Nissan Sentra 2008 chega renovado por R$ 58,5 mil

Ex-patinho feio quer lugar entre os sedãs


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- Os dias de patinho feio do Nissan Sentra ficaram no passado. O modelo 2008, cujas vendas começam dia 23 de março, promete causar melhor impressão do que seu antecessor. A expectativa da Nissan, ao relançar o Sentra no final de 2004, era de vender 700 unidades/mês, mas o carro jamais caiu no gosto do consumidor. Os números comprovam essa aversão ao Sentra antigo. Foram pífias 758 unidades comercializadas durante todo o ano passado, de acordo com dados da Fenabrave.

Novamente a expectativa da fábrica é vender as 700 unidades por mês – quase o mesmo do Renault Mégane, modelo com que o Sentra compartilha a plataforma. Mas agora as armas são outras. Três são as versões, 2.0 básica, 2.0S e 2.0SL, de topo. Para as duas primeiras há opção de câmbio manual de 6 marchas ou automática CVT sigla em inglês para transmissão continuamente variável. A SL terá apenas a caixa CVT Xtronic.

A Nissan estima que 65% das vendas sejam dos modelos equipados com o câmbio CVT, e na versão intermediária. Os preços começam em R$ 58.500,00 apenas R$ 500,00 a mais do que o Sentra antigo, em seu lançamento pela versão básica. Com caixa CVT, sobe para R$ 63.500,00 R$ 5 mil de acréscimo. A 2.0S custa R$ 63.500,00 com câmbio manual ou R$ 68.500,00 com o CVT. Finalmente, a 2.0SL sai por R$ 81.700,00.

O pacote de equipamentos é o primeiro atrativo do sedã médio-compacto. Já na versão básica sai de fábrica equipado com airbag duplo, freios ABS, toca-CD com entrada para toca-MP3, ar-condicionado e controlador de velocidade. Na intermediária são acrescidos computador de bordo, retrovisores elétricos, faróis de neblina e toca-CD mais sofisticado, também com entrada auxiliar. A SL tem bancos de couro, toca-CD com capacidade para 6 discos e leitor de MP3 e teto solar com acionamento elétrico.

Fabricado em Aguascalientes, no México, o Sentra beneficia-se do acordo comercial entre os países e chega ao Brasil sem pagar imposto de importação. Além de poder ser comercializado aqui como sai da fábrica, mantendo os faróis simétricos e as lanternas traseiras que têm pisca e luz de freio na mesma lâmpada tal qual o Ford Fusion, também mexicano.

O Sentra cresceu. Ficou mais comprido, passando de 4,51 metros para 4,57 m; mais alto de 1,41 m para 1,71 m e, principalmente, mais largo 1,51 m para 1,79 m. Os bancos acomodam motorista e passageiro com conforto, um primeiro destaque. No banco traseiro há adequado espaço para cabeça e pernas, graças ao entreeixos de 2,68 metros. Mas duas pessoas viajam melhor do que três, a despeito do baixo túnel central.

Prático é o sistema de rebatimento dos bancos em 1/3 e 2/3, disponível para as versões S e SL. Os encostos de cabeça também são rebatíveis, sendo desnecessário removê-los. Com isso, é possível ampliar os 371 litros de capacidade do porta-malas neste aspecto o Sentra fica à frente apenas do Honda Civic, que tem 340 litros e acomodar objetos maiores. Rebatidos, os bancos deitam-se quase a 90º.

Além da rede para objetos, no porta-malas das versões S e SL há uma divisória com ganchos. Cria dois subcompartimentos, um ao fundo, próximo dos bancos, de 100 litros; o outro fica com os 271 litros restantes. Prático para acomodar objetos menores, como pequenas compras de supermercado, evitando que se espalhem. A tampa possui dobradiças pantográficas, que não roubam espaço do compartimento – vantagem sobre o Civic, que utiliza os chamados “pescoços de ganso”.

Seu acabamento é razoável, apenas, especialmente na versão de topo SL. Necessário lembrar que trata-se de um carro “popular” nos EUA, destino principal do Sentra. Encaixes de peças plásticas demonstram folgas e faltam recursos como travamento automático das portas, retrovisor interno eletrocrômico e comando dos vidros elétricos um-toque. Este é disponível apenas no vidro do motorista e na descida unicamente. O controle remoto de travamento das portas é tipo chaveiro, como o do Corolla. Ideal é o recurso do Civic, que traz os comandos na própria chave.

Os faróis têm refletor único, em vez dos refletores duplos utilizados nos concorrentes Civic e Corolla, por exemplo. Mas cumprem com grande eficiência seu papel e iluminam à perfeição, eliminando qualquer crítica à utilização desse recurso – que é mais barato e colabora para que o custo de reparação do Sentra seja menor, o que refletirá no preço de seu seguro.

São bons o painel de instrumentos, que tem iluminação alaranjada, e o baixo nível de ruído na cabine. Este é um benefício das marchas longas outro benefício é o menor consumo de combustível: com caixa manual, a 120 km/h o motor do Sentra está a 3.150 rpm; com o CVT, na mesma velocidade, está em regime ainda mais baixo: apenas 2.100 rpm.

O novo motor quatro-cilindros de 2 litros de cilindrada representa substancial evolução sobre o antigo. Se o 1,8-litro do Sentra anterior tinha potência de 115 cv e torque de 15,9 kgfm, o novo motor, com bloco e cabeçote em alumínio, chega a 142 cv a 5.500 rpm e 20,3 kgfm de torque a 4.800 rpm – sendo que 90% deste total estão disponíveis já a 2.400 rpm, de acordo com a fábrica. Para conseguir esse desempenho, a Nissan aplicou ao motor o sistema CVVTCS, de variação das válvulas de admissão.

De acordo com a Nissan, o Sentra equipado com câmbio manual chega a 194 km/h de velocidade máxima, acelerando de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos. São bons números para essa classe, mas é peculiar o fato de não haver diferença na aceleração entre as versões, apesar do peso pouca coisa maior 1.305 kg/1.325 kg na S. Com a caixa CVT, o Sentra atinge 188 km/h e vai da imobilidade aos 100 km/h em 10,4 segundos – mais uma vez sem fazer diferença o peso maior da SL 44 kg em comparação à básica, de 1.325 kg. Os freios são a disco na dianteira, com tambores na traseira, equipados com sistema antitravamento ABS e distribuição das forças de frenagem EBD. Poderia ter disco nas quatro rodas, mas isso elevaria seu preço.

Os números de consumo declarados pela fábrica para o carro são: 11,1 km/l na cidade e 16,8 km/l na estrada, com câmbio manual. Com câmbio CVT, o Sentra é mais econômico, percorrendo 11,6 km/l na cidade e 17,1 km/l em percurso rodoviário. Multiplicando-se pelos 55 litros de capacidade do tanque de combustível, têm-se bons 924 km de autonomia na estrada, com o câmbio manual; com a CVT, são 940,5 km.

Louvável é a atitude da Nissan em passar a divulgar dados de desempenho e consumo do Sentra. A fábrica tinha outro comportamento para a versão anterior, quando preferia esconder o jogo. Difere-se agora de alguns fabricantes franceses e dos conterrâneos japoneses, que insistem em omitir os números elementares.

Não há segredos ou novidades na suspensão do Sentra: a dianteira é independente tipo McPherson e a traseira é por eixo de torção. Destaca-se pelo bom acerto firme, nada macio como na versão anterior. Para a boa dirigibilidade concorrem os pneus 205/60 R15 na versão básica e de perfil pouco mais baixo em rodas maiores, 205/55 R16, nas versões de topo – ainda que transmitam alguma vibração ao volante. A agilidade é garantida pela direção de assistência elétrica variável e respostas rápidas, sem ser arisca demais. O volante tem empunhadura e diâmetro de aro adequados, embora faça falta a regulagem de distância apenas em altura. Motoristas mais altos sentirão falta desse recurso.

Ao volante, é a versão com caixa manual a que dá mais prazer de guiar. Este é outro “5+E”, com 5 marchas curtas e a 6ª mais longa, para conforto e economia. Pode-se guiar o Sentra “pulando marcha”, passando da 1ª para a 3ª, sem problemas, tendo-se mais suavidade e diminuindo o consumo. Há torque suficiente para isso, principalmente no trânsito urbano. Ou utilizando-se todas elas e mantendo o giro alto, para uma tocada esportiva. Colabora o bom comando de câmbio, que é preciso e agrada ao motorista que busca desempenho próximo do esportivo.

O câmbio CVT torna o Sentra ruidoso, especialmente acima de 4.000 rpm, e sua utilização causa estranheza. Em aceleração forte, a rotação mantém-se em 6.000 rpm, enquanto o sedã ganha velocidade – 500 rpm acima da faixa de potência máxima; melhor seria parar justamente em 5.500 rpm, para aproveitar os 142 cv sem desperdícios. Mas conduzido de forma amena é, sem dúvida, um ótimo recurso anti-estresse em congestionamentos. Possui recurso eletrônico que simula o desligamento do que seria a sobremarcha overdrive off. E diferencia mais uma vez o Sentra por torná-lo o único na categoria a oferecer esse tipo de câmbio.

Com 3 anos de garantia de fábrica, o Sentra reinicia sua vida no mercado brasileiro. É o 1º passo da Nissan no projeto “Shift” – ainda este ano virão o hatch médio Tiida e a nova Frontier.Gosta de sedãs?

Então confira algumas ofertas desse segmento, todas do WebMotors:

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Renault Mégane

Toyota Corolla

Volkswagen Jetta

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