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Honda Civic ganha novo motor 2,0L Flex e quer tirar Corolla da liderança

Bloco possui tecnologia que elimina “tanquinho” e dá nova força ao sedã na briga entre os sedãs médios

por Daniel Magri

Na linha 2014 o Honda Civic contará com 3 versões: as novas LXR e EXR, com motor 2,0L, e a LXS, versão de entrada que mantém o motor 1,8L e agora traz câmbio manual de 6 marchas. Veja na matéria publicada no WebMotors todos os preços e versões da nova linha. As primeiras unidades já estão disponíveis nas concessionárias da marca em São Paulo. A marca informa que antes do carnaval toda sua rede já deve estar abastecida.

Por fora, nada de novo. A Honda não promoveu nenhuma alteração estética externa no modelo para a linha 2014 (a última mudança ocorreu há cerca de um ano). Mas por baixo do capô fica a grande mudança. Apresentado inicialmente no Salão do Automóvel de São Paulo, o Civic 2,0L Flex tem como principal novidade a ausência do subtanque (o famoso “tanquinho”) para gasolina que aquece o etanol existente no tanque no momento da ignição.

Tchau, tanquinho!

Antes de conhecermos mais sobre o carro, vamos entender como funciona o sistema que trabalha com o novo motor do Civic. A tecnologia é chamada pela Honda como Flex One. Com ela, ao acionar o botão no controle da chave que destrava as portas, um conjunto de aquecedores entra em ação diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor uma mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata. O resultado é uma partida rápida e segura, mesmo em situação de baixa temperatura.

Coração novo

O novo motor 2,0L do Civic é capaz de entregar 150 cavalos de potência máxima quando abastecido com gasolina a 6.300 rpm e torque de 19,3 kgfm (a 4.700 giros). Com etanol, a potência sobe para 155 cv e o torque para 19,5 kgfm.

Durante test drive em rodovias na região de Campinas, interior de São Paulo, foi possível notar como a Honda acertou em cheio ao escolher aumentar o tamanho do motor de seu sedã. O bloco maior, inclusive, foi o grande trunfo da Toyota para incrementar as vendas do Corolla.

Com o motor 2,0L o Civic encontrou nova força. Como se ganhasse um novo coração. Cerca de 80% do torque máximo já está disponível aos 2.000 giros. Isso deixa o sedã rápido nas arrancadas e mantém uma curva de torque/potência semelhante à encontrada na versão 1,8L. A diferença está nos 15 cv a mais entregues a partir dos 5.500 rpm.

A transmissão é automática, de cinco velocidades, e possui a opção de trocas manuais por meio das borboletas atrás do volante. A relação de marchas está bem ajustada e não se vê – como muitas vezes acontece em carros equipados com este tipo de câmbio – a caixa “brigando” sozinha para encontrar a melhor marcha. Ao ajustar a alavanca no modo S – esportivo – o motor aumenta o giro instantaneamente e o carro fica mais arisco e divertido.

O modelo mantém ainda o botão ECON, introduzido na versão 2012, que faz sua condução tornar-se mais econômica. Nesta opção, diversos sistemas do veículo tornam seu funcionamento alterado para privilegiar o baixo consumo de combustível, como controle eletrônico da injeção, ar condicionado e piloto automático.

Para receber o novo motor, a Honda não realizou mudanças na suspensão. Isto porque a ausência do tanque ajudou na redução de peso do carro. Desta forma, o já conhecido bom acerto do sedã foi mantido e o conjunto trabalha bem na hora de absorver os impactos das pistas irregulares.

Mesmo em velocidade mais alta, o nível de ruído dentro da cabine não incomoda. A 120 km/h, o motor trabalha na casa dos 3.000 rpm. A cabine, aliás, sempre foi um show à parte do Civic. A posição de dirigir é excelente, graças à ergonomia dos bancos, com ajuste de altura (poderia ser elétrico). O volante conta com ajustes de altura e profundidade. O painel de instrumentos double deck recebe mais uma tela na versão topo de gama: uma central multimídia com navegador GPS incluído.

Quanto à segurança, a versão EXR possui side airbag (airbag lateral), além dos airbags frontais dual (SRS), cintos de segurança de três pontos e apoios de cabeça com regulagem de altura para todos os ocupantes. Todas as versões trazem freios a disco nas quatro rodas, ABS (Anti-lock Braking System), que evita o travamento das rodas, e EBD (Electronic Brake Distribution), sistema que distribui a força de frenagem de maneira uniforme, evitando desvios de trajetória em frenagens mais severas.

Baque

A Honda sentiu o baque após a derrota do Civic para o Corolla em 2012. Segundo dados da Fcaptionação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2012, o Corolla ficou em primeiro lugar com 56.365 unidades vendidas. O Civic vem atrás, com 50.490 unidades emplacadas.

Mas o fabricante agiu com inteligência e utilizou as armas do inimigo em seu favor. A introdução do motor 2,0L flex na gama do sedã, com uma tecnologia avançada (sem o tanquinho), tem tudo para colocar o Civic em condições de reconquistar a liderança.

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