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Novo Chevrolet Prisma: tapa bem dado

Versão três volumes do Celta ganha cara nova e se consolida como quarto sedã compacto do mercado

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– Nenhuma montadora aposta tanto em sedãs no mercado nacional como a Chevrolet. Em quase todos os nichos há uma opção da marca: Classic, Prisma, Corsa sedã, Astra sedã, Vectra, Malibu e Omega. E, em breve, desembarcam por aqui novidades como o Cobalt – para substituir de uma só vez Corsa e Astra – e o Cruze sedã para o lugar do Vectra, enquanto espera-se que o Prisma se torne um substituto natural do Classic. Evidentemente, os modelos mais caros têm vendas menos expressivas, mas cumprem a função de associar à marca uma imagem de luxo. Já os mais baratos apresentam números mais robustos. É o caso do Chevrolet Prisma. Renovado em fevereiro, o modelo se consolidou como o quarto sedã compacto do mercado, com uma média de 4.370 unidades/mês no primeiro semestre. No topo dos mais vendidos está um "fogo amigo". Trata-se do Chevrolet Corsa sedã/Classic, com 10.335 carros/mês no mesmo período. Na sequência estão Fiat Siena 8.366 unidades/mês e Volkswagen Voyage 6.697 unidades/mês.
Para engordar as vendas, o Chevrolet Prisma mira no bolso do consumidor. A versão superior, a LT – com motor 1,4 litro –, representa basicamente 99% das vendas do modelo e parte de interessantes R$ 32.439. O 1% restante fica a cargo da versão LS, com motor 1,0 litro. É claro que, para chegar a este preço, o sedã não oferece grande luxo ou vasta oferta de equipamentos. Ou seja, nesta versão de entrada não há ar-condicionado – com ele o preço sobe para R$ 35.050 –, direção hidráulica – vai para R$ 36.094 – e vidro elétrico nas portas dianteiras – atinge R$ 36.958. Não existem sequer itens de segurança como freios com ABS ou airbags. Na verdade eles não constam nem na lista de opcionais.
Além do preço, outro atrativo do Prisma é o visual contemporâneo. Por ter um design relativamente recente em relação aos seus concorrentes – foi lançado em 2006 –, o modelo ainda tem linhas moderninhas. Certamente esta boa impressão é facilitada pela leve reestilização que o modelo ganhou no começo do ano. Na dianteira, o Prisma agora segue o padrão mundial da GM com a grade repartida por um filete na cor da carroceria, que ostenta a gravata dourada da Chevrolet. O para-choque também foi remodelado e os faróis, apesar de ainda terem o mesmo formato, agora trazem lentes escurecidas. Já na traseira, o sedã passa a exibir um friso cromado na tampa do porta-malas que acompanha a seção mais clara das lanternas.
No interior, sempre muito criticado pela simplicidade, a GM do Brasil resolveu emprestar um aspecto mais sofisticado. Nada que transforme o carro em um modelo luxuoso, mas que pelo menos ajuda a melhorar a imagem do Prisma. Lá estão quadro de instrumentos com novos grafismos e iluminação na cor Ice Blue – assim como no Agile –, novo volante com a gravata dourada maior, botões do sistema de ventilação remodelados, bancos com nova padronagem de tecido, entre outros detalhes pequenos.
Sob o capô não há qualquer novidade. Ou seja, o Chevrolet Prisma LT segue equipado com o motor 1,4L Econoflex de 95 cv de potência com gasolina e 97 cv com etanol e torque máximo de 13,2/13,7 kgfm disponível aos 2.800 giros. Este motor possui coletor de admissão em material plástico, que propicia uma redução de 35% no peso da peça em relação ao similar em alumínio. E contribui para o peso total do modelo somar meros 921 kg. O câmbio, por sua vez, é sempre manual de cinco velocidades. Este conjunto mecânico leva o três volumes compacto de zero a 100 km/h em 11,5 segundos. Se o desempenho chama positivamente a atenção, o consumo tem o destaque oposto – não passou de 7 km/l com etanol em um trajeto 1/3 em estrada e 2/3 urbano.
Primeiras impressões: no meio do caminho É verdade que as mudanças visuais do Chevrolet Prisma não chegam a emocionar. Mas é inegável que fizeram bem ao modelo. O sedã está mais simpático com a grade baseada no novo padrão visual da marca, para-choques remodelados e outras mudanças. Mas, é claro, que as linhas do modelo não são seu maior apelo de vendas. A versão testada – e praticamente a única vendida – LT 1,4L parte de atraentes R$ 32.439. Completo, o carro chega a R$ 36.958. Por esse preço, evidentemente não se pode esperar grande luxo ou sofisticação.
No revigorado interior, a palavra de ordem ainda é simplicidade. É evidente que o novo painel, volante e botões das saídas de ar emprestaram algum requinte. Mas persistem os plásticos duros, os encaixes nem tão precisos e algumas rebarbas aparentes para lembrar aos passageiros que se trata de um popular. Outro ponto negativo é o rádio da Chevrolet. Como os botões são pequenos e o carro não dispõe de controles no volante, o motorista sofre para apertar as teclas certas. Pelo menos no habitáculo do três volumes compacto todos os outros botões são intuitivos e estão ao alcance dos ocupantes.
A oferta de espaço no Prisma é naturalmente limitada, já que o sedã é baseado no Celta, com quem compartilha a plataforma. Mesmo assim, os passageiros dos bancos dianteiros contam com uma boa oferta de espaço. Já quem viaja no banco traseiro vai sempre apertado. Outro ponto que realmente incomoda é a ausência de ajustes de altura e profundidade do volante e de altura do banco do motorista. Pessoas acima de 1,75 metro dificilmente acham uma posição agradável para dirigir.
O motor 1,4L Econoflex é o grande destaque do modelo. O propulsor aspirado de 97 cv com etanol move com facilidade os 921 kg do modelo. O torque máximo de 13,7 kgfm, também com etanol, está disponível em sua totalidade já às 2.800 rpm. Isso garante arrancadas vigorosas e bom desempenho. Já na hora de encarar curvas mais agressivamente, o motorista deve ficar atento. É que o modelo torce bastante a carroceria. Ou seja, é melhor andar na linha.
As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors. _________________
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