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Jeep Grand Cherokee Limited


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- Dos primeiros utilitários esporte SUV a aportar no Brasil, o
Jeep Grand Cherokee
tornou-se logo ícone de consumo, em meados dos anos 1990. Essa excessiva popularização notadamente o grande furor que causava entre jogadores de futebol acabou por de alguma forma desgastar sua imagem. O tempo passou, novos modelos – menores e maiores do que o Cherokee – entraram no mercado e o lançamento da nova linha no final de 2005 marca a busca pelo status inicial.

Fabricado em Graz, na Áustria e amplamente reformulado, o Grand Cherokee ganhou novo motor – o HEMI V8 de 5,7 litros, 326 cv e 51 kgfm de torque, que conta com o sofisticado sistema MDS Multi Displacement System, ou Sistema de Deslocamento Múltiplo, em inglês de desligamento de metade dos cilindros em situações de pouca potência exigida. Preço nessa versão: R$ 199.000,00, em 9/03/2006.

O motor da versão avaliada é o já conhecido V8 de 4,7 litros, mas que agora desenvolve potência de 231 cv a 4.500 rpm e 41,5 kgfm de torque máximo a 3.600 rpm antes, 220 cv e 39 kgfm de torque. Preço dessa versão: R$ 175.000,00.

O Grand Cherokee cresceu em todos os sentidos. Está 139 mm mais longo, 12 mm mais largo e tem entreeixos 90 mm maior – o que confere mais espaço interno. A fábrica afirma que o monobloco do SUV melhorou sua rigidez torcional em 60%, garantindo melhor dirigibilidade, para o que também concorre a bitola 64 mm maior. Seu coeficiente aerodinâmico Cx foi aprimorado com as alterações, baixando de 0,45 para 0,41. O modelo também está bem mais pesado ganhou 236 quilos, saltando dos 1.921 kg para 2.157 kg.

Mas, para além das mudanças percebidas pelo olhar, o Cherokee recebeu alterações em outros importantes itens que não ficam à mostra – porém exercem papel evidente no desempenho do modelo.Na suspensão dianteira o sistema independente por braços triangulares sobrepostos substitui o velho eixo rígido. A nova configuração melhora claramente a dirigibilidade do Cherokee, aumentando sua estabilidade. Na traseira permanece a suspensão por eixo rígido, embora se perceba melhoria também nesse aspecto. Quem dirigiu o anterior e dirigir o novo vai notar a diferença. Sua direção é razoavelmente precisa, com volante de bom diâmetro, os freios com discos de maior diâmetro e largura nas quatro rodas transmitem segurança e o SUV mantém as rodas de 17 polegadas, embora com pneus mais largos – 245/65, em vez dos 235/65.

A força produzida pelo motor é transmitida às quatro rodas por meio do sistema Quadra-Drive II de tração integral, que incorpora três diferenciais dianteiro, central e traseiro de deslizamento limitado. Em condições normais, a tração é distribuída em 48% para as rodas dianteiras e 52% para o eixo traseiro. O sistema Quadra-Drive II apresenta, segundo a fábrica, sensível ganho em velocidade na transferência de torque entre as rodas, nas situações em que esse recurso é necessário – terrenos de difícil transposição, como lamaçais ou pedras. O câmbio de quatro marchas foi substituído por um de cinco marchas com troca manual seqüencial. A reduzida é acionada por meio de pequena tecla ao lado do câmbio. Para isso é necessário parar o veículo, colocar o câmbio em N neutro e então levantar a tecla.

Todos os recursos eletrônicos de auxílio à direção e ampliação da segurança estão presentes – freios ABS, controle de tração, de estabilidade e o ERM anti-capotamento, que interfere na transmissão de força às rodas. Também estão presentes airbags para motorista, passageiro e laterais tipo cortina.O interior ganhou mais classe, com acabamento em dois tons, painel redesenhado instrumentos de mais fácil leitura, sistema de som sofisticado com leitor de arquivos MP3 e três comandos independentes para o ar-condicionado. O sensor de estacionamento na traseira ajuda bastante na hora de manobrar, mas os vidros elétricos só oferecem função um-toque para o motorista, pecado num carro desse padrão e preço.

Há um inteligente ajuste de distância dos pedais por meio de botão no console central e o curso do banco do motorista foi aumentado em 50 mm. O banco traseiro ganhou 17 mm em altura, para tentar sanar um problema que, infelizmente, permanece. Ainda que sejam passageiros de média estatura, as pernas não se acomodam bem devido à pequena distância do assoalho, alto demais. Continua-se com a sensação de viajar com os joelhos no peito.

O porta-malas oferece bastante espaço para bagagens 978 litros até o teto, segundo a fábrica, ampliável com o rebatimento dos bancos traseiros até 1.909 litros. Fácil e rápido acesso é garantido pelo vidro traseiro basculante.

Seu desempenho melhorou em relação ao anterior. Velocidade máxima de 200 km/h 5 km/h a mais e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos 0,5 segundo mais rápido. O consumo de combustível piorou na cidade, de acordo com dados de fábrica: 5,1 km/l ante 6,3 km/l do anterior. Na estrada, praticamente está inalterado, com 8,3 km/l 8,4 km/l antes.

No fora-de-estrada, pioraram os ângulos de entrada, de 36,7º para 34,1º, e de saída, de 28,6º para 27º. Porém melhorou o ângulo de rampa – de 19,2º passou a 20,4º.

Concorrência acirrada, o Jeep Grand Cherokee renova-se sem perder a verve para retomar seu lugar no mercado. A tradição exposta pela grade dianteira de sete colunas pesa a seu favor.

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