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Honda City EXL é acima da média

Sedã reúne requinte, boa mecânica e espaço; custo-benefício poderia ser melhor

por Marcelo Monegato

Com bom espaço interno, conjunto mecânico equilibrado, design atual e requinte superior à concorrência, o Honda City é uma excelente opção para os que buscam a racionalidade dos sedãs compactos, e que podem pagar um pouco a mais para contar com o respaldo de um das marcas que, reconhecidamente, tem um dos melhores serviços pós-venda do Brasil.

O WebMotors avaliou a versão topo de linha EXL, equipada com motor 1.5 16V SOHC iVTEC FlexOne e transmissão automática CVT (continuamente variável). O preço de R$ 69.000 é ‘salgado’, mas está em sintonia com seus principais rivais. O Ford New Fiesta Sedan, em sua configuração topo de linha Titanium Plus com propulsor 1.6 16V Flex e câmbio automático de seis marchas e dupla embreagem, sai por R$ 69.790. Já o Fiat Linea Absolute com motor 1.8 16V bicombustível e transmissão automatizada de cinco velocidades Dualogic (pior câmbio dos três) custa R$ 71.020.

O City tem lista de equipamentos de série recheada e sob medida: bancos, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, direção elétrica, ar-condicionado digital, sistema de áudio (CD Player, bluetooth e entrada USB) com tela LCD de 5 polegadas, computador de bordo, controlador e limitador de velocidade, retrovisores externos elétricos, travas elétricas, alarme, volante multifuncional, vidro elétrico nas quatro portas, câmera de ré, rodas de liga leve de 16 polegadas (pneus 185/55 R16), faróis de neblina, airbag duplo frontal e freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem). A garantia é de 3 anos.

O único opcional para esta versão é a pintura, que pode ser metálica ou perolizada, ambas custam R$ 990.

RODANDO

O City foca no conforto, e para isso se utiliza de um equilíbrio mecânico elogiável. O motor 1.5 16V bicombustível, que dispensa o tanquinho no motor para partidas a frio, entrega até 116 cv de potência a 6.000 rpm e torque de 15,3 kgf.m a elevados 4.800 giros, quando abastecido com etanol. O desempenho não impressiona, mas está muito longe de decepcionar. Mesmo pesando 1.137 quilos, as acelerações e retomadas são satisfatórias - quer um Honda mais esportivo? Vá de Civic.

O câmbio CVT casa muito bem com a proposta do Honda, e o fato de estar acoplado a um motor de capacidade cúbica intermediária, a sensação incômoda de primeira marcha eterna é amenizada. Mas o principal ganho desta sinergia câmbio+motor está nos índices de consumo. Na cidade, o número obtido de acordo com o programa de etiquetagem do Inmetro, o City obteve nota ‘A’ com ciclo urbano de 8,53 km/l (etanol) e 12,25 km/l (gasolina) – confira mais informações no infográfico.

Para tentar elevar um pouco o prazer ao volante, o City, nesta versão topo de linha, oferece aletas atrás do volante que permitem a troca de marchas, simuladas pelo sistema. É um item que poderia ser excluído para deixar o modelo mais barato, ou mesmo ser substituído por outros equipamentos mais interessantes e que alguns rivais já oferecem, como sensores crepuscular, de chuva e estacionamento traseiro, ou controles de estabilidade e tração. Até um GPS teria mais valor que as ‘borboletas’ atrás do volante para o City.

Seguindo a linha padrão da Honda, a suspensão (McPherson na dianteira e barra de torção na traseira), mesmo firme, absorve bem as imperfeições do asfalto. Não há batidas secas. Nas curvas mais acentuadas, a carroceria inclina pouco, assim como nas frenagens mais bruscas, transmitindo segurança ao motorista.

INTERIOR

A posição ao volante é muito boa. Com ajuste de altura do banco e regulagens de altura e profundidade da coluna de direção é fácil sentir-se à vontade no City. Os comandos estão todos à mão – ponto positivo para o volante multifuncional. O painel de instrumentos traz todas as informações necessárias com claridade, mas poderia ter uma iluminação mais discreta – como é do HR-V, por exemplo. O azul chamativo lembra o dos primeiros carros chineses que chegaram ao Brasil e que não agradaram o consumidor.

Para quem viaja no banco traseiro, a distância entre os eixos de 2,60 metros são suficientes para abrigar confortavelmente as pernas dos ‘grandalhões’. A largura de 1,69 metro também permite levar três adultos no banco traseiro – ressaltando que todos têm encosto de cabeça e cinto de segurança de três pontas, como será obrigatório em todos os veículos fabricados no Brasil a partir de 2018. Para completar o bom espaço, o Honda tem porta-malas com capacidade para 536 litros. O Civic tem 449 litros e o HR-V, 437 litros.

O acabamento é de qualidade. As peças estão perfeitamente encaixadas e não apresentam rebarbas. A ressalva fica para o excesso dos plásticos duros – peças emborrachadas estariam mais em sintonia com a proposta do City e o preço da versão. Ponto positivo também para o bom trabalho de isolamento acústico. Mesmo rodando a 120 km/h não é preciso falar mais alto ou aumentar o volume do rádio.

CONCLUSÃO

O City é referência no segmento dos sedãs compactos graças a uma leitura milimétrica que a Honda fez sobre o que o consumidor deste tipo de carro procura: espaço interno, bom nível de equipamentos de série, design atraente e requinte acima da média para diferenciá-lo de sedãs que têm objetivos claros de serem mais populares - casos de Nissan Versa, Chevrolet Cobalt, Fiat Grand Siena, Renault Logan, entre outros. A ressalva fica por conta da lista de itens de série que, apesar longa, poderia ser mais interessante com a adoção de itens de maior relevância, como controles de estabilidade e tração, e sistema de navegação GPS.

 

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