Jaguar S-Type R

Dia de corrida, noite na ópera. Esportivo combina forte desempenho a toda a classe britânica


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- Na linha de produtos Jaguar, o sedã grande S-Type ocupa a posição intermediária, entre o X-Type que é fabricado sobre a mesma plataforma do Ford Mondeo e o luxuoso XJ. Há três versões comercializadas no Brasil: 3.0, equipada com um V6 de 3 litros/235 cv; 4.2, que traz um V8 de 4,2 litros/300 cv e a R, topo-de-linha de 400 cv.

A sigla vem da palavra inglesa Racing – corrida, em português. Para bom entendedor, significa um sedã preparado pela fábrica para se tornar esportivo. É certo que a preparação é sutil, mas dá ao sóbrio Jaguar outra cara. E, melhor, outro comportamento. Receita para agradar ao motorista e, principalmente, atrair público mais jovem. A marca, fundada em 1922 para produzir side cars para motocicletas, caracterizou-se como fabricante de veículos esporte de luxo.

Externamente diferencia-se das duas outras versões pelas rodas de 18 polegadas, com pneus 245/40 ZR 18 à frente e 275/35 ZR 18 na traseira. As ponteiras de escape, pronunciadas no esportivo, também o distinguem da versão “comum”. E costumam raspar em lombadas ou saídas de garagem. Detalhes à parte, a carroceria é idêntica à das outras versões, com o coeficiente aerodinâmico CX de 0,31.

Para chegar aos 400 cv a 6.100 rpm, a Jaguar aplicou um compressor Eaton ao V8 cilindros a 90º, cabeçote e bloco de alumínio. A taxa de compressão foi diminuída de 11:1 no motor naturalmente aspirado para 9,1:1 no “Supercharged”. Essa alteração é necessária em motores sobrealimentados por compressor ou turbina. Permanecem as quatro válvulas por cilindro, duas para admissão com variação de fase, duas para escape.

Com a mesma cilindrada de 4,2 litros, o motor ganhou 33% em potência 100 cv e em torque 14,25 kgfm, quase o mesmo produzido pelo motor Ford 1,6 Flex do Fiesta. Sua eficiência volumétrica é exemplar e demonstra o bom serviço da engenharia britânica: 95 cv/litro.

O torque máximo de 57 kgfm a 3.500 rpm faz aliviar o peso do carro. Por 5,6 segundos, tempo que o S-Type R leva para atingir os 100 km/h partindo do 0, é possível esquecer que se está ao volante de um sedã de 1.830 kg. Idem nas retomadas com aceleração plena, em que o corpo do motorista é pressionado contra o banco. Sua relação peso/potência é de 4,5 kg/cv.

Combine o peso acentuado às dimensões do sedã – comprimento de 4,9 metros, 2 m de largura e 1,45 m de altura, com 2,9 metros de entreeixos – e o resultado será um carro que oferece acelerações vigorosas graças ao abundante torque a ponto de deixar marcas no asfalto, quando se desliga o controle de tração, mas que é pouco ágil em curvas. Para bem da verdade, os largos pneus ajudam bastante, e a suspensão independente nas quatro rodas com braços triangulares sobrepostos na dianteira e na traseira é bem acertada. Está nesse componente estrutural, aliás, uma das melhores características do S-Type R. Trata-se de um tipo de suspensão ativa, em que sensores computadorizados adaptam o amortecimento ao piso com grande eficiência, indo do macio ao firme em milésimos de segundo. Irregularidades e buracos passam despercebidos, ainda que os pneus tenham perfil tão baixo.

Com velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente, o S-Type R é um carro para viagens longas. Seu motor trabalha tranqüilo em velocidades de cruzeiro. Rodando a 120 km/h o conta-giros marca aproximadamente 1.800 rpm. A 140 km/h, está a apenas 2.150 rpm. O consumo em estrada, rodando nas velocidades acima, fica próximo dos 10 km/l, o que, multiplicado pela capacidade do tanque de combustível de 69,5 l, resulta em quase 700 km de autonomia.

Carro em movimento, aceleração plena, o corte de injeção acontece a 6.500 rpm – regime elevado para um motor dessas características, o que enaltece suas qualidades. Para preservar o motor, a rotação não passa de 4.000 rpm quando se acelera com o veículo parado, estando o câmbio em “N” neutro ou “P” estacionado.

Na hora de parar, entram em ação os freios a disco nas quatro rodas, de 355 mm na frente e 326 mm na traseira. São fabricados em parceria com a italiana Brembo, com pinças de quatro pistões, e auxiliados pelo sistema antitravamento ABS, com distribuição eletrônica das forças de frenagem EBD.

O eficiente câmbio automático de 6 marchas é produzido pela alemã ZF. A alavanca percorre o tradicional “J”, como nos demais carros da marca. Possui recursos de adaptação ao estilo de condução e corresponde ao esperado pelo motorista, além da tecla “S”, que passa ao módulo esportivo. Desagrada, no entanto, a falta de acionamento manual num carro como o S-Type R. É possível efetuar as mudanças manualmente, pela alavanca, da 2ª à 5ª marchas, mas não é o adequado. A adoção de um câmbio com acionamento seqüencial permitiria ao motorista sentir-se mais no comando do carro – e, sem dúvida, colaboraria para realçar sua esportividade. Interessante é que o Land Rover Range Rover Sport utiliza o mesmo motor, com algumas modificações, mas acoplado a uma caixa de câmbio ZF de acionamento seqüencial.

Seu freio de estacionamento tem acionamento eletrônico, por meio de tecla no console central, localizada atrás da alavanca de câmbio. Para liberar o freio, pressiona-se a tecla para baixo – libera-se automaticamente quando o câmbio é colocado em “D”.

Os bancos são pouco mais macios do que o esperado para um carro esporte – mas estamos em um Jaguar. Entretanto, acomodam perfeitamente e proporcionam apoio lateral adequado, envolvendo motorista e passageiro e mantendo-os seguros em curvas – mesmo as tomadas agressivamente. Posição de dirigir é perfeita, para o que concorrem os ajustes elétricos do volante e, exclusividade, também dos pedais.

O volante tem aro fino, proporcionando empunhadura inferior à esperada. Tem, ainda, diâmetro grande para um carro esporte. Deveria ser menor. Concentra os comandos remotos do rádio e do controle automático de velocidade.

Sistema de som tem boa fidelidade. Toca-CDs comporta 6 discos, mas não lê arquivos MP3. Há ajuste automático de volume sensível à velocidade, recurso que desagrada a alguns motoristas e que tentamos em vão desligar.

Em acelerações fortes é possível ouvir o característico embora, neste carro, discreto assobio do compressor volumétrico. O isolamento acústico do habitáculo é bastante eficiente, colaborando para o conforto a bordo.

Motorista e passageiros contam com seis airbags – quatro laterais e dois frontais. Estes últimos possuem recurso eletrônico que, por meio de sensores, calcula o peso exercido pelas pessoas sobre os assentos dianteiros e, assim, o nível de energia a ser aplicado pelo airbag em caso de colisão.

A despeito da grande distância entre eixos de 2,90 metros, o espaço para o banco traseiro poderia ser maior. Pernas de passageiros altos 1,80 m raspam nos bancos dianteiros. O grande e alto túnel central alerta: apenas duas pessoas ali. A terceira, no centro, ficará em posição bastante incômoda. O grande entreeixos associado à altura em relação ao solo de apenas 10,4 cm faz com que o S-Type R raspe o fundo com facilidade.

Seu porta-malas tem 400 litros de capacidade. Além de ser um volume próximo ao encontrado em carros menores o do X-Type, por exemplo, tem 452 litros, é prejudicado pelos braços da tampa tipo “pescoço de ganso” e por ser muito raso.

Pelo preço, R$ 342.000,00, peca pela não-utilização de LEDs diodos emissores de luz, em inglês nas lanternas traseiras. As lâmpadas convencionais, contudo, dão conta do recado. Internamente, o pecado está na iluminação do painel de instrumentos, em verde. Além de não ser a mais confortável para viagens à noite, por cansar a vista, faz lembrar carros mais baratos...

Em sua categoria encontra no Brasil concorrentes mais caros, como o Audi A6 4.2 V8 com tração quattro, de 335 cv e R$ 392.600,00; e/ou mais potentes, como BMW M5, de 507 cv e R$ 575.000,00 e Mercedes-Benz E 63 AMG, 514 cv e US$ 228.000.

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Então veja aqui algumas opções dessa marca, todas anunciadas no WebMotors:

Jaguar S-Type

Jaguar X-Type

Jaguar XJ8

Jaguar XJ12

Jaguar XK 120 réplica Fiat Idea Adventure x Peugeot 206 Escapade

Alfa Romeo 159

Prisma x Fiesta 1.0 Flex

Suzuki Intruder 125

BMW 325i Touring
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