Novo Citroën C3 Automatique: menor esforço

Hatch compacto se torna aliado no trânsito intenso do dia a dia


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– Um mesmo modelo pode apresentar versões extremas em relação a acabamento, motorização e nível de equipamentos. E as configurações acabam direcionadas a públicos bastante distintos. É o caso do Citroën C3 Exclusive Automatique, a versão topo de linha do compacto francês. A linha 2012 ganhou alterações visuais pouco significativas – faróis com máscara negra e, como opcional, rodas de liga leve diamantada.

Por R$ 48.310, o C3 Exclusive Automatique traz uma extensa lista de equipamentos e acessórios: airbags, ar-condicionado automático, faróis de neblina, freios com ABS e EBD, vidros e travas elétricas, computador de bordo e bancos de veludo. São exatos R$ 10.320 a mais em relação à versão de entrada. Mas a diferença não é justificada apenas pelos itens adicionais. O Exclusive Automatique é equipado com motor mais potente, de 1,6L 16V flex e 113 cv de potência com etanol, enquanto a versão de entrada, GLX, tem propulsor 1,4L 8V de 82 cv. Mas o diferencial mesmo é o câmbio automático.

Apenas a transmissão automática de quatro marchas eleva em R$ 5.500 o preço final do veículo. Mas condiz com a procura cada vez maior por carros sem pedal de embreagem, principalmente no trânsito intenso das grandes cidades. Nesse sentido, os principais concorrentes do C3 Automatique são as versões topo de linha do Renault Sandero, que custa R$ 47.300, e do Peugeot 207, por R$ 48.590. O carro da Peugeot compartilha motor e câmbio com o C3, mas com mapas de injeção diferentes. Há ainda os compactos que oferecem apenas a opção pelo câmbio automatizado, caso do Fiat Punto que, com motorização equivalente e câmbio Dualogic, sai por R$ 47.630, e do Volkswagen Polo, que custa R$ 49.160 com acabamento e equipamentos semelhantes.

O C3 Automatique, contudo, tem atrativos para conquistar o consumidor. Em quase uma década de presença no mercado nacional, o C3 recebeu apenas uma leve atualização em 2008, quando ganhou grade frontal mais larga com detalhes cromados. Ainda assim, o modelo continua apresentando linhas chamativas e atuais. Além disso, o hatch francês apresenta um dos maiores porta-malas da categoria, com 305 litros. Apenas o Renault Sandero supera a capacidade, com 320 litros. Com os bancos rebatidos, a capacidade de carga do C3 sobe para 1.155 litros.

A topo de linha Exclusive deve manter os contornos da atual geração do C3, lançada por aqui em 2003, até a chegada da nova geração do compacto, que começou a rodar na Europa no ano passado e deve ser fabricada na planta de Porto Real, no Rio de Janeiro, a partir do final de 2012. O novo modelo deverá ficar com as versões superiores, incluindo a configuração com câmbio automático, enquanto o atual C3 funcionará como versão de entrada na gama de veículos da Citroën.

Primeiras impressões: na palma da mão
Apesar de ter quase uma década, o design do C3 continua agradável. As linhas continuam chamativas e não destoam dos lançamentos mais recentes da marca, como o hatch médio C4 e até mesmo a versão monovolume C3 Picasso. O aspecto "altinho" do modelo também se traduz em bom espaço no interior, favorecendo os ocupantes, principalmente em relação ao espaço para a cabeça. Apesar disso, o C3 mantém características compartilhadas pela maioria dos compactos, como o espaço para o terceiro passageiro no banco de trás, que se acomoda com certa dificuldade.

O acabamento da versão Exclusive Automatique apresenta plásticos de boa qualidade e que são agradáveis ao toque. Os comandos estão bem posicionados e o estilo limpo do painel facilita a interação com o carro. Além disso, algumas soluções foram bem pensadas para melhorar a vida a bordo, como o porta-objetos no centro do console. O único senão fica por conta do acionamento dos vidros elétricos, que não possui a função um toque. Localizados próximo à caixa de câmbio, os controles obrigam o motorista a se curvar para subir ou descer os vidros.

A transmissão automática é uma boa aquisição para aumentar a sensação de conforto caso o carro seja utilizado cotidianamente no trânsito das grandes cidades. O câmbio automático de quatro marchas aposenta o pé esquerdo e facilita a vida, quando o tráfego é intenso e obriga a condutor a parar o carro a todo momento. Infelizmente algumas trocas são feitas com lentidão, atrasando as respostas do acelerador.

A suspensão, um pouco rígida, deixa transparecer algumas irregularidades comuns ao piso brasileiro, mas nada comprometedor para os ocupantes do carro. O motor 1,6L de 113 cv que equipa a versão topo de linha do compacto também agrada e demonstra fôlego de sobra para mover os 1.177 kg do veículo. Por tudo isso, o C3 se mostra um carro confortável para o uso diário no trânsito urbano. Em grande parte também por causa do comportamento silencioso de seu motor.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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