Palio 2008: compacto da Fiat chega renovado

Modelo muda mais por fora do que por dentro. Vantagem são preços inalterados


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- Diferente da linha anterior, apresentada em 2003, a 4ª geração do Palio teve seu desenho bastante alterado – incluindo as laterais, mudadas pela primeira vez desde o Palio de 1996 1ª geração. O interior do modelo recebeu menos modificações, restritas a reposicionamento de comandos no painel, novo quadro de instrumentos e alguns novos porta-objetos.

O desenho do Palio 2008 foi feito em sua maioria no Centro de Estilo da Fiat na Itália, com retoques finais do Centro brasileiro, localizado em Betim, MG. É desse centro italiano que sairá também o desenho da futura picape Fiat/Tata, a ser fabricada em Córdoba, Argentina.

A semelhança é inevitável: a dianteira do novo Palio lembra a do VW Gol G4. E a traseira lembra a do Gol GIII, embora esteja bem mais bonita e melhor resolvida, com a bela tampa de linhas angulosas e proeminentes.

As alterações estéticas deixaram o Palio 2 cm maior em comprimento e 6 mm mais largo. Na dianteira, tudo é novo: capô, pára-choque com grade e entrada de ar integradas e conjunto ótico – em que chamam a atenção os faróis, agora de parábola única. A Fiat garante que não houve perda em iluminação, embora as duplas parábolas sejam mais eficientes nesse quesito.

A traseira transmite a impressão de estar mais alta. As novas lanternas passam da vertical para a horizontal e ganharam elementos circulares – a disposição das lâmpadas faz imitar diodos emissores de luz LEDs. A lateral recebeu dois fortes vincos, que colaboram para deixá-la mais “quadrada”.

A maior novidade, no entanto, foram os preços, que permaneceram inalterados. A versão EX, equipada com motor de 1 litro flexível em combustível, de 65/66 cv com gasolina/álcool passa a se chamar ELX. Na configuração duas portas é vendida por R$ 28.700,00. A quatro-portas custa R$ 30.260,00.

O motor de 1,4 litro de cilindrada também flex, de 80/81 cv, gasolina/álcool é também oferecido na ELX, apenas com carroceria quatro portas. Seu preço é de R$ 31.980,00, bastante atraente para se ter o motor de maior cilindrada. Sai de cena a HLX, ficando a esportiva 1.8R, com carrocerias de 4 portas e, outra novidade, 2 portas. Preços: R$ 41.850,00 4p e R$ 40.300,00 2p.

A versão de entrada Fire permanecerá com a carroceria da 3ª geração. Atualmente, a Fire responde por 60% das vendas do Palio. Os 40% restantes são divididos em 10% para o Palio 1.8R, 40% para o ELX com motor de 1 litro e 50% para o 1,4-litro. Este foi o escolhido para a avaliação inicial veja abaixo.

A todas as versões foram incorporados novos itens de série, como volante com regulagem de altura, terceiro apoio de cabeça no banco traseiro, ganchos para rede porta-objetos no porta-malas e luzes de neblina.

Na rede de concessionárias a Fiat disponibiliza três kits de acessórios para o Palio – Bluetooth, de comunicação sem-fio; Sport; e Emotion. Por tempo limitado oferece o kit Attractive, que substitui o “Celebration” e é composto por direção hidráulica, trio elétrico e rodas de liga leve. Sai por R$ 2.500,00. Segundo a fábrica, se adquiridos separados esses itens custariam R$ 4.000,00.

Ao volante

Ao volante, que é o mesmo da versão anterior, a primeira sensação é de que nada ou muito pouco mudou dentro do Palio. Alavanca de câmbio é a mesma, assim como painel de instrumentos, maçanetas, bancos – mudando apenas padrão do tecido de revestimento.

Para melhorar custos, houve um troca-troca dos comandos elétricos no painel. Luzes de neblina saíram do centro, debaixo do rádio, e foram para a esquerda, abaixo da saída de ar – onde antes ficava o “My Car Fiat”, que agora divide posição com o computador de bordo na extremidade da alavanca do limpador de pára-brisa. Na extremidade da alavanca de seta foi colocado o acionamento do desembaçador traseiro que também ficava no centro do painel. O cinzeiro virou porta-trecos, que antes fazia falta. Fumantes terão à disposição o “copinho multiuso”.

Mudou, sim, o quadro de instrumentos, que ganhou novo grafismo, mais fácil de visualizar. Nas versões ELX passam a ter fundo branco, sempre com conta-giros e mostrador digital que inclui computador de bordo e tanque de combustível. Este foi o passo em contraponto ao Fiesta, que deixou o mostrador digital e passou a analógico. A Fiat argumenta que ouviu as reclamações de proprietários do concorrente e do Chevrolet Celta e fez um sistema novo, de mais fácil visualização. De qualquer forma, será preciso algum tempo para acostumar à novidade – mais fácil o analógico, que foi mantido no quadro de instrumentos de fundo preto do Palio 1.8R.

E melhorou o isolamento acústico do Palio – algo em torno de 5%, segundo a engenharia da fábrica. No carro avaliado foi possível perceber o nível de ruído mais baixo no habitáculo, mesmo rodando em velocidades de cruzeiro e considerando o câmbio algo curto para otimizar o motor de 1,4 litro. A 120 km/h o conta-giros mostra 3.800 rpm, regime já um pouco alto, o que aumentaria o ruído. Mas o bom isolamento suaviza essa sensação, ficando evidente apenas o ruído de pneu no asfalto.

Permanece o ineficaz apoio para pé mas não tanto quanto o do Fiesta e a astuta falta de regulagem de distância para o volante – disponível apenas em altura. É uma forma de garantir mais espaço para o banco traseiro.

Farol novo e seguro mais barato

No Palio 2008 os faróis são de parábola simples, trazendo lâmpadas de facho alto e baixo juntas. No anterior como se vê no Fire atual, ficavam separadas. O novo recurso tem iluminação menos eficiente – tanto que a concorrente Ford aplicou farol de dupla parábola no Fiesta 2008. A Fiat, no entanto, garante que o conjunto ótico do Palio 2008 consegue ser tão bom quanto o da linha que sucede, com mínima perda.

De acordo com Claudio Demaria, diretor de engenharia de produto Fiat, a alteração dos faróis, somada às demais mudanças aplicadas na dianteira do Palio, impactou diretamente no custo de reparação do modelo. Um farol de parábola simples é mais barato do que o de dupla parábola. E foi alterado também o sistema de abertura do capô, além do pára-choque, grade dianteira, o próprio capô, entre outros. Com a melhora no chamado “índice de reparabilidade”, a tendência é que diminua também o preço do seguro do Palio.

E por falar em seguro, é este o fator que leva a questionar por que foi tirada de linha a versão HLX. Agora o motor de 1,8 litro está disponível apenas na 1.8R. Não há mais uma opção “convencional”. Segundo Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat, a antiga versão de topo deixou de ser fabricada por vender muito pouco, menos do que a esportiva. Porém, o preço do seguro do Palio com roupa esporte é bem mais salgado do que a HLX – como é usual, aliás, ocorrer com qualquer modelo esportivo. “É uma decisão para o momento, que poderá ser revista”, afirmou Ramos. Outra possibilidade para a suspensão da HLX é a preparação da linha de modelos para a chegada do Grande Punto, que poderá ocupar com mais eficiência e atrativos essa posição de compacto de luxo deixada pelo Palio.

Luís Felipe Figueiredo viajou a convite da Fiat.


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