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Mercedes-Benz Classe B: sem deméritos, é um A anabolizado


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- A Mercedes-Benz apresenta o Classe B como uma versão compacta da categoria Sport Tourer, da qual o Classe R é o legítimo representante. No entanto, a distância entre as letras no alfabeto é exatamente a melhor definição do Classe B: um Classe A anabolizado. Isso, no entanto, não traz demérito ao carro. Oferecido a partir de R$ 135.000,00, destaca-se pela grande distância entre eixos — 21,5 cm a mais que o Classe A e 0,5 cm superior ao sedã Classe C —, garantindo ótimo espaço para as pernas de quem viaja no banco de trás. Ao custar R$ 25.000,00 mais caro que o Classe A, amplia as opções da marca na faixa de preço de R$ 120.000,00 a R$ 140.000,00 na qual se concentra a maior parte das vendas do mercado brasileiro de modelos importados.

O chassi dispõe do mesmo recurso de construção em sanduíche do Classe A. Permite uma posição de dirigir elevada e, em caso de acidente, o conjunto motriz não invade o habitáculo. A parte frontal procura amenizar o aspecto clássico de monovolume, que a Mercedes quis evitar neste modelo. A traseira é o melhor ângulo do Classe B, com lanternas e outros elementos horizontais. Com 4,27 cm de comprimento, a capacidade do porta-malas alcança ótimos 544 litros de volume, sendo o assoalho ajustável em altura. Com bancos removidos, impressiona: até 1.645 litros.

Motor de 2 litros/136 cv e câmbio automático continuamente variável, possibilitando a escolha manual de sete marchas, formam um conjunto idêntico ao do Classe A. Pesando 70 kg a mais, o Classe B tornou-se um pouco mais lento: acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 s; velocidade máxima de 190 km/h. Ainda segundo o fabricante, o consumo médio de gasolina é de 12,5 km/l.

A dirigibilidade do Classe B é um dos destaques e pôde ser bem avaliada no percurso de teste de cerca de 100 quilômetros no interior paulista. O novo eixo traseiro e os amortecedores auto-adaptativos aumentam o prazer de dirigir. Sua maior distância entre eixos melhora a estabilidade em linha reta, sem as indesejáveis oscilações em torno do eixo transversal do carro.

Muito interessante também a evolução do ESP sigla em inglês para Programa Eletrônico de Estabilidade, na realidade um gerenciador/corretor de trajetória. Se o motorista entra rápido demais em uma curva, o programa atua seletivamente no acelerador e nos freios, corrigindo a tendência em sair de frente ou de traseira. A novidade, agora, é a ação também sobre o sistema de direção e tudo de forma automática, sem intervenção do condutor. Basta provocar o carro em curvas, perto do limite de aderência, para que retome a trajetória de forma surpreendente, aguçando a incredulidade de quem está ao volante. Para os motoristas habilidosos sobra um quê de frustração. Em favor da segurança, terão de se conformar...
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