Ford Courier Flex usa cana para toda obra

Que vê cara não vê a disposição para o trabalho


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- A Courier ainda vende? Entre os modelos de sua categoria é a menos vendida, atrás, na ordem, de Fiat Strada, VW Saveiro e GM Montana. Mas para um carro de quase 10 anos sem alterações no visual, pode-se dizer que a picape pequena Ford vai razoavelmente bem no mercado. No mês de maio foram 812 unidades vendidas, com pouco mais de 4 mil no acumulado do ano.

Há duas versões de acabamento disponíveis, L e XL – além das especiais van e ambulância. A despojada custa R$ 29.960,00. Prova do destino essencialmente trabalhador da picape é a reduzida oferta de cores: apenas quatro, preto, branco, prata e vermelha.

Sua aplicação é essencialmente no trabalho, como define a própria Ford. E para esse público a Courier ainda tem qualidades a oferecer. A novidade recente foi a introdução do motor flexível em combustível, o mesmo 1,6-litro RoCam de Fiesta e Focus. Mas com diferenças em potência e torque, que podem ser explicadas pela instalação do motor, por exemplo.

A potência agora é de 96 cv com gasolina e 107 cv com álcool, ocorrendo em faixas de rotação pouco distintas: 5.250 rpm e 5.500 rpm, na ordem. Para comparação, no Fiesta a potência chega a 111 cv; no Focus, a 112,6 cv – nas mesmas faixas de rotação. O torque máximo é de 14,8 kgfm com gasolina e 15,6 kgfm com álcool, sempre a 4.250 rpm.

Segundo a fábrica, 90% da força produzida pelo motor estão disponíveis já a 1.500 rpm. E o diferencial foi encurtado, o que, somado ao torque, confere agilidade à Courier na cidade e em retomadas. A velocidade máxima é de 161 km/h com gasolina e 168 km/h com álcool. O modelo acelera de 0 a 100 km/h 13,4/12 segundos, gasolina/álcool.

A Courier flex tem bons números de consumo, tendo ficado mais econômica do que a versão apenas a gasolina, de acordo com dados da fábrica. Abastecido com gasolina, na estrada a Courier Flex roda 16,7 km/l e 11,3 km/l com álcool. Em percurso urbano, consegue rodar 12,7 km/l com gasolina e 8,0 km/l com álcool. Uma boa característica frente à concorrentes é a capacidade do tanque de combustível, de ótimos 68 litros. Com isso, tem-se autonomia de 968 km quando abastecida com gasolina, ou 626 km com álcool.

Com 2,83 metros de distância entre eixos, tem a maior caçamba do segmento, com 1,81 metro de comprimento, e que vem de série com o útil protetor. A capacidade de carga é de 750 kg, com mais de 1.000 litros de volume. É a única, por exemplo, em que se pode levar três motocicletas – para isso, basta remover a tampa da caçamba; sem removê-la cabem até duas motos. Aí, no entanto, está uma das falhas da Courier. A tampa é presa por um sistema fácil de se liberar, o que ajuda não só o usuário, mas também o meliante. O modelo avaliado, por exemplo, teve a tampa traseira furtada.

Ao volante, mostra o bom acerto das suspensões, independente na dianteira, tipo McPherson, e traseira por eixo rígido com molas semi-elíticas. Esta é uma solução robusta, que permite a utilização pesada sem que se comprometa sua durabilidade – desde que respeitados os limites de carga. A picape consegue agradar ao motorista, absorvendo bem as irregularidades do piso, sendo ainda firme o bastante para dar prazer ao dirigir.

Porém, mais do que o visual ultrapassado, a Courier tem como desvantagens a posição de dirigir, comprometida pela falta de recursos – não há ajuste de altura para o banco do motorista ou qualquer regulagem para o volante. Motoristas de maior estatura vão sofrer para acomodar-se com algum conforto – pior se tiverem de passar muito tempo ao volante.

Também pesa contra a falta de espaço interno. Graças ao inteligente desenho do painel, que tem sua seção direita recuada, é possível acomodar alguns objetos atrás do banco do passageiro. E só. Nisso, as concorrentes especialmente a Strada, mas na versão de cabine estendida levam vantagem.

Interessante é notar que apesar de tudo isso seu acabamento interno principalmente o isolamento acústico é superior ao do Fiesta...

No painel de instrumentos, que mantém o grafismo da linha Fiesta anterior – incluindo a iluminação verde –, apenas velocímetro, luzes-espia, termômetro do líquido de arrefecimento e medidor do tanque de combustível. Assim, não é possível aferir a rotação do motor em velocidade de cruzeiro, mas o modelo agrada pelo baixo nível de ruído na cabine.

A Ford afirma que o seguro da Courier é o menor do segmento, na prática o resultado foi diferente. Em cotações realizadas pelo site da Tokio Marine Seguradora, a picape Ford mostrou que não tem tanta vantagem assim sobre seus concorrentes. Na verdade, o preço de seu seguro é bastante semelhante aos de Chevrolet Montana e VW Saveiro – a mais cara das quatro picapes pequenas. A Fiat Strada permanece como a mais barata, com seguro cotado em R$ 1.750,00. Para segurar a Courier deve-se desembolsar R$ 2.500,00, mesmo valor da Montana. Seguro da Saveiro custa R$ 2.900,00. Todas as cotações foram feitas com o padrão de proprietário do sexo masculino, condutores acima de 35 anos, veículos equipados com rastreador e que rodem até 20 mil km por ano.

Embora sem charme e despojada, a Courier é ainda opção para quem busca uma boa companheira de trabalho.

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