O WebMotors andou no Chevrolet Onix e concluiu que o novato é superior ao Agile e um pouco inferior ao Sonic no quesito dirigibilidade.
Para esta avaliação o WebMotors rodou com o Sonic (hatch), na versão LTZ, transmissão manual, por uma semana em um circuito urbano. Abastecido com álcool o carro fez uma média de 8 km/l. Já com a gasolina o carro chegou a uma média de 10 km/l. Com um bom torque, 16,3 kgfm, e um baixo peso em ordem de marcha (1.186 kg), o Chevrolet Sonic é um modelo típico da cidade. Outro fator que influencia para a aptidão do modelo ao terreno asfaltado é o seu tamanho compacto. A desenvoltura, após a abertura de semáforos, é razoavelmente boa. De acordo com a GM, o hatch acelera de 0 a 100 km/h em 11,2s. Outro item que agrada no modelo é a sua suspensão, firme e precisa. Já um ponto não favorável aos motoristas que pretendem formar uma família é o pequeno porta-malas (265 litros), apesar da boa capacidade de carga do GM (429 kg).
Apesar da inovação, faltou o ponteiro de temperatura
Um artifício da GM para agradar todos os públicos foi buscar o uso de elementos parecidos com os acessórios de outros motores. O difusor de ar interno do Sonic imita uma turbina de avião e o painel imita os instrumentos usados nas motocicletas. Pesquisamos no WebMotors o painel de moto que se encaixaria no modelo da GM. O resultado não foi tão bem quanto imaginávamos: Kasinski Comet 250, Dafra Next e, um pouco melhor, Suzuki Bandit. Um detalhe curioso da história que idolatra os painéis de motos é que o único que não se encaixa nessa história é o da Yamaha XJ6. Na marca dos diapasões o modelo digital fica a esquerda e o analógico à direita. Segundo a GM, a ideia de colocar um modelo igual ao das motos foi com o objetivo de passar a mesma esportividade do mundo das duas rodas ao carro.
Apesar da inovação, faltou no painel do Sonic um ponteiro de temperatura. A luz espia que avisa quando o carro está em alta temperatura já era um recurso velho até no Fiat Uno.
Mundo dos Games para cativar um público específico
O Sonic traz várias informações para cativar o público dos anos 1980. Segundo a GM, o nome escolhido não foi o Aveo (nome do carro na Europa) por causa da sua sonoridade. O nome escolhido para o Brasil foi o mesmo do porco espinho, quase tão famoso quando o Mario Bros., da Nitendo (empresa de vídeo game), apenas por coincidência.
Os pontos positivos do Sonic:
Estilo, dirigibilidade, design e inovação são os pontos fortes do carro. Outro detalhe positivo é a visibilidade e a posição de dirigir. Durante a nossa avaliação ficou nítido que o Sonic antecipou aos brasileiros a nova plataforma da GM. Com ele foi indicado que, finalmente, a plataforma do Corsa 1 morreria.
Os pontos negativos do Sonic:
O hatch peca com algumas coisas que não condizem com a categoria que o Sonic atua. Por exemplo, o modelo não oferece encosto de cabeça e cinto de três pontos ao terceiro ocupante do banco traseiro. Outro detalhe que nos surpreendeu negativamente foi o consumo. Mesmo tirando o ar-condicionado da jogada, o número ficou abaixo dos 10 km/l. Talvez, se o carro tivesse um ar-condicionado digital, o consumo poderia até ficar melhor. Mesmo no computador de bordo, não conseguimos atingir uma marca acima do número 10. Outro detalhe negativo, já citado acima, é a ausência de um ponteiro para marcar a temperatura do motor. Para finalizar os percalços, recebemos relatos de consumidores que estão com dificuldades para encontrar peças de reposição para o carro. Um capô, por exemplo, tem a previsão de chegar após de três meses na oficina. A dificuldade na reparação, acaba influenciando no valor do seguro e consequentemente no da revenda.
FICHA TÉCNICA: Chevrolet Sonic
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