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JAC J6 capricha no design, mas pode melhorar nos detalhes

Espaço interno, boa lista de equipamentos e preço competitivo são os pontos altos

por Rodrigo Ferreira

Ter família grande é um problema. Uma simples saída para ir ao cinema ou para um jantar pode se tornar uma tarefa árdua. Basta ter que carregar os três filhos, a esposa e mais a sogra para que a maioria dos carros a venda no país se tornem pequenos para a tarefa. Neste sentido, são poucas as opções de modelos com sete lugares e um preço acessível. É o caso do Chevrolet Spin, do Nissan Livina e do JAC J6, ambos com preços iniciais abaixo dos R$ 60 mil.


Dos três, o último a receber uma atualização foi o chinês. No fim de setembro, a minivan ganhou um belo pacote de modificações. No exterior são novos os faróis, os para-choques, a grade, as lanternas bipartidas e o desenho das rodas de liga leve aro 16.


O interior também foi atendido, o painel de instrumentos foi totalmente revisto (falaremos melhor dele mais tarde), também foram alterados os controles dos vidros, das travas e dos retrovisores elétricos, que ganharam novas posições. O acendimento automático de faróis, o ar-condicionado digital (com saída para o banco traseiro) e o sistema de som completo, com entrada USB, são as outras novidades.


Já o preço de R$ 59.990 para a versão com sete lugares foi mantido. Ou seja, o custo benefício que já era um dos pontos altos do modelo ficou ainda melhor. Como costuma dizer a propaganda da marca, o J6 é “completão”. Freios ABS com EBD, duplo airbag, sensor de estacionamento traseiro, faróis com regulagem elétrica de altura, direção hidráulica, volante com comandos do rádio, faróis de neblina, trio elétrico, chave canivete estão entre os equipamentos de série. A garantia é de seis anos.


Foi justamente a versão de sete lugares a escolhida para o teste do WebMotors. A marca informou que passou a disponibilizar para todas as versões de sua minivan aparelhos de DVD nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros. São duas telas de sete polegadas, mais fones de ouvido sem fio. Porém a unidade cedida pela JAC ainda não contava com o recurso.


Além da lista de equipamentos, o espaço interno é outro ponto alto do modelo. Com 4,55 metros de comprimento e 2,71 metros de entre-eixos, o modelo acomoda bem cinco adultos e mais duas crianças na terceira fileira. A versatilidade do J6, típica de uma minivan, está presente no rebatimento dos bancos. É possível levar até 2.200 litros de carga. Porém não faria mal alguns porta-objetos a mais.


No dia a dia


O JAC J6 vem equipado com motor 2.0L 16V com duplo comando de válvula do cabeçote, que gera 136 cv de potência a 5.500 rpm e proporciona torque máximo de 19,1 kgfm a 4.000 rpm. O propulsor, que não é flex, da conta de empurrar o modelo sem grandes dificuldades. Lembrando que a proposta do modelo é familiar. Segunda a JAC, o J6 acelera de 0 a 100 km/h em 13,1 segundos, já a velocidade máxima é de 183 km/h.


A suspensão do J6 se mostrou acertada para as ruas brasileiras no uso diário. Para privilegiar o conforto, o conjunto não é tão duro e filtra bem as imperfeições do solo. Já a posição de guiar poderia ser melhor. É difícil encontrar o acerto correto do banco do motorista e o volante só conta com ajuste de altura. 


Difícil de enxergar


Um caso a parte é o painel de instrumentos. Vale dizer que os fabricantes de automóveis têm verdadeira fixação por este equipamento, já que boa parte do tempo o motorista terá que usá-lo . Vale tudo. Mostradores por cima do volante, como no caso do Peugeot 208; todo digital, como o do Citroën C4 e até deslocado para o centro; igual ao do Toyota Etios. O que não vale é dificultar a vida do motorista.


E este é o maior pecado da minivan JAC J6. O painel de instrumentos até é estiloso. O conta-giros e o velocímetro ganharam luzes brancas indiretas de intensidade ajustável e agora o marcador do nível do tanque de combustível e o termômetro de água do motor são digitais.


Até ai tudo certo. O problema é que o equipamento falha em sua função primária que é o de informar o motorista. Durante o teste do WebMotors por várias vezes não foi possível enxergar direito as informações do ponteiro do velocímetro. Dependendo da intensidade da luz que refletia no equipamento não era possível determinar se a velocidade estava em 60, 70 ou 80 km/h. Este é um ponto que precisa ser revisto pela JAC.


Apesar de alguns deslizes, o JAC J6 é uma boa opção para quem tem família grande e não conta com uma conta bancária de ganhador da Mega Sena. Porém, o líder da categoria, o Chevrolet Spin é uma opção ainda mais racional.

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