica, vidros, travas e espelhos elétricos, computador de bordo e pacote visual FreeStyle. Conta também com airbag duplo, freios ABS, controle eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac) e assistente de partida em rampa, com preço de R$66.090. Há ainda a opção de bancos de couro e airbags laterais e de cortina, por R$3.700.
Esta versão com tração nas quatro rodas, sem reduzida, tem controle que atua de modo permanente. O seu diferencial eletrônico garante transferência de torque a todo momento entre as rodas traseiras e dianteiras, para atender a demanda do veículo. Durante teste realizado em um pequeno circuito off-road, o EcoSport 4WD não decepcionou mas também não surpreendeu.
Mais uma vez o motor Duratec deixou de entregar a força necessária em baixas rotações para ajudar o carro em aclives mais íngremes, clamando por uma primeira marcha. Ponto positivo é a suspensão que, mesmo em condições de pista mais irregular, foi capaz de suportar o tranco e fazer com que os solavancos comuns de trechos fora de estrada fossem sentidos pelos ocupantes da cabine.