Mahindra Scorpio SUV tem tudo o que um aventureiro precisa

Com acabamento robusto, valor acessível e equipamentos de um potente 4x4, o “jipe” de sete lugares é opção para os “lameiros”


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- Quando chegou ao Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2006, a Mahindra ficou em um espaço tímido e não atordoou os visitantes do evento. Foi uma chegada sem alardes. Hoje, com a previsão de colocar 45 concessionárias até o fim de 2008 no Brasil, além da montagem nacional do carro, a marca começa a arregaçar as mangas e aparecer nas ruas.

De acordo com a Bramont, empresa que monta os Mahindra no Brasil, a capacidade anual de produção é de 5 mil unidades. A fabricação do modelo por aqui é feita em conjunto com a Usiparts, da Usiminas, responsável pela soldagem da carroceria dos modelos Scorpio SUV e picape. As peças da carroceria vêm da Índia, assim como motor, suspensão e chassi. De nacional, por enquanto, só pneus e baterias.

Depois que a carroceria é montada ela segue para Manaus, onde a Bramont termina a montagem e encaminha os veículos para o centro de distribuição da Mahindra em Sorocaba, interior de São Paulo, de onde eles seguem para os distribuidores.

Como o Mahindra também é exportado para a África do Sul e outros países da Europa, o seu processo de fabricação é aprovado pelas normas internacionais. Outro atributo é o seu motor, que já atende as normas de emissões e ruídos Euro IV.

A primeira impressão ao dirigir o Scorpio é a de estar a bordo de um veículo para o trabalho. Tanto que o automóvel tem mais vocação para trilhas, no campo ou na praia, do que para a cidade.

Os pontos que afastam o carro do perímetro urbano são o acabamento espartano, a ausência de uma regulagem da altura do cinto de segurança, comandos do vidro-elétrico no console central e alavanca de câmbio nada macia.

Se no asfalto o utilitário encontra dificuldades em relação ao conforto, na terra ele é um bom guerreiro. A transmissão de cinco velocidades é robusta e a tração pode ser selecionada com o carro em movimento: 4x2, 4x4 e reduzida até 40 km/h.

O motor também mostra força para o cenário campestre. Trata-se de um quatro-cilindros em linha turbodiesel fabricado na Índia, com “aval” da Mercedes-Benz. A potência gerada por este propulsor de 2,6 litros é de 110 cv a 3.800 rpm. Já o torque chega a 27,5 kgm a 1.800 rpm.

Com 4,48 m de comprimento e quase 2 m de altura, o Scorpio impressiona pelo tamanho, mas peca pelo design, que fica em cima do muro: não é tão quadrado quanto o de um Land Rover Defender nem tão esportivo quanto o de um Honda CR-V. Isso fica mais evidente quando o utilitário está equipado com pneus 235/70 R16 de perfil baixo com rodas de liga leve.

No interior os bancos são de couro e o acabamento do console tem aplicações que imitam madeira, porém de qualidade inferior à usada nos modelos alemães. O sistema de ar-condicionado tem saída para o motorista e para os passageiros do banco traseiro.

Sem concorrentes diretos

Com um valor sugerido de R$ 86 mil, o Scorpio acaba ficando sem concorrentes diretos no Brasil. Afinal, nenhum utilitário esportivo com tração 4x4, reduzida e espaço para levar até oito pessoas com o motorista chega ao valor apresentado pela indiana. Isso é um ponto bem positivo.

Uma comparação, quase justa, seria a do Mahindra com o Troller T4 equipado com capota rígida e motor 3,0 litros turbo diesel. O valor sugerido do modelo nacional fabricado no Ceará é de R$ 85 mil.

A vantagem do Troller perante o Scorpio é que ele tem mais tempo de mercado e passa maior confiança com relação a revenda e manutenção. Assim como o Mahindra, o Troller também é bem espartano e robusto, bom para aventuras.

As principais vantagens do Mahindra diante do carro nacional são a fileira adicional do banco, o índice menor de roubo o que significa seguro mais em conta e maior espaço no porta-malas.

Outro utilitário que pode deixar o consumidor na dúvida é o Hyundai Tucson. Apesar de serem bem diferentes, ambos têm o mesmo preço sugerido. Mas o coreano não tem marcha reduzida, funciona à gasolina e tem motor 2-litros, ou seja, tem menos força nas trilhas e consumo elevado.

Outra opção, cerca de R$ 10 mil mais em conta, é o Mitsubishi TR4, porém, as incompatibilidades comparativas são as mesmas do modelo coreano, com uma ressalva. O TR4 tem uma transmissão automática com cerca de 20 combinações.

Para as trilhas

Com quase dois metros de altura e a 180 mm distante do solo, com certeza, o Mahindra não é um automóvel para entrar em curvas de maneira esportiva. O centro de gravidade elevado e o peso em ordem de marcha de 1.980 kg tornam o carro ideal para as trilhas. Com capacidade de carga para levar 600 kg, o Mahindra tem um ângulo de ataque de 35º e de 21º na saída. Média nada ruim para um automóvel 4x4.

FICHA TÉCNICA – Mahindra SUV Turbo Diesel 4x4


MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, longitudinal, a diesel, Common Rail Intercooler, refrigeração a água, 2.609 cm³
POTÊNCIA110 cv a 3.800 rpm
TORQUE 27,5 kgm a 1.800 rpm
CÂMBIO Manual de cinco velocidades
TRAÇÃO 4x2, 4x4 e reduzida
DIREÇÃO Hidráulica com esferas circulantes
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 16”, de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 215/55 R16
COMPRIMENTO 4,48 m
ALTURA 1,91 m
LARGURA 1,77 m
ENTREEIXOS 2,98 m
CAPACIDADE DE CARGA 600 kg
PESO em ordem de marcha 1.980 kg
TANQUE56 l
SUSPENSÃO Independente com barra de torção, barra estabilizadora e amortecedor hidráulico; traseira com molas helicoidais com amortecedor
FREIOS Discos ventilados na dianteira e tambor na traseira
PREÇO R$ 86 mil



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