Land Rover Freelander 2

Nova geração traz melhorias e mantém preço


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- À venda desde o dia primeiro de abril, foi apresentado oficialmente nessa sexta-feira 4 de maio o Land Rover Freelander 2, que chega totalmente renovado. A primeira versão foi lançada em 1997 e já estava desatualizada tanto em construção quanto em motor. Para a nova há grandes melhorias, sem impactar no preço.

Na verdade, a versão de entrada do Freelander 2 custa exatamente os R$ 132.000,00 que custava a antiga única. Na intermediária SE, sai por R$ 145.000,00; na HSE, topo de linha e mais recheada de equipamentos, custa R$ 169.000,00.

Seus concorrentes diretos são Honda CR-V e Toyota RAV4, todos com preço na faixa de R$ 130 mil. Podem ser incluídos também Hyundai Tucson cujos preços começam em R$ 84.500,00 na versão 2-litros/câmbio manual e chegam a R$ 135 mil na 2,7-litros topo de linha e Kia Sportage, mais barato preços variam de R$ 84.900,00 a R$ 99.900,00, e o BMW X3, que é bem mais caro, com preço na casa dos R$ 235 mil.

Embora em desenho se pareça com a versão anterior, o modelo passou por grandes modificações. Está 50 mm mais longo, 109 mm mais largo e 32 mm mais alto. A rigidez torcional da carroceria também foi aumentada. Tem 22 cm de vão-livre e pode transpor alagados com até 50 cm de profundidade – capacidade a ser destacada, pois se iguala ao Defender nesse aspecto.

Está mais bonito, para o que colabora o fim do arremedo de quebra-mato na dianteira. Seu estepe – de uso normal – agora está colocado no interior do veículo, uma tendência dos utilitários esporte mais modernos tanto pela estética quanto pela segurança.

Uma das inovações nesse modelo é o motor, compartilhado com o Volvo S80. É dos poucos seis cilindros em linha no mercado essa disposição é clássica nos BMW. Atualmente se tem optado pela configuração em “V”, de forma a economizar espaço. No entanto, a fábrica afirma que conseguiu fazer o motor compacto.

Melhor do que isso, alterando a posição dos acessórios do motor, a fábrica também conseguiu colocá-lo em posição transversal – o que é uma grande realização técnica. Colocar o motor em posição longitudinal é mais usual em carros de tração traseira ou integral. De acordo com a Land Rover, esta é a primeira vez que um veículo dessa classe recebe tal configuração. Com bloco e cabeçote de alumínio tem 3,2 litros de cilindrada e 4 válvulas por cilindro, com duplo comando variável em tempo no cabeçote. É variável também o coletor de admissão curso longo para baixas rotações, de forma a melhorar o torque; curto para altas rotações, dando potência.

Sua potência é de 233 cv a 6.300 rpm e o torque máximo de bons 32,3 kgfm a 3.200 rpm. Para comparação, o motor anterior era um V6 de 2,5 litros e 177 cv/24,5 kgfm. Segundo a Land Rover, 80% do torque máximo estão disponíveis já a 1.400 rpm. A fábrica afirma que, além da melhor performance, o novo motor é também superior em economia de combustível – gasta 10% de gasolina a menos.

O motor trabalha com a caixa de câmbio automática de 6 marchas, com acionamento seqüencial. Segundo a fábrica, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e atinge a velocidade máxima limitada eletronicamente de 200 km/h.

Embora 4x4, o Freelander não tem reduzida. Seu sistema de tração é semelhante ao do EcoSport 4WD e funciona sob demanda. Em condições normais é tracionado pelas rodas dianteiras e há transferência de tração às rodas traseiras quando identificado diminuição de aderência na dianteira. O eixo traseiro utiliza diferencial Haldex, aplicado a veículos que têm esse recurso de transferência automática de tração e motor transversal.

Desde sua versão S o Freelander é equipado com o sistema de tração Terrain Response, tal qual os modelos maiores e caros da marca. Sofisticado esse sistema pode ser, e ajuda o Freelander 2 a superar alguns obstáculos, mas não soluciona as limitações do carro.

Equipado com vários outros recursos eletrônicos de controle dinâmico do veículo, é voltado muito mais para uso em asfalto do que no fora-de-estrada. O curso da suspensão independente nas quatro rodas McPherson à frente e atrás é curto e duro. Torna-se barulhento na terra e desconfortável em trechos de piso esburacado.

O Freelander 2 tem interior agradável. Os bancos firmam bem o corpo e o painel é bem feito. Os instrumentos são simples, porém eficazes. Na versão avaliada, HSE, vem equipado com sistema de navegação por satélite, faróis com lâmpadas de xenônio e fachos adaptativos acompanham a trajetória do veículo em curvas, som com entrada para i-Pod e teto solar em duas seções – apenas a dianteira se abre.

Porta-malas está 40% maior e tem capacidade de 755 litros com os bancos traseiros na posição normal. Rebatendo-se os encostos a capacidade sobe para 1.670 litros.

Sua garantia é de 3 anos ou 100 mil km, o que pode causar polêmica e a Land Rover deve rever o estabelecido. O Código do Consumidor determina que se deve adotar o que for mais favorável. Portanto, se o proprietário rodar 20 mil km por ano e for seguido o padrão de distância para estabelecer a duração da garantia, a cobertura seria estendida a 5 anos.

A avaliação técnica foi feita em circuito misto estrada e fora-de-estrada nos arredores de Porto de Galinhas, PE.


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