Perto de se aposentar, Chevrolet Classic ainda justifica seu custo-benefício

Sedã compacto reestilizado compensa projeto antigo com economia de combustível e dinheiro


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– Às vezes não parece, mas já faz quase 15 anos que o Chevrolet Classic está entre a gente. Com duas alterações no nome e no visual, o compacto se consolidou no mercado apoiado no bom custo-benefício e fama de mecânica robusta e barata de se manter. Mas será que isso é suficiente contra a concorrência cada vez mais moderna? Para responder a questão, o WebMotors fez o que provavelmente será a última avaliação do modelo no site.

Fim de linha
A frase profética é justificada pelo ano do fim – que não é 2012. Para diversos modelos produzidos no Brasil, o último suspiro será em 31 de dezembro de 2013. Este é o último dia antes de começar a vigorar a nova e mais exigente regulamentação de crash-test no País. De projeto defasado, o Classic assim como a Família Celta não conseguirá ser aprovado sem receber atualizações estruturais. Na ponta do lápis, é mais fácil desenvolver um carro novo – e é exatamente o que a Chevrolet está fazendo, através do projeto Ônix.

Mas até lá o Classic ainda tem fôlego de sobra, e a Chevrolet sabe disso. Por isso a fabricante promoveu a maior reestilização no modelo desde seu lançamento, reformulando a dianteira e traseira do três-volumes. Com visual similar ao do antigo Sail chinês, o Classic ganhou força no segmento, que, aliás, é liderado por ele.

Peso da experiência
O fato da Fenabrave misturar os números de venda do Classic e do Corsa Sedan não tira o mérito do modelo ser um dos cinco mais vendidos do país. Isso porque a versão atualizada nunca emplacou no mercado, correspondendo a menos de 10% das 141.443 mil unidades vendidas em 2010, segundo a Fenabrave.

Outros números ajudam a entender o sucesso do Classic, principalmente entre frotistas e taxistas. Com 390 litros de porta-malas, o modelo se equipara aos concorrentes, com a vantagem do preço inferior. Além disso os modestos 905 kg de peso tornam o Classic mais leve até do que alguns hatches, facilitando o trabalho do motor 1,0L de até 78 cv com etanol.

Saudades do GSi
Com menos peso para empurrar, os 9,7 kgfm de torque do Classic tornam o carro divertido de dirigir. Isso porque a direção tem relação direta, similar à encontrada no Voyage, e a suspensão firme permite algumas ousadias ao volante, mas com moderação, pois os freios não possuem ABS nem como opcional. Até bate uma saudade da versão mais esportiva da linha Corsa.

Mas a nostalgia acaba rápido. Para ser mais preciso, após 15 minutos, em média. É quanto tempo demorava para meu corpo começar a ficar dolorido, graças à ergonomia ruim do Classic. Assim como a maioria dos modelos que usam a plataforma do primeiro Corsa brasileiro, o Classic tem o volante desalinhado em relação ao motorista e muito baixo, encostando na perna dos motoristas mais altos.

O “analgésico” para as dores veio na hora de abastecer. Rodando somente com gasolina e com o ar-condicionado ligado a maior parte do tempo, o Classic rodou, em média, 12 quilômetros com um litro de combustível. Em um segmento onde todo gasto é levado em conta, o consumo do Classic mostrou-se digno de nota.

Anos dourados
Uma coisa curiosa de se observar no interior do Classic são os resquícios da época em que ele era o mais moderno sedã compacto do mercado. Ainda chamado de Corsa Sedan, ele podia ser equipado com computador de bordo, airbag duplo e ABS. Além disso os passageiros que viajam atrás tinha vidros elétricos e até regulagem do cinto de segurança. No lugar de tudo isso, o Classic tem apenas tampas plásticas e, no caso do cinto traseiro, há apenas o trilho de regulagem, mas fixo.

Direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos ainda estão lá, mas somente como opcionais. E, apesar de ser idêntico ao do Corsa de 1994, o acabamento sofreu com a redução de custos e trocou tecidos por plásticos, nem sempre bem encaixados.

Todas essas alterações foram porque o foco da Chevrolet com o Classic é outro: custo benefício. E nisso ele continua imbatível. Sem opcionais R$ 28,5 mil ele supera seu principal rival, e quando equipado com ar-condicionado e direção hidráulica R$ 33,7 mil, ele fica somente R$ 700 mais caro do que o Renault Logan

Aposentadoria de rei
Não dá pra negar que o Classic é um projeto defasado, assim como é impossível ignorar o fato de que ele é o best-seller do segmento. Apesar de tratar melhor o bolso de seus passageiros do que eles próprios, o pequeno Chevrolet tem importância inversamente proporcional ao seu tamanho. Se a aposentadoria do Classic está próxima, sem dúvida ela será digna de um campeão de vendas.

Chevrolet Classic 2011

Motor

Quatro cilindros em linha, dianteiro, transversal, 8 válvulas, 999 cm³

Potência

78 cv etanol / 77 cv gasolina a 6.400 rpm

Torque

95 Nm / 9,7 kgfm etanol - 93 Nm / 9,5 kgfm gasolina a 5.200 rpm

Câmbio

Manual, com cinco marchas

Tração

Dianteira

Direção

Por pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica opcional

Rodas

Dianteiras e traseiras em aro 13” de ferro

Pneus

Dianteiros e traseiros 165/70 R13

Comprimento

4,15 m

Altura

1,44 m

Largura

1,61 m

Entre-eixos

2,44 m

Porta-malas

390 l

Peso em ordem de marcha

905 kg

Tanque

54 l

Suspensão

Dianteira independente, tipo McPherson; traseira dependente, tipo eixo de torção

Freios

Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira

Preço

R$ 28.514
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