O Jeep Renegade Sport é a versão mais vendida do SUV que foi campeão de vendas na categoria em 2021. Já para a linha 2022, a configuração de entrada do modelo ganhou novo motor, visual repaginado, além de mais equipamentos. Diante de tantas novidades, quem também mudou foi o preço. Tabelada em R$ 123.908, a versão teve um salto de aproximadamente R$ 27 mil. Então, será que essa ainda é uma boa compra?
Para chegarmos à resposta, vamos destrinchar o carro produzido em Goiana (PE). Começamos pelo visual: o facelift trouxe otimizações discretas e que agregaram um tom mais moderno sem roubar o tradicional carisma do Renegade. As sete fendas da Jeep estão menores, mas têm acabamento escurecido que confere elegância e combina com o novo conjunto de faróis full LED.
Além da grade superior, há outra entrada de ar no topo do para-choque. A mudança confere robustez, assim como as extremidades mais parrudas. Os faróis de neblina ficariam posicionados por ali, mas não estão disponíveis na versão.
Outra simplicidade da versão Sport está no acabamento de retrovisores e maçanetas em plástico fosco. As rodas de 17 polegadas também têm visual mais simples. É o item que mais “entrega” que esse Renegade não é das versões mais caras.
Em contrapartida, há câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros e lanternas em LED com novo grafismo.
Quem também poderia mudar, ainda que só um pouco, é o interior do carro. O layout do painel já está um tanto batido, mas o acabamento dos materiais continua de boa qualidade.
O volante foi atualizado e tem o mesmo design implementado anteriormente no Commander e no Compass renovado. A central multimídia também mudou. No Renegade Sport, é de 7 polegadas, portanto menor do que nas versões mais avançadas. Ainda assim, já tem Android Auto e Apple CarPlay sem a necessidade de conexão por cabo USB.
Já o painel de instrumentos continua com a telinha de 3,5 polegadas. Embora seja pequena, fornece diversas informações de maneira intuitiva, por meio do volante multifuncional, que não entrega ajuste de profundidade.
Outro item que falta na versão é o ar-condicionado digital. Por outro lado, a versão vem com seis airbags, start/stop, piloto automático, freio eletrônico e frenagem de emergência e assistente de permanência em faixa.
É importante destacar ainda que o Renegade Sport tem chave canivete, além de bancos revestidos em tecido. Embora não sejam tão rebuscados quanto os de couro, têm textura de boa qualidade e com grafismo atraente.
Mas a novidade mais enfática do modelo está embaixo do capô. Com o novo motor 1.3 GSE Turbo de 185 cv a 5.750 rpm, o Renegade passou a ser o SUV compacto mais potente do mercado.
O propulsor já utilizado na Fiat Toro desenvolve ainda 27,5 de torque máximo já aos 1.750 giros, o que garante uma tocada vigorosa logo de cara. Em conjunto com uma transmissão automática de seis velocidades, o utilitário esportivo de 1.468 kg acelera de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos.
Isso quer dizer que é um segundo mais lento do que o Citroën C4 Cactus, o modelo mais rápido do segmento.
Na prática, é possível cravar que o novo coração alterou sensivelmente a performance do Renegade em relação ao que era entregue pelo motor 1.8 de 139 cv, que já merecia aposentadoria há algum tempo.
Tarefas cotidianas como subir ladeiras ou fazer ultrapassagens na estrada são feitas de uma maneira muito mais suave. Definitivamente, o Renegade ficou mais gostoso guiar.
O novo conjunto interferiu ainda na melhoria do consumo de combustível. Se nas versões 4x4, o índice ficou aquém do esperado, nas configurações 4x2 (que é o caso da versão Sport) as médias estão satisfatórias, embora pouco chamativas.
O consumo com gasolina na cidade era de 8,6 km/l, com o motor 1.8 aspirado, e saltou para 11 km/l, com propulsor turboalimentado. No mesmo cenário, mas com etanol no tanque, o índice agora é de 7,7 km/l.
Na estrada, o desempenho chega a 12,8 km/l e 9,1 km/l, com gasolina e etanol, respectivamente. Como um todo, o consumo do SUV da Jeep ficou no mesmo patamar de um Volkswagen T-Cross 1.0.
Já um ponto que ainda pode ser considerado sensível para o público-alvo do Renegade é o espaço. O porta-malas agora é declarado com 385 litros de capacidade. Antes, o dado era de 320 litros. Mas não aumentou na prática. O que mudou foi a forma de aferição que a Stellantis passou a aplicar a toda gama. Mesmo com essa mudança, continua menor do que boa parte da concorrência.
Em relação ao conforto para os ocupantes traseiros, o modelo dispõe de espaço suficiente para quem tem estatura mediana por conta do entre-eixos de 2,57 m, que é o mesmo do Volkswagen Nivus. Mas a medida de maior destaque é a altura de 1,70 m.
Outro ponto de atenção para o modelo montado em Pernambuco é o preço das revisões. Os seis primeiros serviços somam R$ 5.399. Para um Hyundai Creta, o orçamento não passa de R$ 4 mil, por exemplo.
Já a apólice de seguro mais em conta no AutoCompara é de R$ 4.411,90, valor um pouco acima da média da concorrência.
Em relação ao preço do Renegade Sport, é verdade que houve um salto chamativo. Também é real que concorrentes como Chevrolet Tracker, Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross dispõem de versões de entrada com valores mais em conta. Em contrapartida, todos os modelos estão em uma faixa de preço semelhante se você considerar a entrega de nível de equipamentos.
Ou seja, o Renegade de entrada entrega itens relevantes e que os adversários só dispõem em versões intermediárias. O representante da Jeep continua, portanto, com uma oferta sólida, principalmente por conta da melhora em desempenho, e segue como uma ótima opção no segmento.
JEEP - RENEGADE - 2022 |
1.3 T270 TURBO FLEX LONGITUDE AT6 |
R$ 148159 |
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