Primeiras Impressões: Renault Fluence 2015

Sem novidades no conjunto mecânico, sedã feito na Argentina foca no conforto


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Suficiente para dobrar as vendas, mas não o bastante para bater de frente com a 'poderosa máfia' japoneses (Toyota Corolla e Honda Civic). Assim pode ser resumido o pacote de mudanças que recebeu a linha 2015 do Fluence, sedã médio da Renault que chega às concessionárias nesta semana sem alteração na tabela de preços – versões vão de R$ 66.890 a R$ 82.990.

De imediato, o que mais chama a atenção é o novo design da dianteira, que deixa o três-volumes fabricado na Argentina com a mesma ‘cara’ do modelo comercializado em alguns países da Europa, como na Espanha.

O para-choque foi redesenhado, e agora recebe luzes diurnas em LED logo acima dos faróis de neblina. A grade frontal assume formato em ‘V’ e ostenta o símbolo da marca em destaque no centro, como manda a nova cartilha visual da marca francesa. A lateral e a traseira continuam iguais – apenas as lanternas agora são em LED. As rodas de liga leve de 16 e de 17 polegadas (dependendo da configuração) têm novo desenho.

As novidades visuais agradam. Renovam a fisionomia do Fluence, que trazia o mesmo design desde 2010, quando chegou ao Brasil para substituir o Mègane. É possível dizer que o Renault está mais clássico e refinado. Atraente, até.

O interior passou por alterações leves. Nas versões com bancos revestidos em couro, a textura foi modificada. Todas as opções passam a contar também com velocímetro digital, algo que antes era restrito às opções mais caras.

Já a mecânica segue a mesma. A começar pelo agradável motor 2.0 16V bicombustível de até 143 cv de potência, quando abastecido com etanol. A transmissão pode ser manual de seis marchas (disponível apenas na opção Dynamique de entrada) ou automática CVT (continuamente variável).

Clique aqui e confira preços e versões do Renault Fluence 2015.

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RODANDO

Para testar as novidades do Fluence, o WebMotors rodou entre São Paulo e Campinas, no Interior do Estado, com a versão topo de linha Privilège. A cor?  Bom, para exaltar a chegada da linha 2015, a Renault oferece uma cor diferente, pouco comum neste segmento pautado pela ‘falta de ousadia’, chamada Preto Ametista. Na realidade, no escuro, a impressão é de que o carro é preto. Mas quando a luz bate, é possível distinguir um violeta.

O interior continua sóbrio, com o cinza claro dominando o ambiente. As peças estão muito bem encaixadas – destaque para o revestimento dos bancos em couro e para as pelas emborrachadas nas partes superiores das portas e do painel central.

Com ajustes manuais do banco e regulagens amplas de altura e profundidade da coluna de direção, facilmente se encontra a melhor posição ao volante, que é multifuncional – traz função do limitador de velocidade, por exemplo -, mas não abre mão do velho controle satélite para comandar o sistema de som.

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Na cidade, antes de chegar à rodovia rumo ao interior, o Fluence mostra a mesma preocupação com o conforto da linha 2014. E isso se deve principalmente ao câmbio automático CVT, que impõe uma linearidade agradável. O torque de 20,3 kgf.m a 3.750 rotações também é suficiente para agregar agilidade aos 1.372 quilos.

A suspensão trabalha bem. Consegue ser macia sem ser molenga. Nas curvas e frenagens mais acentuadas, a oscilação da carroceria é mínima e não causa incômodos. O ruído interno não incomoda, permitindo que os passageiros do banco traseiro conversem com o motorista sem alterar o volume da voz.

Na rodovia, porém, as coisas mudam. E com conforto na cidade dá lugar ao incômodo. O culpado por esta sensação? O mesmo câmbio CVTe a impressão de primeira marcha eterna/infinita. As acelerações e mesmo as retomadas são morosas e demoradas. A transmissão parece não atender à demanda do motor.

Os controles de estabilidade e tração, que estão disponíveis de série na versão, sequer dão sinais de entrar em ação. Mesmo quando chamamos as trocas pela alavanca – sistema CVT simula seis marchas virtuais -, o sabor da condução continua insosso. O Fluence automático é desprovido de esportividade. Vamos torcer para a Renault trazer logo a versão GT e seu motor 2.0 turbo acoplado a um câmbio manual...

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ESPAÇO

Durante a viagem, uma característica marcante do Fluence foi mantida: o espaço interno. Com 4,62 metros de comprimento e 2,70 metros de distância entre os eixos, os que viajam atrás não encontram problemas com as pernas e os joelhos. O porta-malas, apenas a título de curiosidade, tem capacidade para 530 litros – suficiente para levar a bagagem da família inteira.

Destaque para a central de entretenimento R-Link. Novidade no modelo, o sistema traz tela de 7 polegadas sensível ao toque posicionada no topo do painel central e funções de GPS e Eco Drive, que exibe relatório básico de como está a condução do motorista. O problema, no entanto, é que posicionada sobre o painel central, a tela fica longe do alcance do motorista. Algumas funções podem ser acionadas onde tradicionalmente acionamos os comandos do sistema de som.

MERCADO

Com a linha 2015, a Renault quer praticamente duplicar as vendas mensais do Fluence, chegando a 1.000 unidades no período. De acordo com a Fenabrave (Fcaptionação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), de janeiro a outubro o sedã da marca francesa acumulou 6.360 emplacamentos – média mensal de 636 unidades.

“Queremos figurar entre os cinco primeiros. Talvez entre os três”, revelo Bruno Hohmann, diretor de marketing da Renault do Brasil. Para isso, a estratégia é simples: marcar mais presença junto aos potenciais clientes e dar atenção especial aos atuais 55 mil proprietários de Fluence no Brasil. “Não conseguimos chegar perto o suficiente do consumidor. Queremos colocar potenciais compradores dentro do carro”, explicou Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.

Apenas para se ter uma ideia, o Toyota Corolla é líder do segmento com 49.572 emplacamentos nos dez primeiros meses do ano. O Honda Civic aparece em segundo, com 44.486, seguido pelo Chevrolet Cruze, com 18.270. O Fluence é apenas o 9º, atrás ainda de Nissan Sentra (4º), Ford Fusion (5º), Citro¨¨em C4 Lounge (6º), Volkswagen Jetta (7º) e Ford Focus Sedan (8º).

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