Hilux CS SR5 4x4

um carro da pesada


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As picapes ganharam seu espaço nas ruas
e estradas brasileiras há já alguns anos. S10
e Ranger são nomes comuns, conhecidos. A febre por estes
veículos já foi tão forte que levou à
criação de clubes especializados e à expansão
de esportes e competições e, claro, ao aumento
do faturamento das montadoras.

Algumas picapes importadas tornaram-se, também, alvo
de desejo, entre elas - e principalmente - a Dakota (Dodge,
primeiro importada, depois fabricada no Brasil e agora novamente
importada...) e a Hilux (Toyota, japonesa). Mesmo não
vendendo tanto quanto as nacionais, são desejadas por
muitos picapeiros. Seus preços, R$ 59.900,00 a Dakota
top de linha (V8, cabine estendida, turbo, 4x2) e R$ 54.193,00
a Hilux (também top de linha, cabine estendida, 4x4
etc).












As duas são caras e bem diferentes. Enquanto a Dakota
mostra um desenho moderno, com linhas arredondadas, a Hilux
tem a cara de uma picape de cinco, 10 anos atrás. Excesso
de cromados, linhas retas e grandes vazios fazem-na aparentar
ser um veículo mais pesadão, pouco ágil.


O que é uma falsa impressão. A Hilux é
pesada, sim: 1.630 quilos em ordem de marcha, mas é
fácil de dirigir. É ágil, mesmo sendo
cabine estendida e estando no trânsito urbano. Embora
necessite de grandes vagas - tem 4,85 m - estacioná-la
não é um problema. E, se são necessárias
várias manobras para fazer retornos ou entrar em vagas
mais apertadas, a direção hidráulica,
muito suave, torna tudo isso muito mais fácil.










Internamente, ela é confortável, tem instrumentos
e controles ao alcance dos olhos e das mãos (à
exceção do rádio, com botões minúsculos
e mal localizados). Não é particularmente bonita,
mas não espanta ninguém. Os bancos são
adequados ao corpo, há espaço razoável
atrás, a posição de dirigir é
agradável. Para pessoas de baixa estatura - abaixo
de 1,70 m, por exemplo - subir na picape exige um certo esforço,
pois os bancos são bem altos.





















Seu motor, diesel, de 77 cavalos a 3.800 rpm e 2,8 litros,
tem excepcional torque (17,7 kgfm a 2.400 rpm). Com isso,
a necessidade de trocas freqüentes de marchas diminui
muito, permitindo boas recuperações, saídas
de semáforos e acelerações para ultrapassagem
com rapidez.



O câmbio mecânico de cinco velocidades e os freios
(a disco nas quatro rodas), são outra referência
ao passado. O câmbio é de manuseio pesado, duro,
fácil de permitir o erro no engate; primeira e segunda
são muito curtas, e as outras três restantes,
adequadas - mas o veículo, em qualquer das cinco, sempre
parece estar preso, estrangulado, quando se pisa no acelerador.
E os freios precisam de acionamento firme, para ganharem eficiência.
Não dispõe de ABS. Aliás, a eletrônica
não se faz presente na Hilux.









Não é um carro para altas velocidades. Sua
estabilidade tem a máxima eficiência no fora-de-estrada
e, mesmo lá, pula bastante em qualquer obstáculo,
quer seja pedra quer seja um buraco no asfalto. Com carga
na caçamba (capacidade de carga cerca de 1.200 quilos,
dependendo do modelo), isso melhora e muito.



O comportamento fora-de-estrada da Hilux,
na avaliação de Ricardo Panessa, jornalista
especialista em 4x4, é peculiar. Veja
suas considerações:








Texto de Antonio Geremias e fotos de Murilo Goés




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